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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Ter | 04.08.09

Aprendendo com o divórcio da Barbie

Jorge Fiel

Com a ajuda da empregada do bazar, preparava-se para comprar a primeira Barbie para a filha. Pegou numa e perguntou que Barbie era aquela - e o preço. «É a Princesa da Holanda e custa 19,95 euros».

 

Continuou a passar em revista as prateleiras até que o olhar se deteve numa boneca que se veio a revelar ser a Barbie Minnie Mouse (14,99 euros).

 

Ainda apreçou a Barbie Lois Lane (14.99 euros) até se decidir por uma versão especialmente atraente/bem produzida e cintilante da boneca inventada em 1958 por Ruth Handler (mulher de Elliot, o fundador da Mattel) e inspirada em Bárbara, a filha mais nova do casal.

«Levo esta» - disse. E ao mesmo tempo que entregava a boneca à empregada (e lhe pedia para ela fazer um embrulho bonito), perguntou-lhe o nome e preço. «É a Barbie divorciada. Custa 199,95 euros…».

 

O pai ficou para a vida dele e perguntou: «Então, se todas as outras Barbies andam no intervalo dos 15 a 20 euros, porque é que esta custa dez vezes mais?»

 

«A Barbie divorciada é mais cara porque trás com ela o Ferrari, a casa e a piscina do Ken», respondeu a empregada.

 

Não sei porquê, mas depois de ouvir esta história, sempre que olho para um político vejo uma Barbie – e quando me olho ao espelho vejo reflectida a imagem de um Ken. 

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