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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qua | 29.07.09

Quatro sérias razões de queixa do Alfa Pendular e uma evocação, de raspão, do saudoso Foguete

Jorge Fiel

Como é mais provável que o Clark Kent e o Super Homem apareçam juntos do que eu, nesta vida, viajar de TGV entre o Porto e Lisboa, resignei-me ao Alfa.

Nunca senti empatia por este comboio de origem italiana (made in Fiat), por vários motivos, sendo que o primeiro consiste no facto dele emanar um cheiro enjoativo – presumo que derivado do combustível que usa.

Aborrecem-me alguma das suas idiossincrasias, como a de nos obrigar a chegar a um consenso com os parceiros da fila da frente (ou de trás) sobre se a cortina da janela deve ir aberta ou fechada, sendo que o caldo se pode entornar se um quer dormir (ou trabalhar no computador) e outro quer luz para ler (ou ir a pastar a paisagem).

Acho muito fatela que a inexistência, na carruagem bar, de lugares sentados e janelas panorâmicas nos obrigue a ir de pé, agarrados ao varão, e a espreitar por umas frinchas, enquanto bebemos a Água das Pedras fresca que nos custou 1,30 euros.

Irrita-me que uma pessoa tenha que comprar bilhete de primeira classe (Conforto, diz a CP) se quer ter pelo menos 25% de hipótese de estar ligado à corrente – pois há uma ficha por cada quatro lugares.

Há a registar alguns melhoramentos, como o facto das chamadas e da ligação à Net já não caírem de 27 em 27 segundos. Agora é possível ter rede ininterruptamente durante períodos de tempo que chegam aos sete minutos e meio.

A duração da viagem também foi encurtada, o que é sempre de saudar, pois nalguns comboios, se não se registarem atrasos, é possível chegar a Campanhã 2h45 minutos depois do Alfa ter partido de Santa Apolónia, o que representa já algum progresso sobre a performance do saudoso Foguete (também fabricado pela Fiat), cuja foto ilustra este post.

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