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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Seg | 27.07.09

Uma breve e pormenorizada lista das nove coisas que mudaram na minha vida por causa desta crise

Jorge Fiel

 

A melhor frase que já li sobre a crise é a seguinte (foi escrita por um tipo que resolveu preservar o anonimato, muito provavelmente para não incorrer na fúria da mulher):

“Esta crise é pior que um divórcio; já perdi metade dos meus bens mas a minha mulher continuou em casa”

A propósito da crise, devo confessar que ela mudou alguns aspectos da minha vida. Passo a dar nove exemplos:

a)    Substituí os bilhetes pré-comprados pelo passe combinado STCP/Metro do Porto, que, contra o pagamento mensal de 23,45 euros, me habilita a circular sem pagar nos transportes públicos no interior da cidade;

 

b)    Passei a levantar 60 euros de cada vez que vou ao multibanco, em vez dos 100 euros que sacava antes da falência da Lehman Brothers;

 

c)     Fiz um downgrading no vinho para consumo diário, que desceu do patamar menos de quatro euros a garrafa (nível Evel, Grão Vasco, Fontanário de Pegões e Monte Velho) para o Montes Ermos (Adega Cooperativa de Freixo de Espada a Cinta) na versão bag in box, que diponibiliza cinco litros de uma pinga bem razoável por pouco menos de sete euros;

 

d)   Deixei de comprar todos os livros que me apetece ler (e suspeito que o conseguirei fazer ainda em vida…) para passar a comprar apenas aqueles que tenho a certeza absoluta que começo a devorar nesse dia, como é o caso da Rainha no Palácio das Correntes de Ar, do Stieg Larson. A minha medalha de ouro, neste particular, foi ter resistido à compra do último do Ken Follet;

 

e)    Jurei que nunca mais faria figura de parvo a chegar às caixas da Fnac com CDs para pagar. Música, agora, é só de borla;

 

f)      Adoptei um comportamento ultra-responsável na Feira do Livro, limitando as compras a 27 livros da Colecção Vampiro (a 1,5 euros cada), que eu ainda não tinha lido, de autores dos meus autores de eleição, como Edgar Wallace, Leslie Charteris, Mickey Spillane, Rex Stout, Frank Gruber, Peter Cheyney, Hartley Howard e George Simenon;

 

g)    Fixei em cinco euros (a referência menu Big Mac que se impôs ao pessoal da restauração que tem juízo) a despesa habitual com o almoço no dia a dia;

 

h)   Converti-me aos produtos de marca branca (com excepção do leite polaco a 39 cêntimos, por motivos patrióticos), o que me permitiu fazer uma das mais saborosas descobertas do ano: o iogurte grego natural marca Continente;

 

i)      Passei a ler os jornais on line.

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