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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Ter | 07.04.09

Os três requisitos a que o copo deve obedecer

Jorge Fiel

Eu dou muita importância aos copos. Nesta delicada questão, reputo de indispensável que o continente esteja à altura do conteúdo, pois tenho para mim que por mais extraordinário que o vinho seja ele não pode saber bem se servido num copo desastroso.

Não quero com isto dizer que preconizo o uso de copos Riedel no dia a dia. Eu próprio sou o feliz proprietário de um parque de cinco copos (os sobreviventes de uma manada de meia dúzia que o meu primo Fernando em ofereceu no Natal de 2006), manufacturados no Tirol, que são considerados (pelo visto muito justamente) com o Rolls Royce dos copos.

Os meus Riedel só saem do armário em dias de festa, como Natal, Ano Novo, aniversários, comemoração da conquista de mais um campeonato pelo FC Porto ou a abertura de uma garrafa de vinho com o valor comercial igual ou superior a 20 euros.

Ao copo de serviço diário, eu exijo que reúne as três seguintes características:

a)     Tem de ser de vidro, já que os copos de plástico só são aceitáveis em viagens de avião;

 

b)    Tem de ter a dimensão suficiente para podermos fazer o vinho dançar no seu interior, sem que ele venha por fora (o que além de javardice constituiria um lamentável desperdício);

 

c)     O de branco deve ter a boca larga e no de tinto o diâmetro da orla deve ser inferior ao do ponto mais largo do bojo, por forma a proporcionar uma agradável concentração dos aromas.

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