Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qua | 18.03.09

Um elogio ao "bag in box" e ao Montes Ermos, da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta

Jorge Fiel

Aspecto das bicas de tinto e branco na minha cozinha

Converti-me ao bag in box que é como se chama o garrafão do século XXI.

Tenho ao serviço, em casa, dois bag in box, um de branco outro de tinto, ambos da marca Montes Ermos, da responsabilidade da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta, que apesar de se situar bem no interior, perto da raia com Espanha, tem a fama (e, aparentemente, o proveito) de ser a vila mais manuelina de Portugal.

Eu gosto muito do manuelino, estilo decorativo português, de transição entre o gótico e o renascença, caracterizado pelo uso de motivos marítimos, de que o Mosteiro dos Jerónimos é o expoente – apesar de eu considerar que a Torre de Belém é a mais bela jóia arquitectónica deste venturoso período do nosso país.

Eu gosto também muito do vinho produzido pela adega cooperativa da vila mais manuelina de Portugal, comercializado com a marca Montes Ermos em ambas as versões: garrafa e bag in box.

O bag in box de cinco litros de Montes Ermos custou-me 8,75 euros na loja de produtos regionais situada na esquina da Rua da Boavista com a de Cedofeita, o que dá um preço por litro de 1,75 euros.

Ora este preço por litro de uma pomada magnífica (os melhores vinhos do Douro são produzidos no Douro Superior, a partir de vinhas que sobrevivem ser serem regadas em terras com uma quantidade de precipitação idêntica à do deserto) é inferior ao vinho mais barato existente no mercado (o JP, do meu amigo Berardo, que anda pelos 1,60 euros a botelha de 0,75 l), a merecer o meu rating de razoável.

Além de barato, o bag in box é ecológico, fácil de transportar e de arrumar, e, ainda por cima, dispensa o uso de saca rolhas, sendo por isso neutral no conflito mundial em curso entre a rolha de cortiça e os vedantes sintéticos.

O manuseamento do bag in box também é muito amigável, principalmente para os operadores do sexo masculino, já que a tarefa de tirar para fora a torneira é muito semelhante ao acto de abrir a carcela e tirar a pila – para fazer chichi ou uma outra qualquer malandrice.

O único inconveniente que detectei neste sistema prende-se com o vinho branco. Como o volume da embalagem me obrigava a complicadas engenharias com as prateleiras do frigorífico para a conseguir arrumar no seu interior, tive de optar por levar o vinho a refrescar numa garrafa tipo decanter.

 

29 comentários

Comentar post

Pág. 2/2