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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qui | 12.03.09

Uma pista que o ajudará a desvendar o mistério da ida das mulheres aos pares à casa de banho

Jorge Fiel

O ancestral segredo da ida das mulheres aos pares à casa de banho é finalmente desvendado nesta tão aguardada 5ª edição do passatempo da Lavandaria, baseado no best seller de Ana Anes (uma adepta confessa da bissexualidade) intitulado Sete Anos de Mau Sexo.

A autora jura que as mulheres vão aos pares à casa de banho para terem alguém que lhes segure no papel higiénico ou na mala enquanto fazem chichi. Mas será que esta resposta contém toda a verdade?

Para saber isso terá que ler até ao fim este interessante passatempo, onde se fala de Fellini, da sopa minestrone, do Brunelo di Montalcino, de um curso de masturbação feminina, dos chás do Mariages Frères, da Dior, Saramago Antena 2 e as compotas Bonne Maman - tudo isto a enroupar um naco de Lourenço Marques, de Francisco José Viegas, que confere algum recorte literário a este post.

Para causar algum frisson, introduzimos um excepção à regra da resposta certa ser sempre a b). Na pergunta 4. há uma nuance. A resposta b) está certa, mas todas as outras 18 também o estão, e a favorita da autora é mesmo a s).

 

1.     Na opinião da autora, porque é que a bissexualidade é melhor para as mulheres?

 

a)     A razão é simples. Porque não há incompatibilidade entre gostar ao mesmo tempo de carne e de peixe, de Paris e de Londres, do Saramago e do Lobo Antunes, da RFM e da Antena 2;

 

b)    A razão é simples. Sentimo-nos sozinhas. É como ir à casa de banho aos pares. Na cama também somos assim. Precisamos de alguém do nosso género, não para nos segurar no papel higiénico ou na mala enquanto fazemos chichi, mas para nos acompanhar nos lençóis de uma cama cheia de gente;

 

c)     As relações com os homens são como o papel de fax que desbota em seis meses;

 

d)    A razão é simples. Depois de se ter estado na lua não se pode voltar a ser piloto de aviões.

 

 

2.     O que significa, para Ana Anes, uma rapariga ser bi nos dias que correm?

 

a)     Ser bi é o novo must have, como usar uns shorts denim da Zara com collants pretos opacos Fred e calçar umas botas brancas. Ser bi, hoje em dia, para as mulheres, é très, très chic, como a música da banda sonora de Mamma Mia;

 

b)    Ser bi é o novo must have, como usar uma trench coat Burberrys e a edição limitada do Gaucho da Dior. Ser bi, hoje em dia, para as mulheres, é très, très chic, como a música da banda sonora do Diabo Veste Prada;

 

c)     Ser bi é jogar em todos os tabuleiros, que é a atitude mais adequada para quem, nestes tempos de crise, quer evitar passar fome;

 

d)    Se bi é o que pode acontecer a uma mulher se ler e reflectir muito sobre a seguinte fala do capitão Domingos Assor no romance Lourenço Marques, de Francisco José Viegas (capa muito bonita, por sinal: “Enlouquece-se com facilidade, ficamos loucos por tudo e por nada. Vemos mulheres espantosas onde só está uma mulher sem méritos, sem beleza e sem doçura. Enganamo-nos tantas vezes, senhor Miguel, enganamo-nos por tudo e por nada, enganamo-nos como se estivéssemos no meio do deserto e tivéssemos necessariamente de escolher um caminho errado. Lembra-se daquele rabino antigo que dizia ‘não perguntes o caminho a quem o conhece, pois de contrário não te poderás perder’?”

 

3.     O que é que uma amiga italiana, que a autora já não via há três anos, lhe propôs fazer mal desembarcou em Cascais?

 

a)     Fazer um prova cega de vinhos com o objectivo de determinar qual é melhor, se o Barca Velha se o Brunelo di Montalcino;

 

b)    Fazer um curso de masturbação entre amigas, para tentarem descobrir o ponto G, passando uma cassete enquanto bebiam o Earl Grey do Mariages Frères e comiam uns scones com compota Bonne Maman;

 

c)     Fazer um curso de pastas frescas tendo Herman José como monitor;

 

d)    Fazer um panelão de sopa minestrone e comerem-na enquanto viam, no DVD, a cinematografia completa de Fellini..

 

4.     Se depois de uma cambalhota bem “arrefinfada” o parceiro (em vez de ir a correr para a casa de banho, tomar um duche ou fumar um cigarro) lhe pergunta: “Em que é que estás a pensar?”, o que é que lhe responde Ana Anes?

 

a)     “Estou a pensar quem és tu e donde vieste”;

 

b)    “Como é que eu vim aqui parar?”;

 

c)     “Que mal fiz eu a Deus para ter este troglodita a meu lado?”;

 

d)    “Estou a pensar que dás umas quecas de fugir”;

 

e)     “Tenho de sair daqui urgentemente”;

 

f)      “Bem me avisaram que és uma nulidade na cama”;

 

g)     “Não falta aqui mais ninguém?”;

 

h)    “Que raio faço eu presa à cama por algemas?”;

 

i)       “Tens uma pilinha do tamanho de um isco de pesca”;

 

j)       “Quem era aquela senhora que saiu daqui vestida à Ruth Marlene?”;

 

k)    “Quero o meu namorado!!!”;

 

l)       “Agora que já pus os ditos ao X, podes começar a vestir as roupinhas e pôr-te a milhas, seu incompetente”;

 

m)  “És tão meiguinho”;

 

n)    “Ai, que bom que foi”;

 

o)    “Quando é que passa o período refractário, demora muito? É pra hoje?”;

 

p)     “Agarra-te a mim, idiota!”

 

q)    “Será que isto é o princípio de uma relação estável, apesar de ele ser casado e ter filhos?”;

 

r)      “Que chatice, agora como é que eu vou contar ao melhor amigo dele, o meu namorado?”;

 

s)     “Estou a pensar no que estarás a pensar”.

 

2 comentários

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    Jorge Fiel

    31.03.09

    Preclaro AFS

    Eu bem gostaria, mas acho pouco provável que alguma vez consiga ter tento nas minhas análises...

    A bem da Nação!
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