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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Seg | 02.03.09

Deus nos livre que a Ana tropece na lâmpada do Aladino, numa sala traseira dos Pastéis de Belém

Jorge Fiel

A Triumph iria perder a Cláudia Vieira para a política

“Gostava de ver os outdoors eleitorais das campanhas políticas com os candidatos todos nus, para vermos quem é que goza com quem ”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 156

 

Ora aqui está uma das razões por que valeu a pena o Movimento das Forças Armadas ter derrubado o Estado Novo na alvorada libertadora do dia 25 de Abril de 1974!

A liberdade de expressão e a tolerância, que são as mais bonitas características de um regime democrático, permitem que eu discorde, violenta e frontalmente, da sugestão embutida nesta fantasia da autora e, apesar disso, continuarmos os dois na boa, amigos como dantes, ela uma princesa do Facebook e eu a dar os primeiros e balbuciantes passos no Twitter  - que, de acordo com um artigo publicado na última edição da Business Week, acaba de recusar uma proposta de aquisição feita pela Facebook.

Que medo! Nem quero imaginar as proporções que adquiririam os efeitos funestos de uma eventual e catastrófica concretização da fantasia da autora. Deus nos livre!

Tremo só de pensar na eventualidade da Ana tropeçar na lâmpada de Aladino, numa das salas traseiras dos Pastéis de Belém e, num momento de rara imprudência, expressar ao génio o desejo de ver os candidatos nus nos outdoors.

Seria devastador para o já depauperado e preocupante nível nacional da libido masculina (que, de acordo, com o INE está ainda mais baixo que o nível de água nas barragens!) que fossem espalhados pelo país cartazes com a Manuela Ferreira Leite à pai Adão – ou melhor, à mãe Eva.

Se já vestida a senhora assusta, é só imaginar a debandada e o terror que seriam apoderariam da população se ela aparecesse ao natural nos cartazes. Só tarados muito doentes iriam apreciar.

Mais. O país arriscava-se a ficar ingovernável se o PS não repetisse a maioria absoluta, porque não acredito que o Paulinho viabilizasse qualquer Governo Sócrates depois de ter ficado cheio de ciumeira por o Zé, com aquele corpanzil enxuto pelos joggings corridos nas sete partidas do Mundo, se ter transformado no ídolo da comunidade gay.

A concretização da quarta fantasia da autora teria o efeito de um tsunami (e não estou a falar da outra marca de computadores dos manos Sá Couto, os geniais inventores do Magalhães) – colocaria Nuno Gomes (ao tempo que ele já tem idade para se candidatar) na Presidência da República, a Cláudia Vieira em S. Bento, os gémeos Guedes no Caldas, Soraia Chaves a liderar o Bloco, o Angélico no PSD, a Rita Pereira no PC – e a Clara de Sousa, com aquele seu ar de koulak (camponesa russa rica e robusta), a substituir o Garcia Pereira no MRPP.

Ora penso que ninguém pode estar interessado num cenário destes – com a único excepção de Rui Costa e dos seis milhões, que ao transferirem o 21 para Belém (o Palácio, não o clube) se viam livres de um grande 31 e assim poupavam os 50 mil euros por mês que lhe prometeram por mais dois anos de contrato.

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