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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Sex | 27.02.09

As novelas de Corin Tellado, as sete fantasias de Ana Anes e de como as aparências podem iludir

Jorge Fiel

 

“Adorava ver os meus chefes, directores e editores aparecerem todos nus em reuniões para lhes ver o ‘material’, para posterior classificação e subsequente ‘ataque do material’ (é a isto que se chama separação da vida pessoal da profissional)”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 155

 

A autora encerra esta sua obra seminal com uma crónica intitulada “Qual a sua mais fantástica fantasia’”, publicada originalmente na Maxmen (não sei porquê mas acho que, excluindo uma peça sobre desporto para a GQ, nunca me convidaram para escrever em revistas masculinas ou femininas).

Neste artigo, Ana inventaria sete das suas fantasias, umas mais depravadas do que outras (é a vida, como diria o camarada Guterres) , como as preclaras e preclaros vão ter oportunidade de saber ao longo desta próxima semana.

Com alguns comentários disparatados às setes fantasias da Ana Anes vou concluir esta acidentada Enciclopédia do Sexo, em fascículos e deficientemente ilustrada por razões de força maior.

Vou aproveitar os próximos sete dias para proceder a um profundo exame retrospectivo e decidir o que fazer a esta Lavandaria, que ficou um pouco avariada ao ver-se privada das fotografias que em má hora achei por bem domiciliar no flickr (a propósito, atiro vários pares de sapatos velhos à cabeça dos moralistas do decadente yahoo!).

Custa-me acabar com este blogue, depois de ele ter sobrevivido à minha saída do Expresso, e agora que no seu segundo fôlego no Sapo se prepara para atingir a marca redonda e bonita de 100 mil visitas.

Mas sinto que preciso do tempo que invisto aqui para actividades lucrativas. Não sei se já repararam, mas anda por ai um crise tramada.

Anda a apetecer-me escrever uma novela romântica e soft, estilo Corin Tellado. Uma das hipóteses que encaro é escrevê-la aqui em capítulos, talvez com a ajuda das preclaras e preclaros, que no final de cada um poderiam indicar a sua preferência sobre o desenvolvimento da acção.

Enquanto discorro sobre as sete fantasias da autora, vou pensar muito seriamente neste projecto.

Mais tarde voltaremos a trocar algumas ideias sobre este assunto.

A propósito da primeira fantasia, o que se me oferece dizer à autora é que nem sempre o tamanho do pirilau na posição de descanso é revelador da envergadura que ele pode atingir quando devidamente entusiasmado. As aparências iludem.

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