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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Sab | 07.02.09

Sexo é um dos três grandes motores da História

Jorge Fiel

 

Seis proeminentes cientistas norte-americanos foram suspensos pela Fundação Nacional da Ciência, por esta agência federal ter descoberto que passavam 20% do seu horário de trabalho a visitar sites pornográficos.

Penso que a divulgação desta informação chega como resposta para a pergunta: “Porquê?, Jorge Fiel, porquê o sexo, outra vez, mais uma vez?».

Mais. Os especialistas são unânimes em considerar que o sexo é um dos três grandes motores da História – os outros dois são o impulso de comerciar e os conflitos entre classes sociais.

Dito isto, lembro que a Enciclopédia Sexual Ilustrada da Lavandaria vai arrancar amanhã.

Para não haver grandes sobressaltos entre o fim do ciclo da casa de banho – que, como devem estar lembrados, se concluiu com posts dedicados à higiene oral -  achei oportuno manter-me no domínio da oralidade nas primeiras abordagens do novo ciclo.

Apesar de estarmos em plena “crise que só se vive uma vez na vida”, não me pouparei a esforços para que as preclaras e os preclaros fiquem bem servidos.

Para que isso aconteça, não me poupei a despesas, tendo sacrificado 17 euros e 97 cêntimos dos meus parcos rendimentos em material para este seriado, que espero eleve de forma significativa as audiências desta Lavandaria e a vivacidade na caixa de comentários.

Deste total, 11,97 euros foram investidos na compra, na Fnac do Chiado, de um exemplar de “Sete anos de mau sexo”, Ana Anes, Colecção Pecado Original, Editora Guerra e Paz, 156 páginas (1).

Além de não me poupar a esforços e despesas, também não me poupei a vergonhas e gastei seis euros (2) a comprar numa banca do Restauradores, em frente aos Correios, dois exemplares recentes da Gina, uma revista pornográfica de publicação periódica que planeio usar na ilustração da enciclopédia.

 

……………….

 

(1)  Não posso deixar de transcrever o oportuno comentário que o José de Pina teceu sobre esta obra seminal, que em boa hora o editor transcreveu na contracapa: “Este é sem dúvida, um livro útil, não apenas para as mulheres mas também para os homens. Se tivesse saído há mais tempo, com certeza Pinto da Costa não teria cometido tantos disparates e o Calor da Noite não teria assim perdido uma das suas alternadeiras”.

 

(2) Ainda tentei oferecer apenas cinco euros, mas a senhora não aceitou, apontando para o preço que vem marcado na contra-capa da revista, que é comercializada dentro de uma espécie de preservativo de plástico.

 

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