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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Sex | 06.02.09

A arte de meter a pixota no mealheiro

Jorge Fiel

O cavalheiro da foto não está a meter a pixota no mealheiro, mas sim na boca da senhora de óculos. Estejam, por favor, preparados para o pior…

Uma das minhas fantasias, nunca concretizada, foi a de viver à custa de mulheres.

Calma! Não quero com isto significar que ambicionei ser chulo, ou seja ter gajas a atacar por minha conta e assim poder viver despreocupadamente das comissões, livres de impostos, dos pagamentos feitos pelos seus clientes. Não, nada disso.

O que eu gostaria é de me ter casado com uma herdeira muito rica, que me possibilitasse levar a vida sem trabalhar, a viajar e divertir-me, sempre com os bolsos e a conta bancária provida, enquanto esperava pelo divórcio.

Quando a querida se apaixonasse por uma estrela rock ou um jogador de futebol americano, eu não iria regatear. Na hora do divórcio, contentar-me-ia em ficar com uns 15 milhões de euros, o apartamento no Dakota com vista para o Central Parque, o pequeno pied à terre no Marais e o pub em Mayfair. Mais nada.

Lamentavelmente, atravessei a vida sem conseguir meter a pixota no mealheiro.

Nunca me saiu essa sorte grande, mas penso que, neste delicado momento, em que estou a mudar de um longo ciclo de posts dedicado à casa de banho para um outro consagrado a um tema mais bem popular (o sexo), penso que posso ter uma pequena terminação.

Dito por outras palavras, preparo-me para, nas próximas semanas, chular o trabalho da Ana Anes, que compulsou no imperdível livro “Sete anos de mau sexo”, algumas das suas melhores crónicas sobre sexo – não só o puro e duro, mas também os assuntos de coração, românticos e suaves (às vezes….) – que deixou espalhadas por publicações tão diversas como o falecido O Independente, Maxmen ou Destak.

Armado em azeiteiro, usarei extractos da obra citada  - publicada pela Guerra e Paz e prefaciada pelo João Pereira Coutinho (1) -  como base para um seriado sobre sexo, que assumirá a forma de uma enciclopédia em fascículos.

Como me limitarei a seleccionar os excertos, escolher a ilustração (que medo!!!!!!) e proceder a uns comentários, pode dizer-se que, finalmente!,  vou viver à custa de uma mulher.

……………………………………..

(1) Refiro-me ao cronista, não ao empresário homónimo que dava boleias no seu Falcon ao Durão Barroso e família para passarem umas férias pagas na sua ilha brasileira privativa.

 

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