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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Sex | 15.12.06

Comprei um Rolex falso por 25 euros sem saber bem porquê

Jorge Fiel

 

Comprei um Rolex falso ontem no final do almoço de borrego no forno, no Licorista (rua dos Sapateiros), com o Xico e o Paulo. A ideia não era irmos ao «peep show» do Animatógrafo, que fica ali em frente, mas sim discutirmos se o nosso velho projecto de fazer um diário desportivo gratuito continua dentro do prazo de validade.

 

Agora que a Global Noticias (que tem O Jogo), de Joaquim Oliveira, e a Cofina (que tem o Record) de Paulo Fernandes ameaçam lançar os seus gratuitos desportivos, parece-me que já não há muito mais a fazer neste capítulo. A ideia era genial há dois anos, boa no ano passado, mas agora parece-me óbvio que agora está recessa.

 

Ainda não sei bem porque comprei o Rolex. Sou proprietário de uma boa meia dúzia de relógios, na sua maioria swatchs sem pilhas, e estou bastante satisfeito com o que usava na altura no pulso, o From Russia With Love, da série 007 da Swatch, com pulseira de couro, mostruário em azul e uma estrela vermelha de cinco pontas no lugar das 12 horas.

 

Acresce que hoje em dia ninguém precisa de relógio para nada. Há relógios espalhados por todo o lado e se por acaso não estiver nenhum ao alcance da nossa vista no preciso momento em que precisamos de saber as horas basta-nos olhar para o telemóvel. O relógio evitou entrar em vias de extinção ao transformar-se num acessório.

 

O camarada que andava a vender os relógios abordou a nossa mesa com um Breitling enorme, que não era feio mas não me entusiasmou. Ele insistiu. Cheirou-lhe (e bem) que podia fazer negócio. Foi tirando relógios da mochila mais dois ou três relógios até que surgiu o Rolex falso que me atraiu.

 

A negociação foi rápida. Ele começou por pedir 50 euros, eu ofereci 20 e estava disposto a não sair deste patamar mas cedi quando ele chegou aos 25.

 

Trata-se do meu segundo Rolex falso. O primeiro, que o meu amigo Kiki Eça de Queiroz me trouxe da Malásia desapareceu em combate depois de se ter portado bem durante uns bons pares de anos. Este é o segundo Rolex falso, mas o primeiro automático. É pesado, o aspecto é razoável (podem vê-lo na fotografia) e até agora tem funcionado bem.

 

Continuo sem perceber muito bem porque o comprei. Deve ter sido uma compra por impulso. Mas não é grave. Aqui há uns anos largos troquei impressões sobre o assunto com um tipo da Rolex que me disse que as falsificações não os incomodavam muito. «Se você compra um Rolex falso agora, mais tarde, quando tiver dinheiro, vai ver que compra um verdadeiro».

 

Nao sei ele tem razão. A teoria soa bem, mas será que o meu terceiro Rolex vai ser verdadeiro?

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