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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Ter | 16.12.08

Zimler e Santos Silva concordam na avaliação da importância do asseio das casas de banho públicas

Jorge Fiel

O estado de limpeza das casas de banho públicas é um barómetro quase infalível do estádio de desenvolvimento de uma nação – da mesma maneira que o tempo que os seus cidadãos demoram a instalar-se num avião diz muito sobre a sua educação.

Picuinhas, mas fino observador e senhor de uma inquestionável inteligência, o banqueiro Artur Santos Silva confidenciou-me um dia que o asseio da primeira casa de banho pública a que recorre tem uma importância na imagem com que um turista fica do país que visita.

O fundador do BPI está coberto de razão e tive a oportunidade de confirmar a arguta pertinência deste comentário quando, há coisa de um mês, almocei na Tavi (café da rua Senhora da Luz, na Foz Velha, cuja esplanada é altamente recomendável) com o escritor Richard Zimler.

Judeu de Nova Iorque, especialista em estudo comparado das regiões e ex-jornalista, Zimler vivia em S. Francisco quando se apaixonou pelo cientista português Alexandre Quintanilha.

Foi por amor, que ele atravessou o Atlântico para se instalar com armas e bagagens no Porto, no dealbar dos anos 90, quando o nosso país balbuciava os seus primeiros passos como filho adoptivo no seio da próspera e educada família da CEE.

Vindo de fora, as suas primeiras impressões sobre o Porto revelaram-se devastadoras, sendo que um dos maiores motivos de queixa se prendia com a falta de higiene (e de papel higiénico!) nas casas de banho públicas, que o levaram a precaver-se.

Just in case, antes de se movimentar pela cidade, Zimler apetrechava-se sempre com uma reserva pessoal de papel higiénico. Felizmente, os tempos e os hábitos mudaram, e ele já dispensa esta cautela.

 

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