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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Dom | 14.12.08

Da necessidade do estabelecimento de uma cumplicidade ecológica entre águas sujas e limpas

Jorge Fiel

 

A cisão da casa de banho comum em duas divisões autónomas (a dos maus cheiros, ancorada na sanita, e a dos bons cheiros, gravitando à volta da banheira) será, sem sombra de dúvida, um gigantesco passo em frente na introdução da modernidade nos nossos lares.

No entanto, esta segmentação deverá ser acompanhada do estabelecimento de cumplicidades ecológicas e subterrâneas entre as duas novas divisões.

Acho que já é tempo de pormos um ponto final ao desperdício da água que corre no chuveiro até atingir a temperatura que achamos ideal para nos banharmos.

Custa-me, ainda, ver que a água do banho vai directamente para os esgotos, quando, no meu entender (que não é modesto), ainda tinha muito para dar para o feliz funcionamento do lar.

A água que sai directamente da torneira para o ralo, enquanto o esquentador (ou o cilindro) se esmeram em aquecê-la a nosso gosto, e a água ensaboada carregando a sujidade do nosso corpo, pode e deve ser transportada através de um mecanismo engenhoso para o reservatório do autoclismo.

A descarga dos restos mortais resultantes da satisfação de ambas as nossas necessidades (as líquidas e as sólidas) não precisa de ser feita com a límpida água da companhia que usamos para beber.

As águas provenientes do lavatório e chuveiro/banheiro devem ser usadas nos autoclismos antes de irem abastecer o sistema de esgotos.

Resumindo e baralhando. A defesa da separação dos bons e mau cheiros não é contraditória com uma posição claramente favorável à substituição das águas limpas por águas sujas na limpeza da sanita.

 

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