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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Sab | 06.12.08

Há mar e mar, há ir e voltar

Jorge Fiel

No momento em que foi expulso pelos japoneses das Filipinas, durante a II Guerra Mundial, o general MacArthur assegurou a sua entrada na história ao proferir a célebre frase: I shall return.

Não tenho grande ideia do general, que usava uns Aviator da Ray Ban e após a II Guerra ainda andou pela guerra da Coreia, presumivelmente a fazer patifarias. Mas a verdade é que cumpriu a palavra e regressou.

Eu, que adoro conjugar o verbo viajar, gosto muito de visitar pela primeira vez uma cidade – mas também aprecio muito o voltar. Há mar e mar, há ir e voltar.

Durante dez anos a fio, a vida permitiu-me regressar todos os anos a Paris a Nova Iorque, o que logo me obriga a citar Violeta Parra (Gracias a la vida que mi ha dado tanto) e a dar graças à vida que me deu tanto.

O prazer de rever é tão bom como o de ver pela primeira vez. A novidade é muito atraente, mas está longe de ser um valor único absoluto.

Sempre que regresso de uma viagem, guardo os mapas, cartões de embarque, contas, folhetos turísticos, etc, numa pasta. Mas isso não significa que essa cidade passou a ser um caso arquivado.

Nunca gostei de fechar as portas. Prefiro deixá-las entreabertas. Gosto de deixar pontas soltas e de inventar pretextos para regressar.

Em Budapeste, por exemplo, não conseguimos visitar o edifício do Parlamento por dentro. Num dia chegamos demasiado tarde e já não havia lugares disponíveis. No dia seguinte a máquina de emitir bilhetes avariou e por isso cancelaram as visitas !!!

Ora cá está um bom pretexto para termos de voltar a Budapeste  - o outro foi que não tomamos um banho de vapor nas Termas Gellértt.

Estão a ver como a coisa funciona?

Da Polónia, já elaborei uma pequena lista de coisas que nos obrigam a fazer como o general MacArthur:

1.    Visitar o Museu do Levantamento de Varsóvia, considerado o melhor da Polónia;

 

2.    Ir a Gdansk, que, conta quem sabe, tem duas ruas bonitas de morrer:

 

3.    Dar um modorrento passeio de barco no Wisla em Cracóvia, no final de um dia quente de Verão;

 

4.    Conhecer bem Wroclaw (na foto de cima). As quatro horas que lá estivemos foi como ver um preview de um filme e ficar com água a crescer na boca para o ver – mas ele ainda não estreou. Como regressávamos ao Porto no dia seguinte, a sensação foi essa.

Douglas MacArthur 

 

(continua)

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