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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qua | 03.12.08

Toma lá para fazeres um chá de vodka

Jorge Fiel

Reza a tradição que a vodka deve ser consumida sob a forma de shot. Enche-se um copo com esta bebida de nome e índole traiçoeiros (1) e depois toca a atirar tudo pela garganta abaixo, de um só trago.

Eu não sou adepto desta prática, que não hesito em qualificar como bárbara. Para estas práticas javardas é um desperdício usar vodkas tão finas como as já referidas Stoli e Zubrowka (ou até a Wyborowa, a mais clássica das vodkas polacas).

Se vão usar a vodka com o único e exclusivo meio de alcançar rapidamente as vantagens derivadas do aumento do teor alcoólico do sangue (protecção face ao frio e/ou acesso a um agradável estado de euforia) aconselha-se o uso da global Smirnoff ou da não menos global (e mais em conta)  Eristoff.

Há ainda outra tradição: a de misturar o vodka com outros líquidos.

Nesta viagem, aprendi que os polacos combatem os rigores do Inverno tomando um chá de vodka logo pela manhã, uma bebida fácil de preparar e que consiste em adicionar em água a ferver à vodka, em partes iguais.

Para bem do meu fígado, espero que o frio português nunca me obrigue a adoptar uma medida tão drástica.

Outra mistura muito do agrado dos polacos é a de vodka com sumo de maçã, que confesso nunca experimentei, mas deve ser agradável – pelo menos tanto quanto o tradicional vodka laranja.

Estas combinações são uma variante do vodka tónico, bebida que fica bem a qualquer um cavalheiro encomendar. Neste caso, acho que fica a matar precisar que se pretende que o vodka seja Absolut.

O Absolut é a água do Luso dos vodkas  - mas com um marketing incomparavelmente superior. Ou seja, não sabe a nada (com a óbvia excepção das suas versões aromatizadas).

A garrafa do Absolut é um verdadeiro achado. E as campanhas de publicitária são das mais espectaculares manifestações de arte popular contemporânea. O Absolut tem por vias disso uma imagem magnífica que só favor de quem o compra ou encomenda.

Mas eu, por mim, prefiro a Zubrowka.  De longe.

(continua)

……………

(1)  Nas línguas eslavas, vodka é diminutivo de aguinha, o que até pode parecer verdadeiro à vista, mas a verdade é que por detrás daquele ar inofensivo está uma bebida explosiva com um teor alcoólico próximo dos 50%.

 

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