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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qui | 10.04.08

Uma solução para o problema da habitação

Jorge Fiel

 

Ora aqui está uma solução criativa para a resolução do problema da habitação. Mulheres que benignamente se auto-intitulam «jovens libertinas» aproveitam as páginas de classificados dos jornais para proporem a «prestação de serviços» em troca de alojamento.

 

Não é pormenorizado o tipo de favores que as jovens à procura de tecto se declaram dispostas a fornecer. Mas atendendo à publicidade que fazem ao facto de serem sexualmente muito desinibidas sou levado a crer que não estão exactamente a disponibilizar-se para proceder à limpeza da casa de banho, lavar a louça ou passarem a roupa a ferro.

 

Este moda do pagamento em géneros da renda de casa chega-nos dos Estados Unidos da América mas já desaguou na Europa.  E tem um sabor de regresso ao passado já quer a liquidação da transacção dispensa o vil metal.

 

Parece-me, no entanto, que não será fácil prescindir do recurso a advogados especializados para a elaboração dos contratos de arrendamento, onde penso que terá de ser detalhado o tipo e a frequência de favores a prestar pela inquilina.

 

Estou a imaginar, por exemplo, um contrato de arrendamento de um T-2, com duas casas de banho e 93 metros quadrados de área coberta, em que a jovem libertina se compromete a mensalmente dar com o senhorio dez cambalhotas, com um duração nunca inferior a sete minutos nem superior a 13 (o lapso de tempo considerado óptimo pela comunidade cientifica internacional), e idêntico número de broches – acautelando que neste particular está rigorosamente excluída a hipótese do beneficiário se explicar na boca ou em qualquer outra parte do corpo da arrendatária.

 

Mas assim à primeira não estou a ver que instância judicial poderá dirimir um eventual despejo da locatária, fundamentado na alegada diminuição drástica da qualidade dos serviços prestados, em virtude da subjectividade do argumento e da impossibilidade prática de fazer a prova.

 

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