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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Seg | 07.04.08

É só um pouco mais de azul

Jorge Fiel

Não façam confusão. Eu sou doido pelo azul. Ao ponto de invejar a bandeira azul e branca da Monarquia Portuguesa , apesar de ser um regicida em potência.

Quando estão bem dispostos, o mar e o céu são azuis, só mudando de cor para verde (caso do mar) ou cinzento (caso do céu) quando estão com os azeites.

Os «jeans» – a mais importante peça de vestuário inventada desde a toga romana – eram originalmente azuis.

Azul e branco é a cor do equipamento do clube do meu coração (‘bora aí que estou convencido que é desta que estamos embalados para colocar definitivamente a palavra hexa no vocabulário futebolístico nacional – já só faltam três)

E uma das minhas canções preferidas, com lugar quase sempre garantido no meu «top ten» pessoal, é a dos Rádio Macau em que a Xana, com aquela maravilhosa voz urbano-depressiva , nos conta que sonhou mandar pintar o céu de azul até que se percebeu que já alguém antes dela (presumivelmente Deus)  tinha tido uma ideia igual.

Para verem quanto eu gosto do azul, informo que tomei as notas para este «post» com uma esferográfica Muji azul ultramarina e que, neste preciso momento em que escrevo, estou vestido com uma Levi’s 501 azuis, uma camisa da Mystic Shirt às riscas  (largas de um centímetro!)  azuis e brancas, e um blazer azul da Labrador  (está bem, eu satisfaço o vosso voyeurismo: oos sapatos e as meias, ambos da Ecco, são pretas, e os boxeurs, da Fruit of Loom, cinzentos).

Agora, que penso ter estabelecido sem margem para dúvidas o meu gosto pelo azul, devo dizer-vos que até há bem pouco tempo não achava que a minha cor favorita desse para tudo e reagi desfavoravelmente quando a Vanda Stuart  pintou o cabelo de azul e o Nilton apareceu com óculos com armação azul.

Passei a dar um desconto à Vanda por duas razões.

Primeiro porque o nome dela me lembra um filme absolutamente impagável («Um Peixe Chamado Vanda», protagonizado por Jamie Lee Curtis, uma mulher que já me povoou muitos sonhos felizes).

Segundo porque gostei de a ver (com o cabelo pintado de loiro) a interpretar a preceptora dos filhos Van Trapp  na encenação La Féria do musical «Música no Coração».

Não me envergonho nada  em  anunciar que chegou a hora de reabilitar o Nilton. Até à minha partida para a Suíça, este candidato a humorista só tinha marcado um ponto a seu favor –  não se rir das piadas desconchavadas que conta.

Depois de ter lido no diário suíço20 Minutes que os óculos com moldura azul são o último grito da moda para esta Primavera/Verão  sinto-me na obrigação de dar o braço a torcer e reabilitar o Nilton como um verdadeiro olharapo, ou seja aquelas valiosíssimas criaturas que sabem antecipar uma tendência.

O 20 Minutes não brinca em serviço e demonstra a sua tese publicando fotografias de Paris Hilton, Sienna Miller e Lily Allen com óculos de armação azul. E, relativamente ao formato, recomenda os Wayfarer da Ray Ban.

Eu confesso que neste particular sou um bocado bota de elástico. Há coisa de um ano convenci-me que o Rui Ochoa tinha pirado de vez quando o vi a aparecer numa reunião do Expresso com uns óculos de moldura vermelho. E ainda estranho um bocado quando vejo a Inês, uma das minhas novas colegas do DN,  com uns óculos com uma vistosa armação branca e vermelha.

Mas se o que está a dar são mesmo os óculos com armação colorida, acho bem que a cor da moda seja a minha preferida – a azul.

 

 

 

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