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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qua | 01.10.08

As vantagens comparativas do Falcon da RAR sobre o Airbus A 321 da Lufthansa

Jorge Fiel

 

Voar a bordo de um Falcon é super-hiper-mega-rifixe, como dizia a Floribella ao tempo em que era pobre em ouro (mas rica em sonhos)  - e por isso ainda usava o equipamento mamário de origem.

Um Falcon é estupidamente mais confortável que o Airbus A321 da Luftsansa que me levou à Polónia. É a coisa mais parecida com estar sentado numa daquelas salas onde reúnem os Conselhos de Administrações das empresas cotadas no PSI 20, com as paredes decoradas por paisagens de Lisboa, assinadas pelo Carlos Botelho.

Viajamos sentados em poltronas ergonómicas, com as pernas e os cotovelos à larga, a desfrutarem de uma liberdade superior à do nosso país nas primeiras semanas após o 25 de Abril.

Não arranjo palavras para descrever o prazer de não ter de disputar com o (“os”, no infeliz caso de não termos outra hipótese senão ficar com o horroroso assento do meio)  parceiro do lado uns milímetros quadrados de espaço vital para apoiar o cotovelo no exíguo braço da cadeira do avião.

É também muito gratificante ter uma mulher alta, bonita, culta, simpática e extremamente saudável a dispensar-nos mimos  a todo o momento  -  e saber que se nos distrairmos ela já voltou a encher com champanhe francês a nossa “flute” de cristal.

E sem querer ofender os honestos e meritórios Chardonnay e Syrah sul-africanos que a Lufthansa muito gentilmente me serviu em copos de plástico, o Moet et Chandon Brut Imperial disponibilizado pela RAR é de outra galáxia.

Foi a primeira mas também a última vez (espero que não a derradeira) que viajei num Falcon. Mas chegou para absolver o Zé Manel (Durão Barroso) do pecadilho de ter aproveitado a boleia no jacto privado do João (Pereira Coutinho) para ir passar as férias na ilha privada brasileira deste empresário.

(continua)

 

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