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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qua | 02.01.08

Tudo o que eu penso sobre a batata

Jorge Fiel

 

 

 

Correspondendo à sábia deliberação da ONU de proclamar 2008 como o Ano Internacional da Batata, dedico ao precioso tubérculo o primeiro «post» deste novo ano.

 

Desde já vos informo que não tenho uma relação privilegiada com a batata. No que concerne aos acompanhamentos mais tradicionais, valorizo arroz e batata no mesmo pé de igualdade.

 

Para ser sincero (aliás sou-o quase sempre e tenho perdido muito com isso), nos tempos mais recentes prefiro acompanhar a refeição com uma pasta ou tão só com pão.

 

Sou doido por pão e a Padaria Ribeiro enche-me as medidas neste particular, ao disponibilizar uma oferta muito variada de pão: chapatas, de azeite, prokorn, milho, centeio, mistura, com passas, e por aí adiante.

 

Ainda no capítulo dos acompanhamentos - e circunscrevo-me aos farináceos (ou seja excluindo verduras, como os grelos salteados, que é o mais sexy e saboroso de todos os acompanhamentos existentes à face da Terra) – confesso-vos que tenho uma especial predilecção pela castanha, feijão (preferencialmente o preto e o frade, mas o manteiga também marcha bem) e até o sempre injustiçado grão de bico.

 

A castanha, que detinha a primazia no nosso país antes de ser destronada na centúria de Quinhentos pela novel batata importada da América, fica a matar a acompanhar um assado de carne no forno ou uns rojões.

 

A sofisticação da oferta do retalho no nosso país permite-nos comprar o tipo de batata mais adequada à maneira como o tubérculo vai ser cozinhado.

 

Há, assim, batata para cozer, para assar e para fritar. Indo por partes, com organização e método, passo a confiar-vos os comentários que me merecem estas três grandes categorias.

 

 

Batata cozida

 

Há quatro pratos em que eu como batatas cozidas com agrado. A saber, a acompanhar raclete, bacalhau ou polvo (com molho verde) cozidos, e atum grelhado (com molho de cebolada).

 

Os restos de batata cozida têm um aproveitamento que eu classifico de razoável: as batatas alouradas na frigideira.

 

 

Batata frita

 

Muito valorizadas por mim na infância e adolescência, as batatas fritas têm vindo a perder importância na minha dieta alimentar à medida que a idade avança.

 

Tenho para mim que as batatas fritas do McDonald’s são as rainhas da sua categoria. São realmente muito boas, mas evito-as por razões de saúde – os fritos são, no geral, prejudiciais para o colesterol e o sal é um veneno para um hipertenso como eu sou.

 

Como observador atento do fenómeno do consumo de batata no nosso maravilhoso país, devo notar com preocupação que a batata frita às rodelas têm vindo a perder, de uma forma que não hesito em classificar como alarmante, quota de mercado relativamente às batatas fritas aos palitos.

 

A batata palha vai muito bem com rosbife.

 

 

Batata assada

 

Como já vos confessei, prefiro a castanha à batata assada. Mas estou disposto a abrir uma excepção quando estamos na presença daquela batatinha muito pequena, creio que a nova, que pode ser deliciosa.

 

 

Puré e gnocci

 

Não posso encerrar este meu pronunciamento sobre a batata sem manifestar o meu mais vivo repúdio relativamente ao puré de batata (uma forma bastarda de consumir batata) e conceder o meu beneficio da dúvida relativamente ao gnocci – pode ser um petisco com fios de parmesão, ralado na hora, a derreter em cima.

 

Dou pró concluída a minha participação na iniciativa 2008 Ano Internacional da Batata, promovida pelas Nações Unidas, com uma pequena lista.

 

O meu quadro preferido sobre o tema batatas

 

Os comedores de batatas, de Van Gogh

 

 

A minha frase romântica preferida sobre batatas

 

O meu coração palpita como uma batata frita.

 

 

A mais sábia frase sobre batatas

 

A lógica é uma batata.

4 comentários

  • Imagem de perfil

    Jorge Fiel

    03.01.08

    Chérie Abobrinha

    Não tenho a certeza que o meu moral ande tão em baixo como a minha carantonha aparenta.

    Sucede que atravesso uma fase de decisões dificeis. E o problema é que eu sou muito bom é nas decisões faceis :-)

    Pois tenho de aparecer também no seu blogue. Lembra bem!

    A Bem da Nação!
  • Sem imagem de perfil

    Abobrinha

    03.01.08

    Guru

    Fáceis ou difíceis, as decisões são tramadas! Tudo de bom para as decisões... sobretudo que não as tenha que tomar por verdadeira falta de opções... isso sim é lixado!

    Sinto-me feliz por estar na dúvida sobre se o seu moral anda tão em baixo como a fotografia aparenta: é que deixou no ar a ideia que estaria mais animado que o que mostra na fotografia! E não está assim tão mal que tenha que se envergonhar (eu é que sou um bocado dramática).

    O meu blogue também anda a precisar de abadalhocar. Lembro-lhe que não escreveu um post com a palavra "mamas" no título!
  • Imagem de perfil

    Jorge Fiel

    04.01.08

    Chérie Abobrinha

    Pois eu estava a pensar numa coisa sobre pintelheiras.

    Mas as mamas são um tema sempre actual...

    A bem da Nação!
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