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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Dom | 26.12.10

Breve relato de uma despreocupada manhã de domingo

Jorge Fiel

 

É bastante adequado que a véspera de Natal calhe numa 6ª feira, pois cria um dia almofada (o domingo) entre as obrigações familiares e gastronómicas, decorrentes das festas, e o regresso ao trabalho, numa das semanas mais improdutivas do ano – a que separa o Natal do Ano Novo.

Melhor mesmo só o 24 de Dezembro calhar a uma 5ª, o que, desde já aviso, não vai acontecer em 2011, ano em que será a um sábado, o que quer dizer que o feriado do Dia de Natal será no domingo, para grande pena da imensa maioria de preguiçosos que vegeta neste jardim à beira mar plantado.

Aproveitei este sortilégio do calendário para me regalar com uma despreocupada manhã de domingo, como já não vivia há uma data de meses.

Deixei-me ficar pelo quente da cama até perto das onze horas, a começar a ler o The Rembrandt Affair, de Daniel Silva, antes de me meter, a mim, ao João e à sua bicicleta, na carrinha Fiat Marea e rumarmos até junto à marginal fluvial, onde estacionei o carro junto à Etar, na rua do Ouro, em frente à estátua do Anjo, de Irene Vilar, e começamos a aproveitar o luminoso sol de Inverno.

Eu a pé e o João de bicicleta fomos até ao Castelo do Queijo e voltamos, acumulando suor, que fez saber bem o duche, e fome, que aumentou o apetite para as alheiras de Bragança (as melhores do Mundo, que desembarcam anualmente na minha mesa por gentileza do meu amigo Abílio Martins) acompanhadas por grelos salteados.

Uma manhã fabulosa, para mais tarde recordar, proporcionada pelo calendário. Resta confessar o entusiasmo com que estou a ler a mais recente aventura (a 13ª) de Gabriel Allon, restaurador de arte e ex- assassino ao serviço da Mossad, de que partilho duas das frases que mais me agradaram nas primeiras 69 páginas:

 

“Even the police marveled at the variety of the thieves’ game. Is was a bit like watching a great tennis player who could win on clay one week and grass the next”

 

The new pilgrims to Glastonbury rarely bothered to visit (the abbey), preferring instead to traipse up the slopes of the mystical hill known as the Tor or to shuffle past New Age paraphernalia shops lining High Street. Some came in search of themselves; others, for a hand to guide them. And a few actually still came in search of God. Or at least a reasonable facsimile of God

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