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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Sab | 25.12.10

Compensando a falta de chá em miúdo

Jorge Fiel

 

Muito provavelmente para compensar o facto de não ter tomado muito chá em miúdo, de há uns anos a esta parte bebo litradas de chá todos os dias.

Creio que, sem errar, posso mesmo afirmar que este hábito já vem desde o século passado, e, para o alimentar, a chaleira e o bule passaram a fazer parte do meu kit básico personalizado de equipamento de escritório, a par do copo de cartão amarelo do Nathan’s (em cujo interior convivem amigavelmente lápis, agrafador e as canetas Muji de cores diversas), do recipiente de clips, da borracha e do pisa papeis – sempre útil como arma dissuasora de chatos (em caso de desespero nunca hesito em ameaçar atirá-lo à cabeça de quem abusa da minha paciência).

Além de paciente (uma coisa que vem com a idade) - como pode ser factualmente documentado pelo facto de nenhum ser vivo se poder gabar de eu lhe ter atirado um pisa papéis à cabeça – sou generoso, porque deixo ficar chaleiras pelos sítios de onde saindo. No Expresso (Porto) foi a Margarida Cardoso que a herdou a chaleira (e creio que lhe dá uso). No Diário de Notícias (Lisboa) a herdeira foi a Graça Henriques (que creio não lhe dá uso).

Vem tudo isto a propósito de duas (ver foto) das muitas prendas com que o meu primo Fernando me obsequiou esta quadra (creio que ele empenhado em mover uma concorrência feroz ao Pai Natal) se destinarem a alimentar este meu vício do chá (se fosse uísque era pior!).

Além de uma caneca decorada com Minis (como presumo saberão eu sou o feliz proprietário de um Mini Clubman branco, matrícula de 1974) que passarei a usar preferencialmente no meu escritório portuense (que fica em minha casa, pois saving foi a rainy day tem de ser uma das principais preocupações de um biscateiro responsável), recebi também uma data (creio que meia dúzia) de chás exóticos, acondicionados nuns saquinhos dourados e com a etiqueta manuscrita, adquiridos na Kredens, a Meca dos gourmets em Cracóvia, onde o meu benfeitor está emigrado.

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