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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Seg | 28.12.09

De como comprei por 25 libras, em Liverpool St. Station, uma ostra que faz de Abre-te Sésamo

Jorge Fiel

 

A humanidade divide-se em dois grandes grupos. De um lado, o bom, estão as pessoas como eu que adoram ostras, principalmente se à dúzia e em boa companhia , ou seja, com uma garrafa de Moet & Chandon Brut Imperial Rosé e a mulher que nos faz trepar paredes, um conjunto que deve preferencialmente ser degustado a meio da noite, para retemperar forças para a segunda parte, num quarto de um cinco estelas parisiense, ou numa suite do último andar do Hotel Marmara, de Taksim, em Istambul, com uma vista deslumbrante sobre o Bósforo.

Do outro, o mau, estão as pessoas que detestam ostras e que devido a esta intransigência gastronómico-gustativa são sérias candidatas a morrerem sem experimentar um dos grandes prazeres que se pode levar desta vida.

Mais do que a religião, ser keynesiano ou liberal, sexo, cor de pele, ideologia, ser keynesiano ou liberal, ou opinião sobre o casamento gay, é a posição sobre as ostras que define o nossos verdadeiro carácter e revela a atitude com que encaramos à vida.

Posto isto, mal desembarcamos na Liverpool Street Station, a primeira coisa que fizemos foi munirmo-nos de uma ostra, que é como se chama o passe mágico que nos habilita não ter de comprar bilhete sempre que queremos entrar num dos 20 mil dobledeckers vermelhos característicos de Londres  - ou engrossas a multidão de três milhões de utilizadores diários do Tube.

O passe individual Oyster, válido para as zonas 1 e 2 (o que chega e sobra para as nossas necessidades) durante sete dias, importa em 28 libras, ou seja pouco mais de 30 euros, a que pode descontar três libras se for previdente como eu e tiver guardado o cartão usado da última vez que veio a Londres. 

Liverpool Street Station, Londres,4 Dezembro 2009

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