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Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Dom | 30.08.09

Flanando pelo boulevard Saint Germain

Jorge Fiel

Decididos a não pagar a portagem de duas horas de espera para entrar no Musée d’Orsay, mantivemos o sangue frio e, reunidos a bordo do autocarro da linha 69, rapidamente decidimos que o Plano B adequado ao início da tarde do último dia da nossa estadia em Paris (3ª feira, 11.08.09) seria flanar um bocado pelo boulevard Saint Germain – e agimos em conformidade desembarcando logo no arrêt seguinte: Solférino-Bellechase.

Boa decisão! O tempo estava primaveril - apesar de ser Verão, as condições metereológicas de que beneficiamos nesta estadia de cinco dias foram excelentes, oscilando entre o primaveril e o outonal. As esplanadas estavam cheias de gente. Nada a objectar, portanto.

No quarteirão mais chaud do boulevard, aqueles 100 metros de passeio em que se acotovelam as livrarias L’Ecume des Pages e La Hune e os cafés Flore e Deux Magots (com a boa da brasserie Lipp a espreitar convidativa, do outro lado da rua) achei que tinha chegado a hora de pagar o meu tributo à cultura francófona.

Na L’Ecume des Pages investi 10, 60 euros na compra da biografia do belga Simenon, de Pierre Assouline (col. Folio, ed. Gallimard, 1059 páginas).

Na La Hune adquiri, por seis eurinhos apenas, uma edição de bolso de  Les Chiens et Les Loups, a última obra publicada em vida pela russa Iréne Némirovsky (n. 1903, Kiev, f. 1942, Auschwitz), de quem ainda  (lamentavelmente) não li a Suite Française.

A minha ideia inicial era comprar David Golder, o seu primeiro livro cuja temática é adequada a estes tempos desgraçados pela ganância dos banqueiros (a Irène sabia do que escrevia, porque o pai e o marido eram ambos banqueiros), mas esse não estava disponível.

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