Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Lavandaria

por Jorge Fiel

Lavandaria

por Jorge Fiel

Qui | 27.08.09

Sete coisas que aprendi sobre Gustave Eiffel

Jorge Fiel

Estivemos uma boa meia hora à espera na fila, mas não nos queixamos. Valeu a pena - apesar de estarmos com a barriga vazia.

Como a entrada era gratuita, e a Mairie de Paris gosta de assegurar que as pessoas têm espaço para saborear as mostras que promove, havia bicha para entrar na exposição Gustave Eiffel, le magicien du fer, patente até amanhã no Hotel de Ville.

Feitas as malas (e arrumadas num cacifo do Ibis Bastille), iniciamos o nosso último dia em Paris com uma viagem a bordo do autocarro da linha 69 até ao Hotel de Ville, animados pelo firme objectivo de ficarmos a saber mais sobre Eiffel, numa exposição que começava por ser atractiva logo no titulo (le magicien du fer) e acabou por se revelar sexy em tudo.

Fiquei a saber uma data de coisas novas, algumas das quais passo a inventariar despreocupadamente em beneficio dos leitores desprevenidos que por razões que, estou certo, lamentarão para todo o sempre, acabaram por dar uma olhada a este blogue:

1.     Ao contrário do que eu pensava anteriormente, a mostarda não é a maior criação de Dijon, título que deverá pertencer a Gustave Eiffel, aí nascido a 15 de Dezembro de 1832;

 

2.    A elegantérrima ponte Maria Pia pode muito bem ser a segunda obra mais importante de Eiffel. Além dos planos, fotografias e textos sobre a sua construção ocuparem parte importante da exposição, é afirmado, preto no branco, que o engenheiro alcançou a notoriedade internacional com a ponte ferroviária do Porto (1876);

 

3.    A estrutura metálica interna da Estátua da Liberdade é da autoria de Eiffel;

 

4.    Barcelona, sede da Exposição Universal de 1888, recusou o projecto de Eiffel de construir na Catalunha a torre que viria a tornar-se o ícone de Paris;

 

5.    A inteligência parisiense da época, capitaneada por Guy de Maupassant, lançou um violento manifesto contra a Tour Eiffel, preconizando a sua demolição. O pelotão dos críticos integrava ainda gente como Alexandre Dumas, Charles Gounod e Charles Garnier;

 

6.     Gustave Eiffel esteve directamente envolvido no escândalo da falência da sociedade construtora do canal do Panamá,  ao ponto do Governo francês ter decidir retirar-lhe a Legião de Honra;

 

7.     No final da vida, o audacioso Eiffel propôs-se construir um túnel ferroviário subaquático no canal de Mancha, ligando a França a Inglaterra. O túnel não seria subterrâneo, antes repousaria sobre o leito do canal. Os planos e cálculos detalhados deste projecto integram a exposição. Esta ideia arrojada não saiu do papel, por que ele não conseguiu convencer investidores e governos de que o material aguentaria a pressão e o desgaste provocados pelas águas.

1 comentário

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.