Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Critica ao regimento prisional: Doze quecas em três horas é uma proeza que não está ao alcance de toda a gente

Agora está tudo muito regulamentado. Um preso já sabe com o que conta quando vai dentro. É como na tropa com as NEP. Deixou de ser à balda. Passou a haver regras.

É sempre melhor haver regras, apesar do perigo da regulamentação ser um tudonada ser excessiva. Para poder iniciar, na estrita observância da legalidade, uma greve de fome, preso dietista tem preencher previamente um formulário e aguardar o seu diferimento superior.

Pior é com as quecas. Apesar de ser reconhecido, em tese, o direito ao sexo da população prisional, o regimento limita o seu exercício de uma maneira que qualifico de muito pouco democrática.

Para começar, o/a preso/a tem de estar casado/a com a visita ou, em alternativa, demonstrar que mantém com ela uma relação estável, o que obriga logo a 12 meses a seco, pois a prova tem de ser feita durante um ano de visitas e correspondência regulares.

Esta parte do articulado parece-me de carácter nitidamente fascista já que não só priva  o/a detido/a do direito inalienável à facadinha no matrimónio e/ou à aventura ocasional como, ainda por cima, o deixa-o nas mãos de um parceiro/a sem coração que após 364 dias de visitinhas e cartinhas pode ameaçar romper a relação.

Depois há a periodicidade. Uma vez por mês. Muito pouco. Lembro que o reputado Wilhelm Reich (discípulo de Freud), na sua obra seminal Combate Sexual da Juventude, estipulava as três quecas por semana como o mínimo para um estilo de vida saudável.

Claro que os presos terão doravante à sua disposição três horas regulamentares para darem conta do recado, o que lhes até lhes permite optar pelo sexo tântrico ou por várias quecas sucessivas – mas só estará ao alcance de grandes atletas a façanha de cumprir em 180 minutos as 12 quecas mensais prescritas pelo bom e escrupuloso dr Reich.

O facto de ser aconselhada a marcação para dias úteis das sessões de sexo constitui, a meu ver, um inadmissível ataque ao livre exercício da queca prisional por parte do pessoal que ainda não está no desemprego.

Já a componente logística – o/a parceira tem de trazer os lençóis de casa e levá-los para lavar; a prisão fornece preservativos e produtos para a limpeza das instalações no final das hostilidades   - não me merece reparo de maior.

Em jeito de conclusão, saúdo o esforço de regulamentação, mas critico duramente os excessos burocráticos e a severidade do disposto, pelo que recomendo a aplicação urgente e imediata do Simplex ao novo regime da vida nas prisões.

música: I want to hold your hand, Beatles
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publicado por Jorge Fiel às 20:09
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Hard sex ameaçado de extermínio

Ando muito satisfeito e divertido com os wikileaks. É ainda melhor que os livros do Daniel Silva. Se não fosse o bom do Julian Assange nós nunca perceberíamos porque é que a primeira coisa que o Obama fez quando chegou a Lisboa foi dar um beijo à filha do Luís Amado – e tirar uma fotografia com ela.

O caso wikileaks vai também lançar luz sobre o mistério das relações sexuais que começam consensuais e evoluem para violação, numa curiosa (mas perigosa, pois ameaça de exterminio o hard sex)  deriva que transporta até à cama e aos momentos superiores de luta a mania  do assédio sexual que alstrou como uma epedemia nos Esatdos Unidos na sequência da audição do juiz Clarence Thomas-  e que  levou muito bom homem a temer entrar sozinho num elevador praviamnete habitado por uma mulher.

No que diz respeito a negócios, usos e costumes, os yankees foram sempre muito à frente.

música: Ordinary world, Duran Duran
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publicado por Jorge Fiel às 20:40
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Uma pista que o ajudará a desvendar o mistério da ida das mulheres aos pares à casa de banho

O ancestral segredo da ida das mulheres aos pares à casa de banho é finalmente desvendado nesta tão aguardada 5ª edição do passatempo da Lavandaria, baseado no best seller de Ana Anes (uma adepta confessa da bissexualidade) intitulado Sete Anos de Mau Sexo.

A autora jura que as mulheres vão aos pares à casa de banho para terem alguém que lhes segure no papel higiénico ou na mala enquanto fazem chichi. Mas será que esta resposta contém toda a verdade?

Para saber isso terá que ler até ao fim este interessante passatempo, onde se fala de Fellini, da sopa minestrone, do Brunelo di Montalcino, de um curso de masturbação feminina, dos chás do Mariages Frères, da Dior, Saramago Antena 2 e as compotas Bonne Maman - tudo isto a enroupar um naco de Lourenço Marques, de Francisco José Viegas, que confere algum recorte literário a este post.

Para causar algum frisson, introduzimos um excepção à regra da resposta certa ser sempre a b). Na pergunta 4. há uma nuance. A resposta b) está certa, mas todas as outras 18 também o estão, e a favorita da autora é mesmo a s).

 

1.     Na opinião da autora, porque é que a bissexualidade é melhor para as mulheres?

 

a)     A razão é simples. Porque não há incompatibilidade entre gostar ao mesmo tempo de carne e de peixe, de Paris e de Londres, do Saramago e do Lobo Antunes, da RFM e da Antena 2;

 

b)    A razão é simples. Sentimo-nos sozinhas. É como ir à casa de banho aos pares. Na cama também somos assim. Precisamos de alguém do nosso género, não para nos segurar no papel higiénico ou na mala enquanto fazemos chichi, mas para nos acompanhar nos lençóis de uma cama cheia de gente;

 

c)     As relações com os homens são como o papel de fax que desbota em seis meses;

 

d)    A razão é simples. Depois de se ter estado na lua não se pode voltar a ser piloto de aviões.

 

 

2.     O que significa, para Ana Anes, uma rapariga ser bi nos dias que correm?

 

a)     Ser bi é o novo must have, como usar uns shorts denim da Zara com collants pretos opacos Fred e calçar umas botas brancas. Ser bi, hoje em dia, para as mulheres, é très, très chic, como a música da banda sonora de Mamma Mia;

 

b)    Ser bi é o novo must have, como usar uma trench coat Burberrys e a edição limitada do Gaucho da Dior. Ser bi, hoje em dia, para as mulheres, é très, très chic, como a música da banda sonora do Diabo Veste Prada;

 

c)     Ser bi é jogar em todos os tabuleiros, que é a atitude mais adequada para quem, nestes tempos de crise, quer evitar passar fome;

 

d)    Se bi é o que pode acontecer a uma mulher se ler e reflectir muito sobre a seguinte fala do capitão Domingos Assor no romance Lourenço Marques, de Francisco José Viegas (capa muito bonita, por sinal: “Enlouquece-se com facilidade, ficamos loucos por tudo e por nada. Vemos mulheres espantosas onde só está uma mulher sem méritos, sem beleza e sem doçura. Enganamo-nos tantas vezes, senhor Miguel, enganamo-nos por tudo e por nada, enganamo-nos como se estivéssemos no meio do deserto e tivéssemos necessariamente de escolher um caminho errado. Lembra-se daquele rabino antigo que dizia ‘não perguntes o caminho a quem o conhece, pois de contrário não te poderás perder’?”

 

3.     O que é que uma amiga italiana, que a autora já não via há três anos, lhe propôs fazer mal desembarcou em Cascais?

 

a)     Fazer um prova cega de vinhos com o objectivo de determinar qual é melhor, se o Barca Velha se o Brunelo di Montalcino;

 

b)    Fazer um curso de masturbação entre amigas, para tentarem descobrir o ponto G, passando uma cassete enquanto bebiam o Earl Grey do Mariages Frères e comiam uns scones com compota Bonne Maman;

 

c)     Fazer um curso de pastas frescas tendo Herman José como monitor;

 

d)    Fazer um panelão de sopa minestrone e comerem-na enquanto viam, no DVD, a cinematografia completa de Fellini..

 

4.     Se depois de uma cambalhota bem “arrefinfada” o parceiro (em vez de ir a correr para a casa de banho, tomar um duche ou fumar um cigarro) lhe pergunta: “Em que é que estás a pensar?”, o que é que lhe responde Ana Anes?

 

a)     “Estou a pensar quem és tu e donde vieste”;

 

b)    “Como é que eu vim aqui parar?”;

 

c)     “Que mal fiz eu a Deus para ter este troglodita a meu lado?”;

 

d)    “Estou a pensar que dás umas quecas de fugir”;

 

e)     “Tenho de sair daqui urgentemente”;

 

f)      “Bem me avisaram que és uma nulidade na cama”;

 

g)     “Não falta aqui mais ninguém?”;

 

h)    “Que raio faço eu presa à cama por algemas?”;

 

i)       “Tens uma pilinha do tamanho de um isco de pesca”;

 

j)       “Quem era aquela senhora que saiu daqui vestida à Ruth Marlene?”;

 

k)    “Quero o meu namorado!!!”;

 

l)       “Agora que já pus os ditos ao X, podes começar a vestir as roupinhas e pôr-te a milhas, seu incompetente”;

 

m)  “És tão meiguinho”;

 

n)    “Ai, que bom que foi”;

 

o)    “Quando é que passa o período refractário, demora muito? É pra hoje?”;

 

p)     “Agarra-te a mim, idiota!”

 

q)    “Será que isto é o princípio de uma relação estável, apesar de ele ser casado e ter filhos?”;

 

r)      “Que chatice, agora como é que eu vou contar ao melhor amigo dele, o meu namorado?”;

 

s)     “Estou a pensar no que estarás a pensar”.

 

música: Don't look back in anger, Noel Gallagher
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

O que é que a Defesa Siciliana tem a ver com a exploração da Gruta da Leda pela Coluna de Jade?

Sabe onde fica a Leda? Bem, se estivéssemos a falar da quinta (e não da gruta), a sua ignorância seria absolutamente indesculpável. A Quinta da Leda, propriedade da Sogrape, fica no Douro Superior, muito perto da raia, e é a partir das suas uvas que é feito o Barca Velha, o mais mítico dos vinhos portuguesas.

Mas como estamos a falar da Gruta da Leda (expressão inventada pela autora, “ganda nóia”, acrescenta ela), o caso muda completamente de figura.

Num esforço de tradução das expressões taoistas usadas pela autora, creio que não andarei longe da verdade se disser que se a coluna de Jade entrar na Gruta de Leda a proprietária da gruta não corre o risco de engravidar - mas  já mesmo não se poderá dizer “se a grande invenção de Deus”  se meter a explorar outra gruta, conhecida como Pérola Preciosa.

Carlos Castro, porradinha de qualidade, Batman, uma mala roubada no aeroporto de Orly, Cavaco Silva, a diferença entre o Salto do Tigre e o Pulo do Lobo, a Defesa Siciliana compota de mirtilhos, a Organização Mundial de Saúde e um Black & Decker são alguns dos protagonistas desta palpitante 5ª edição do passatempo da Lavandaria, baseado no best seller de Ana Anes (cronista indigitada da edição portuguesa da Playboy, a não perder!) intitulado Sete Anos de Mau Sexo.

Para quem anda distraído, aviso uma vez mais que a resposta certa é sempre a b).

 

1.     Na douta opinião da autora, para que ser o látex?

 

a)     Para evitar que uma gravidez não desejada;

 

b)    Para apanhar porradinha de qualidade sem deixar traços;

 

c)     Para brincar ao Batman em vez de aos médicos;

 

d)    Para camuflar a celulite;

 

 

2.     Qual é,  na avalizada opinião de Ana Anes, a diferença entre Carlos Castro e os taoístas?

 

a)     A diferença é que Carlos Castro tem uma coluna no 24 Horas e os taoistas não;

 

b)    A diferença entre Carlos Castro e os taoistas é que estes últimos contam mesmo tudo;

 

c)     A diferença é que ninguém se atreveria a roubar uma mala a um taoista em Orly;

 

d)    O que fazemos e o que somos é determinado mais pelas circunstâncias do que pelo carácter.

 

3.     O que é Salto do Tigre?

 

a)     A nova denominação dada ao Pulo do Lobo após Cavaco Silva ter sido eleito Presidente da República;

 

b)    Uma posição em que uma mulher ajoelhada, como que rastejando, com o rosto para baixo e o cuzinho bem erguido, apanha com a Coluna de Jade  (a tal de pilinha ou “grande invenção de Deus”) não na corneta mas na gruta da Leda;

 

c)      Uma posição em que uma mulher ajoelhada, como que rastejando, com o rosto para baixo e o cuzinho bem erguido, apanha alternadamente com a Coluna de Jade (a tal de pilinha ou “grande invenção de Deus”) na Gruta da Leda e na Pérola Preciosa (mais conhecida por parrachita) – uma prática condenada pela Organização Mundial de Saúde;

 

d)    A opção mais correcta que um jogador de xadrez pode adoptar logo que repara que o adversário optou pela Defesa Siciliana.

 

4.     A autora prefere dominar ou ser dominada?

 

a)     Tanto se lhe dá, é consoante a ocasião – faz uma perninha nos doisa lados sempre que pode;

 

b)    Prefere ser dominada, nem que tenha de fingir que uma das algemas não se soltou, ou que não vejo nada com venda que é transparente;

 

c)     Prefere ser dominada se o parceiro abdicar, previamente e por escrito, do uso de aparelhos da classe Black & Decker, de lhe aplicar no corpo compota de mirtilhos e de lhe administrar clisteres;

 

d)    Prefere ser dominada se o parceiro garantir que lhe dá meia dúzia de palmadas vigorosas em cada nádega e que, durante o acto, repete com insistência e aos urros as frases “que granda cu” e “és tão boa!”. Se não, prefere dominar e promete que nunca se calará de repetir um guião pontuado pelas seguintes quatro frases; “dá-me com força”, “fode-me,fode-me!), “isso, assim” e “tou quase, ‘tou quaaaaaaaaaaase”.

 

música: Gloria, Vivaldi
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Terça-feira, 10 de Março de 2009

De como as mulheres são umas grandes cabras e desconhecem a composição química do esperma

Sabia que o esperma sai do pirilau à velocidade média de 18 km/hora e inclui colesterol na sua composição?

Pois lendo com atenção esta ansiada 4ª edição do passatempo da Lavandaria, baseado no best seller de Ana Anes (um furacão na cama, de acordo com a própria) intitulado Sete Anos de Mau Sexo, ficará a saber não só a composição química exacta do esperma mas também outras coisas importantes como a altura da autora nua e a maneira mais eficaz de comprar amor.

Ficará também a saber o que as mulheres pensam umas das outras (que medo!). Não é preciso desejar-lhes boa sorte, porque é mais fácil ganhar este passatempo do que concorrer ao Euromilhões; a resposta certa é sempre a b).

 

1.     Na avalizada opinião da autora, com quantas mulheres um homem deve fazer sexo antes de casar?

 

a)     Meia dúzia bastam, se uma delas for um contorcionista russa chamada Fátima nascida no Daguestão e com estudos feitos na Ossétia do Norte;

 

b)    Com o maior número possível (incluindo travestis como Susana Petrovsky);

 

c)     Nenhuma se quiser fugir ao destino do amor trifásico: enamoramento, casamento, divórcio. Quem não sabe é como quem não vê;

 

d)    Uma chega, se for a Marta Crawford.

 

 

2.     Quanto mede Ana Anes?

 

a)     90-60-90;

 

b)    1m55;

 

c)     1m62 (com sapatos de salto alto);

 

d)    90 cm (de joelhos).

 

3.     Como se auto-classifica a autora?

 

a)     Se fosse alimento era arroz. Por si só não chego para alimentar, mas acompanho muito bem;

 

b)    Sou uma baixinha escaldante, sem contratos milionários e soutiens de diamantes, mas um furacão na cama, com toda a autoridade para escrever sobre sexo, como me disseram uma vez;

 

c)     Uma ninfomaníaca insaciável para quem a realidade é um ângulo em que eu sou o vértice;

 

d)    Um mulher cujo poder de sedução é como o brilho dos reflectores, que termina com o raiar do dia.

 

4.     Em “Marrocos”, de Josef Sternberg,  Marlene Dietrich disse: “Todas as vezes que um homem me ajudou houve um preço. Qual é o seu?” De acordo com Ana Anes, com o auxílio de que é que se pode comprar o amor?

 

a)     Um pirilau que em estado de erecção mede pelo menos 20 cm;

 

b)    Um American Express preto ou Platina, muitas viagens em primeira classe, free from discussões sobre dinheiro em casa, juntando à receita ingredientes como jantares em restaurantes três estrelas e carta branca para surpresas em hotéis e pousadas;

 

c)     Um Visa Universo, ir passar o fim de semana a Paris numa low cost e ficar hospedado do Ibis de Pigalle, almoços na Loja das Sopas, jantares no McDonald’s e a mensalidade do passe combinado Lisboa Viva compreendendo metro, comboio e Carris;

 

d)    A tenacidade do búfalo e a coragem do leão;

 

 

5.     O que é que as mulheres são umas para as outras?

 

a)     São loucas, mas têm momentos de lucidez em que são apenas estúpidas;

 

b)    Umas grandes cabras;

 

c)     Pessoas tão vazias como um saco de papel, sem nada para dar a um homem – nem sequer elas próprias;

 

d)       No geral, umas ignorantes, que não têm cuidado com o que metem na boca e desconhecem que o esperma corre à velocidade média de 18 km/hora e tem a seguinte composição química: água, muco, proteína, ácido, dióxido de carbono e colesterol.

 

música: Locomotive breath, Jethtro Tull
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

O beijo pode transmitir o Sindrome de Fadiga Crónica, moléstia causada pelo virus Epstein Berr

Ora aqui temos a tão ansiada 3ª edição do passatempo da Lavandaria que usa como Bíblia Sagrada a obra seminal de Ana Anes intitulada Sete Anos de Mau Sexo.

Como presumo já todas as preclaras e preclaros já têm bem assente nas suas cabecinhas pensadoras, a resposta certa é sempre a b).

Não há suspense, nem é preciso virar o computador ao contrário para saber qual a resposta certa. É sempre a b) as outras só estão lá para baralhar.

Espero que aproveitem este divertido passatempo para fazerem revisões da matéria dada (designadamente o genial e estimulante conceito da monogamia em série, já aqui dissecado) e para perceberem porque é que autora foi convidada de honra nos jantares de boas vindas aos soldados portugueses que se cobriram de glória e de pó no Iraque.

 

1.     Para onde as amigas da autora enviavam diligentemente as suas crónicas picantes?

 

a)     O Jaime Pacheco, para ele as ler no intervalo dos jogos aos jogadores do Belenenses, a ver se eles acordavam e arrebitavam na segunda parte;

 

b)    Às nossas tropas no Iraque;

 

c)     Para o Jardim do Bem e do Mal;

 

d)    Para casa do astrónomo Brian Marsden, do centro de Astrofísica de Harvard-Smithonian, que sustenta que a 14 de Agosto de 2126 o cometa Switf-Tutlle (cujo diâmetro se calcula seja superior a dez quilómetros) vai colidir com a Terra.

 

 

2.     O que pensa Ana Anes da instituição casamento?

 

a)     O casamento é uma situação em que ninguém consegue permanecer num estado de realidade absoluta;

 

b)    O casamento tornou-se em algo tão fácil que chega a ser perfeito;

 

c)     O casamento só interessa aos homens que não sabem andar pelas ruas, bares e transportes públicos a tirarem apontamentos para mais tarde baterem umas punhetas em casa;

 

d)    O casamento heterossexual só é vantajoso para as mulheres que preferem chupar a serem chupadas.

 

3.     O que é a autora pensa sobre o cheiro da pele?

 

a)     É sublime quando recorda o Taj Mahal ao luar;

 

b)    É das linguagens mais bonitas alguma vez inventadas;

 

c)     Só interessa a quem não sofre de sinusite;

 

d)    Só é erótico na zona dos sovacos (e nas partes baixas) no final de uma queca selvagem dada no pino do Verão.

 

4.     Qual é a teoria de Ana Anes sobre a monogamia?

 

a)     É um conceito que os homens esquecem logo quando uma boazona, que ainda dá uma ideia da Raquel Welch quando era nova, os convida para irem para a cama;

 

b)    Nem monogamia, nem poligamia. A melhor coisa para homens e mulheres é a monogamia em série;

 

c)     Trata-se de uma excelente opção para quem sofre de úlcera desde o berço;

 

d)    Não estou disposta a escorregar nesse gelo.

 

5.     De acordo com um provérbio árabe, um beijo bem dado é melhor que um coito apressado. Quais são, na douta opinião da autora, os possíveis efeitos secundários negativos do beijo?

 

a)     Um beijo pode transmitir o Sindrome da Fadiga Crónica, uma moléstia causada pelo vírus de Epstein Berr, também conhecido como o vírus do beijo, porque circula através da saliva;

 

b)    Um beijo pode ser um dano irreparável;

 

c)     Um beijo pode ser mais contagioso que um bocejo;

 

d)    Um beijo pode engravidar uma mulher se o homem que o está a aplicar for um exímio praticante de ginástica acrobática que acabou de fazer auto-fellatio.

música: Pre-roads down, Crosby, Stills and Nash
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Domingo, 8 de Março de 2009

Um passatempo fácil e divertido em que só se engana se quiser - a resposta certa é sempre a b)

Os Óscares vieram lembrar-me que os concursos não podiam estar mais na moda pelo que resolvi abusar do formato passatempo para encerrar a Enciclopédia Sexual da Lavandaria inspirada na imprescindível obra Sete Anos de Mau Sexo, de Ana Anes.

Como é tradição, os famosos passatempos da Lavandaria assumem a forma de teste americano de escolha múltipla e em que o leitor só se engana se quiser pois, como toda a gente sabe, a resposta certa é sempre a b).

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a edição de hoje deste divertido passatempo permitirá às preclaras e preclaros passarem a conhecer melhor a autora.

 

1.     O que é que autora gosta de fazer a noite?

 

a)     Adormecer no sofá a beber chá e ver séries na Fox Crime;

 

b)    Beber tequilla e apalpar homens quando está bêbeda;

 

c)     Beber vodka e ser apalpada por homens bêbados;

 

d)    Ver estrelas e constelações no Observatório da Ajuda.

 

2.     Qual é o clube do coração de Ana Anes?

 

a)     Casa Pia;

 

b)    Belenenses;

 

c)     Olivais e Moscavide;

 

d)    Neuchatel Xamax.

 

3.      O que é que autora tinha bem preso no pescoço quando nasceu?

 

a)     Uma medalha de Nossa Senhora de Fátima;

 

b)    O cordão umbilical;

 

c)     Um cachecol do Belenenses;

 

d)    Um colar da Rosarinho Cruz.

 

4.     Em que dia nasceu a autora?

 

a)     1de Abril de 1973;

 

b)    2 de Abril de 1973;

 

c)     25 de Abril de 1974;

 

d)    25 Dezembro de 2000.

 

5.     Quantos namorados o pai de Ana Anes está convencido que a filha teve?

 

a)     Um;

 

b)    Três;

 

c)     69;

 

d)    99.

 

6.     A que organização pertence o pai da autora?

 

a)     Opus Dei;

 

b)    Maçonaria;

 

c)     Fundo Internacional para a Protecção do Burro;

 

d)    Instituto de Socorros a Náufragos.

 

música: Brincar de viver, Maria Bethânia
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Sábado, 7 de Março de 2009

E agora, para algo completamente diferente, um divertido passatempo ao estilo de teste americano

 

E agora, para algo completamente diferente, ressuscito os outrora famosos passatempos da Lavandaria, que assumem a forma de teste americano de escolha múltipla e em que o leitor só se engana se quiser pois, como toda a gente sabe, a resposta certa é sempre a b).

Com este divertido passatempo, que decorrerá em fascículos (sabe Deus quantos, para já só sei que o primeiro é integralmente preenchido com um quizz sobre o prefácio), sepulto a Enciclopédia Sexual Ilustrada (mas pouco, por causa dos cães sarnentos do flickr) da Lavandaria, construída e inspirada na genial obra Sete Anos de Mau Sexo, de Ana Anes, e em duas edições da revista badalhoca Gina, adquiridas por seis euros (três euros a unidade) no quiosque em frente aos Correios dos Restauradores.

 

1.     Quem escreveu o prefácio de Sete Anos de Mau Sexo?

 

a)     Marcelo Rebelo de Sousa;

 

b)    João Pereira Coutinho (o colunista do Expresso);

 

c)     João Pereira Coutinho (o ricaço da SAG que tem uma ilha privada no Brasil onde levou o casal Durão Barroso a passar férias à borla, com direito a boleia no seu Falcon privativo);

 

d)    Pedro Santana Lopes a meias com o Manuel Alegre (o primeiro deu as ideias e o outro redigiu-as em português).

 

 

2.     Qual destas frases está escrita no prefácio assinado por João Pereira Coutinho (o remediado, não o milionário)?

 

a)     Este não é um livro sobre culinária;

 

b)    Este não é um livro sobre sexo;

 

c)     Este não é um livro sobre a morte da Princesa Diana ou sobre o desaparecimento da Maddie;

 

d)    Este não é um livro sobre a derrota do general Custer em Little Big Horn.

 

3.     Como é que João Pereira Coutinho (o que não tem um iate privativo) qualifica a autora?

 

a)     Ana Anes é uma adorável depravada;

 

b)    Ana Anes é um soldado nas trincheiras;

 

c)     Ana Anes é um pseudónimo de uma freira carmelita ou a falsa identidade de uma agente da Mossad da equipa de Gabriel Allon;

 

d)    Ana Anes é tataraneta de um membro do Corpo Expedicionário Português que foi gaseado na batalha de La Lys, durante a I Guerra Mundial, que ficou conhecida como a guerra das trincheiras e inspirou o escritor checoslovaco Jaroslav Hasek a escrever o notável romance anti- militarista O valente soldado Chveik.

 

4.     Na opinião do prefaciador (o João Pereira Coutinho que não tem na garagem um Lamborghini Diablo amarelo), o que perpassa nas crónicas de Ana Anes?

 

a)     a satisfação marota e transgressora por as coisas serem assim, quando não deviam ser assim;

 

b)    o lamento irónico que as coisas são assim, quando não deviam ser assim;

 

c)     a alegria incontida por as coisas serem assim ,quando não deviam ser assim;

 

d)    a calma sabedoria de quem leu L’être et le néant, numa edição francesa anotada por Simone de Beauvoir, e que por isso percebe perfeitamente (o que lamentavelmente não acontece com o próximo líder partidário de Pacheco Pereira) porque é que as coisas são assim, quando não deviam ser assim.

5.     No entender de João Pereira Coutinho (o menos rico), qual é a pior maldição?

 

a)     a de Bela Guttman, que disse que sem ele o Benfica jamais voltaria a ser campeão europeu;

 

b)    a que existe nos brindes das nossas vidas;

 

c)     a de engolir o brinde do bolo-rei que, por engano, calhou na mesma fatia que a fava;

 

d)    a da múmia inca de Rascar Capac que vitimou todos os membros da expedição arqueológica que descobriu o seu túmulo nos Andes (maldição que é a base da intriga da aventura de Tintin Les sept boules de cristal).

 

música: Sonho meu, Maria Bethânia
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

A relação entre a Clara de Sousa vestida de latex e o swing entre casais de marcianos e terráqueos

"Gostava que houvesse um reality show de cada estação de TV, onde  as estrelas de fossem protagonistas de um show de pornochanchada. Imaginel só: o Fernando Mendes a fazer 69 à Tânia Ribas de Oliveira e num ménage à trois com esta e a Sílvia Alberto; ou a Clara de Sousa vestida de cabedal a dar chibatadas no Rodrigo Guedes de Carvalho, mas, melhor ainda, na redacção da TVI, onde o Vítor Bandarra, como realizador, dirigia um filme chamado o Jornal dos Graúdos, onde a Leonor Poeiras era desempoeirada pelos seus co-workers. Querem mais? Aguardem a sequela, seus tarados!”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 156

 

Andou por aí a correr uma anedota que tinha como base uma cena de swing entre dois casais: um terráqueo e o outro marciano.

O terráqueo macho só percebeu a impaciência com que a parceira marciana lhe esfregava as orelhas no decorrer das hostilidades quando no final trocava impressões com a mulher e ela, com um ar radiante e satisfeito, lhe disse:

- Sabias que a pila dos marcianos cresce sempre que lhes mexemos nas orelhas?

Sem desprimor para as fantasias entre celebridades televisivas, todas elas muito produtivas e estimulantes (1), elencadas pela autora, atrevo-me a sugerir um encontro sexual entre uma marciana e José Rodrigues dos Santos que nos possibilitaria apurar de fonte limpa se ele é ou não um ET.

Evitando cair na gratuita tentação de imaginar Manuela Moura Guedes a interpretar o remake, realizado por Woody Allen, da fita que celebrizou Linda Lovelace, sugiro ainda uma cena em que a Alberta Marques Fernandes - com um Big Tasty na mão e a twitar com a outra - confraterniza com o Rangel, que a quer convencer a fazer a saudação de abertura da Telecinco.

…………………

(1) Apreciei em particular cena em que a Clara de Sousa e o Rodrigo Guedes de Carvalho, ambos vestidos de látex, se entregavam a brutais práticas sado-masoquistas.

música: Hopelessly addicted, The Corrs
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Já não se fazem homens como havia antigamente

A Sofia Loren gostava de homens-homens

O comentário à sexta fantasia levou-nos por ínvios caminhos até ao fenómeno metrossexual, o que obrigou a um desdobramento. É a vida, como diria o camarada Guterres.

Os metrossexuais inserem-se numa tendência mais profunda que percorre a sociedade e consiste nos homens terem começado a imitar os hábitos e comportamentos femininos.

Os ginásios da cadeia Holmes podem ser o local do país onde existe uma maior densidade de metrossexuais por metro quadrado. É vê-los muito bem encadernadinhos em fatos de Lycra a terem a sua aulinha de step – a frequentarem cabeleireiros gastarem em cremes hidratantes o  dinheiro que deviam gastar em comprar caixas de Montes Ermos (tinto e branco), uma pinga magnífica produzida pela Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta – que não é por acaso que é a vila mais manuelina de Portugal.

O homem com H grande (ou homem-homem) quer-se à minha imagem: pançudo, muitos pêlos no peito, careca e com a cara cheia de rugas.

O mimetismo do feminino a que se entregou uma fracção cada vez mais populosa da corporação masculina é uma mutação genética a partir de um fenómeno antigo: o travestismo (1).

Algo não está nos conformes quando um homem se estira numa deck chair com a cara coberta por uma máscara de beleza e com os olhos protegidos por duas rodelas de pepino - que estariam melhor na companhia de tomate, cubos de queijo feto, azeitonas, azeite e muitos orégãos por cima.

Este é o caldo de cultura que leva o homem com h pequeno (e atenção que pode não ser a única coisa de reduzidas dimensões no homem-abichanado!), descrito pela autora a copiar as mulheres, fazendo-se de difícil, quando toda a gente sabe que o primeiro dever de um cavalheiro é ser gentil para com o belo sexo, estando sempre pronto para abrir a porta do carro, acender o cigarro e disponibilizar um ombro para desabafar – ou qualquer outra parte da sua anatomia para outra actividade, contanto que não seja ilegal e se verifique a existência de mútuo consentimento.  

………………

(1) Recomendo, a propósito, a leitura de Morte em Havana, de Leonardo Padura, edições Asa, de onde não resisto em partilhar com todas as preclaras e preclaros um extracto, curiosamente da página 69:

 

“Os homens-homens, heterossexuais, com pêlos no peito e cheiro a cavalo, nunca se envolveriam conscientemente com um travesti. Iriam para a cama com uma mulher e não com aquela versão limitada de mulher, com a entrada mais apetitosa definitivamente enclausurada pela lotaria caprichosa da Natureza”.

música: Runway, The Corrs
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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