Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Os tipos da Groundforce são uns palhações!

Ah, já me ia esquecendo que os diários desta excursão a Paris não ficariam completos sem uma referência elogiosa à Air France. O autocarro da linha 69 da RATP não tem, por isso, o monopólio das referências positivas no domínio dos transportes.

Marquei a viagem com pouca antecedência e para um mês em que há muita procura, em particular das famílias dos nossos compatriotas que vivem e trabalham em França, pelo que só posso queixar-me de mim próprio por não ter conseguido arranjar uma tarifa mais favorável que a de 218 euros por cada ida e volta Lisboa-Paris.

Durante a minha busca na Net, a Air France oferecia não só a tarifa mais baixa, como também os horários mais convenientes - que são partida madrugadora, para aproveitar a tarde no destino, e regresso o mais tardio possível, para usufruir da manhã e parte da tarde em Paris.

A Air France portou-se à altura dos acontecimentos, com uma pontualidade nas chegadas que impressionou. O voo AF 2124 Paris-Lisboa partiu ligeiramente atrasado do Charles De Gaulle mas recuperou o atraso durante a viagem e aterrou na Portela às 21h50 (hora local) previstas.

O elogio à Air France não é extensivo à Groundforce que demorou 51 minutos a por a bagagem de porão no tapete rolante. Acho perfeitamente inadmissível que fossem já 22h41 quando finalmente ficamos despachados. Os tipos da Groundforce são uns grandes palhações!

FIN

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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Longa vida ao 69!

 

Não ficaria de bem comigo se concluísse estes diários parisienses sem deixar aqui lavrado um sentido agradecimento aos valiosos serviços prestados pelo autocarro da linha 69 durante os cinco dias que durou esta nossa estadia em Paris.

Não houve um dia sequer que fosse em que não embarcássemos a bordo deste fiel companheiro, que atravessa Paris, desde Gambetta (junto ao Père Lachaise), até ao Champs Mars (ali ao lado da Torre Eiffel), passando pela Bastille, Louvre, Hotel de Ville, Saint Germains, Invalides e por aí adiante.

Tenho também apreço pelas linhas 29 (que escala o Pompidou, a Bolsa e Ópera até se deter na Gare St. Lazare) e pelo 96 (que vai até à Gare Montparnasse), alternativas honestas de divertimento, mas não hesito um segundo antes de afirmar que o melhor de todos é o 69. É por essas e por outras que ergo a minha voz e desejo uma longa vida ao 69!  Merci beaucoup 69!

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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Sete coisas que não fiz mas gostaria de ter feito

Cinco dias em Paris é melhor do que quatro dias em Paris - mas é pior que seis dias em Paris. Vem esta evidência lapaliciana a propósito das coisas que não fiz durante esta viagem e gostaria de ter feito.

Para memória futura, compulso numa lista as minhas faltas de comparência:

1.     Lamentavelmente não embarquei na roda gigante que está instalada entre as Tulherias e rue de Rivoli. É imperdoável, tanto mais que ainda me lembro como se fosse hoje o belo divertimento que foi ter andado, aqui há uma data de anos, com o Cassiano Ferraz (companheiro de outra aventura bem mais radical- a excursão pedestre ao topo da Notre Dâme, mesmo até ao apartamento do Corcunda), na roda gigante que esteve instalado na Place Concorde;

 

2.     Não fui ver a exposição do Kandinsky que está no Pompidou, o que é irremediável, pois trata-se de uma mostra temporária, mas não é grave. Grave, dramático mesmo, seria se eu tivesse falhado aqui há uns anos a formidável exposição de Magritte que esteve na Galeria Jeu de Paume;

 

3.     Falhei a experiência praias de Paris em Agosto (ver foto). Elas estavam ali tão perto, bastava descer até às margens do Sena e espreguiçar-me (gratuitamente) numa daquelas deck chairs, espreitando com um olho os bateaux mouche - e usando o outro para seguir um jogo de petanque;

 

4.     Fazia parte dos meus planos dar uma passeata pelo Parc Monceau, o que ficou no tinteiro, apesar de ter andado por lá perto quando fui à Fnac de Ternes;

 

5.     Gosto muito das cadeiras verde tropa dos Jardins du Luxembourg e por mais de uma vez já estive para comprar uma (ou até mesmo duas!) das mais confortáveis (as que têm braços e que dão para estar quase deitado). Podia ter sido desta vez. Fica para a próxima;

 

6.     Há umas contas a ajustar entre mim e o Museu Carnavalet no Marais, onde se conta a história da cidade e que é considerado uma das maravilhas de Paris. Estou farto de passar à porta mas nunca me dispus a entrar, por esta ou outra razão. Espero ter oportunidade para o fazer ainda em vida;

 

7.     Já andei por diversas vezes Sena acima, Sena abaixo, em diferentes tipos de embarcação, mas falta a aventura fluvial de fazer o canal de Saint Martin até ao bassin de La Villette.

    

Devo ainda dizer que fiquei com remorsos de não ter insistido em apear-nos do Montmartrebus, na paragem junto à Place du Tertre, que a Marta gostaria de ter visitado.

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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

A última refeição na rue Dauphine

Para nos servir a última refeição desta investida sobre Paris escolhemos um restaurante tipicamente francês, como próprio nome indica: o Sushi 6, no 10 da rue Dauphine, na Rive Gauche.

Concordo que teria sido mais adequado e tipical umas cuisses de canard, ou até o mesmo um croque monsieur (o antepassado que está para a nossa gloriosa francesinha como o homem de Neandertal para o Homo Sapiens), mas a vida é feita destas pequenas contradições.

Apesar de Paris ficar claramente fora do raio de acção da ASAE, o Sushi 6 revelou ser um chinês travestido em japonês – uma tendência que pelo visto não é local, mas antes internacional.

Os ventos da globalização sopraram também até à ementa escolhida, o Menu Love (“alors, pas menu Amour, mais menu Love, c’est comme ça, la globalisation”) que integrava, além de duas sopinhas e duas saladas, oito sushis (quatro de salmão e outros quatro de atum), além de 12 makis alegremente baptizados Las Vegas e California -  tudo por 35 euros.

Como éramos quatro à mesa, incluindo a cervejinha (a japonesa Asahi e a chinesa Tsingtao, num pluralismo de encomenda comevedor na medida em que evocativo do tolerante slogan  “todos diferentes todos iguais”), a festa ficou a 18 euros por cabeça. Aproximava-se a hora de dizer Sayonara Paris!

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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Falhei uma vez mais a compra da Cruz de Guerra de Operações no Exterior na La Monnaie de Paris

Vagabundeávamos pelo Quai Conti, ao início da tarde da 3ª feira, 11 de Agosto, ainda antes do almoço (o petit dejeuner tinha sido tardio e caro) quando decidi emprestar uma dimensão pessoal à célebre afirmação de Kal Marx, no seminal 18 de Brumário de Luís Bonaparte, de que a História se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa (comédia, nalgumas traduções).

Aqui há uns anos, passeando sozinho por estas bandas, tropecei na boutique de La Monnaie de Paris e deixei-me encantar pela colorida profusão de condecorações e distinções militares disponibilizadas pela República Francesa, ao ponto de decidir adquirir uma, para usar em ocasiões mais ou menos informais (será que o concerto comemorativo de mais um aniversário da Metro do Porto na Casa da Música seria adequado?) no meu blazer azul escuro.

Como estava com tempo, fui rigoroso na escolha da condecoração usando o bom e velho critério da relação qualidade/preço, até me decidir por uma bem bonita e bastante em conta (abaixo dos 20 euros apesar de casar aparato e dignidade): uma Cruz de Guerra de Operações no Exterior, que poderia ter distinguido por exemplo, a minha heróica participação, ao lado das tropas francesas,  inglesas e israelitas, na Guerra do Suez (acho um pormenor irrelevante o detalhe de eu apenas ter quatro meses de idade quando a dita guerra deflagrou).

Aguardei pacientemente pela minha vez,  indiquei a Cruz que desejava, obtendo a resposta educada bien sûr monsieur, acompanhada do pedido singelo da exibição, se não fosse maçada, da documentação que me habilitava a usar a referida condecoração.

Passei uma vergonha,  o que valeu é que estou muito habituado a este tipo de encrencas e por isso rapidamente desandei, murmurando em minha defesa a estúpida alegação de que não fazia ideia de que era mesmo necessário ter sido oficialmente agraciado com a condecoração para poder comprar uma.

Pois este mês, decidi repetir esta tragédia, sob a forma de comédia, projecto que abortou porque esbarrei na porta fechada da boutique de La Monnaie de Paris (encerra em Agosto) quando me interrogava se o meu francês aguentava uma argumentação baseada no facto de ter sido major de um batalhão de paraquedistas na Guerra do Kosovo – e da documentação ter sido roubada de minha casa.

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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Flanando pelo boulevard Saint Germain

Decididos a não pagar a portagem de duas horas de espera para entrar no Musée d’Orsay, mantivemos o sangue frio e, reunidos a bordo do autocarro da linha 69, rapidamente decidimos que o Plano B adequado ao início da tarde do último dia da nossa estadia em Paris (3ª feira, 11.08.09) seria flanar um bocado pelo boulevard Saint Germain – e agimos em conformidade desembarcando logo no arrêt seguinte: Solférino-Bellechase.

Boa decisão! O tempo estava primaveril - apesar de ser Verão, as condições metereológicas de que beneficiamos nesta estadia de cinco dias foram excelentes, oscilando entre o primaveril e o outonal. As esplanadas estavam cheias de gente. Nada a objectar, portanto.

No quarteirão mais chaud do boulevard, aqueles 100 metros de passeio em que se acotovelam as livrarias L’Ecume des Pages e La Hune e os cafés Flore e Deux Magots (com a boa da brasserie Lipp a espreitar convidativa, do outro lado da rua) achei que tinha chegado a hora de pagar o meu tributo à cultura francófona.

Na L’Ecume des Pages investi 10, 60 euros na compra da biografia do belga Simenon, de Pierre Assouline (col. Folio, ed. Gallimard, 1059 páginas).

Na La Hune adquiri, por seis eurinhos apenas, uma edição de bolso de  Les Chiens et Les Loups, a última obra publicada em vida pela russa Iréne Némirovsky (n. 1903, Kiev, f. 1942, Auschwitz), de quem ainda  (lamentavelmente) não li a Suite Française.

A minha ideia inicial era comprar David Golder, o seu primeiro livro cuja temática é adequada a estes tempos desgraçados pela ganância dos banqueiros (a Irène sabia do que escrevia, porque o pai e o marido eram ambos banqueiros), mas esse não estava disponível.

música: Mudar, Alexandre Garrett
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

Fila de acesso ao Museu d'Orsay dava tantas voltas que até parecia um intestino (o grosso e o delgado)

Rever o retrato do dr Gauchet, o quarto de Van Gogh em Arles, e a igreja de Anvers-sur-Oise vale uma espera, estóica e militante, de duas horas para um tipo se munir de um bilhete de entrada no Musée d’Orsay?

A resposta a esta pergunta não é simples, porque se está a falar daquele que é o meu (e não só) museu favorito, predilecto e preferido de Paris - em particular da sala 35 onde estão expostos mais de uma dúzia de Van Goghs.

Papado o pequeno almoço (caro e tardio) de 3ªfeira, 11.08.09, no Relais de L’Hotel de Ville, voltamos a embarcar no bom e velho autocarro da linha 69 tendo como destino o Musée d’Orsay, instalado no edifício da estação ferroviária construída para a Exposição Universal de 1900 – e, por isso, a primeira obra de um museu que alberga arte (em especial pintura) do período 1848-1914.

A ideia era um raide sobre a sala Van Gogh, uma expedição de um hora, hora e meia no máximo, que muito provavelmente atingiria as duas horas pois estou em crer que não resistiria a uma dar espreitadela à mesa de cozinha e jogadores de cartas do Cezanne, que estão na sala ao lado, e levava fisgado pastar a vista do Canal de Saint-Martin, do Sisley, que está na sala 41 (ver foto).

A ideia era boa, mas ficou no tinteiro. A bicha de acesso dava tantas voltas que até parecia um intestino, o que nos desmoralizou instantaneamente, ao ponto de não chegarmos a desembarcar do 69 no arrêt Musée d’Orsay.

É evidente que a colecção do museu vale uma espera de duas horas, mas naquele dia de regresso à Pátria estávamos curtos de tempo – e apesar do museu de Orsay valer bem a espera de duas horas (e até uma missa) é 999.999 vezes preferível aplicar esse tempo no interior do museu, a admirar o que está nas paredes, do que no exterior, a ouvir a conversa das pessoas que estão próximas de nós na bicha.

O bilhete custa oito euros, o que até nem é muito se atendermos a que o pequeno almoço rafeiro no Relais de L’Hotel de Ville custou onze euros por cabeça. Estou em crer que o cartão de Press também funciona no Musée d’Orsay, mas se não funcionar é na boa que dou os oito euros. O problema é a espera.

Para desatar este nó, creio ter achado a estratégica correcta, que testarei na próxima visita a Paris. Ir à bilheteira do museu meia hora antes do encerramento (que é às 18h00, com a excepção das 5ª, em que só fecha às 21h45), quando de certeza já não há bicha - e usar o bilhete no dia seguinte. Um Ovo de Colombo, não acham?

música: Asas, GNR
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Reflexão motivada pelo pequeno almoço sobre as consequências funestas da passagem do meio dia

O meio dia divide cientifica e legalmente a manhã da tarde, mas pode ter consequências bem mais funestas do que a passagem do “Bom dia” para a “Boa tarde”, como eu tive oportunidade de comprovar no final do pequeno almoço (tardio) de terça-feira, dia 11 de Agosto de 2009, último dia da expedição a Paris, que aqui tem sido narrada com algum detalhe (porventura excessivo, mas não podia ser de outra maneira porque, como sabem todos os que me conhecem, eu também sou excessivo).

Saímos à pressa do hotel, depois de feitas e arrumadas as malas, e resolvemos ir ver a exposição do Eiffel em jejum – uma decisão absolutamente desprovida de qualquer motivação de índole religiosa, sublinhe-se a propósito.

Com os nossos conhecimentos dilatados, sentamo-nos na primeira esplanada que nos apareceu pela frente, pertencente ao café adequadamente (por motivos de ordem geográfica) denominado Relais de L’Hôtel de Ville, após o que encetamos com o empregado (o cavalheiro com ar levemente doentio que aparece na fotografia – seria gripe A?) as conversações tendentes a alimentar o nosso estômago - pois o espírito esse já tinha recebido alimento farto, gratuito e de qualidade.

Explicamos ao que íamos, declarando-nos satisfeitos com um croissant, um sumo e um café (por boca). O empregado respondeu perguntando-nos se não estaríamos interessados na formule. Indaguei se a opção  formule seria economicamente vantajosa para nós, ele disse, que sim, vai daí pedi a formule com croissant , jus de pamplemousse (toranja) - e o expressô mais aprés, un peu plus tard.

O senhor francês da fotografia esclareceu-me que o jus de pamplemousse caia fora do âmbito da formule, que só contemplava jus de orange – ao qual eu prontamente me rendi, para não causar mais problemas.

O empregado foi para dentro e voltou com a informação de que os croissants tinham acabado, mas que em alternativa, mantendo-nos ao estrito abrigo da formule, podia trazer-nos pão com manteiga – alternativa ao qual logo me rendi, sem pestanejar, para não introduzir mais areia na engrenagem que não estava muito oleada.

No seu segundo regresso, o empregado não trouxe o ambicionado pequeno almoço (tardio), mas antes uma informação horária com severas implicações inflacionistas (estou em crer que o seu compatriota Trichet o tramaria se fosse posto ao corrente deste grave episódio). Como tinha acabado de passar do meio dia (o que confirmei), deixara de ser possível servir-nos a formule – se queríamos o encomendado teria de ser à peça. Voltei a acenar a bandeira branca, precisando apenas que, uma vez que deixava de estar ao abrigo da formule então que viesse daí o sumo de toranja.

Moral desta história. Um pequeno almoço que, na versão formule, teria custado oito euros (o que já de si não é barato) ficou por 11 euros por cabeça. 

Estou muito sinceramente arrependido de não ter protestado, invocando como argumento que a hora a ter em conta pela gerência  do Relais de L’Hotel de Ville deveria ser a do início do pedido do pequeno almoço e não a do final das negociações. Mas fico-me por aqui. Assim como assim, não me parece que se justifique ajudar a entupir o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos com mais um recurso.

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Sete coisas que aprendi sobre Gustave Eiffel

Estivemos uma boa meia hora à espera na fila, mas não nos queixamos. Valeu a pena - apesar de estarmos com a barriga vazia.

Como a entrada era gratuita, e a Mairie de Paris gosta de assegurar que as pessoas têm espaço para saborear as mostras que promove, havia bicha para entrar na exposição Gustave Eiffel, le magicien du fer, patente até amanhã no Hotel de Ville.

Feitas as malas (e arrumadas num cacifo do Ibis Bastille), iniciamos o nosso último dia em Paris com uma viagem a bordo do autocarro da linha 69 até ao Hotel de Ville, animados pelo firme objectivo de ficarmos a saber mais sobre Eiffel, numa exposição que começava por ser atractiva logo no titulo (le magicien du fer) e acabou por se revelar sexy em tudo.

Fiquei a saber uma data de coisas novas, algumas das quais passo a inventariar despreocupadamente em beneficio dos leitores desprevenidos que por razões que, estou certo, lamentarão para todo o sempre, acabaram por dar uma olhada a este blogue:

1.     Ao contrário do que eu pensava anteriormente, a mostarda não é a maior criação de Dijon, título que deverá pertencer a Gustave Eiffel, aí nascido a 15 de Dezembro de 1832;

 

2.    A elegantérrima ponte Maria Pia pode muito bem ser a segunda obra mais importante de Eiffel. Além dos planos, fotografias e textos sobre a sua construção ocuparem parte importante da exposição, é afirmado, preto no branco, que o engenheiro alcançou a notoriedade internacional com a ponte ferroviária do Porto (1876);

 

3.    A estrutura metálica interna da Estátua da Liberdade é da autoria de Eiffel;

 

4.    Barcelona, sede da Exposição Universal de 1888, recusou o projecto de Eiffel de construir na Catalunha a torre que viria a tornar-se o ícone de Paris;

 

5.    A inteligência parisiense da época, capitaneada por Guy de Maupassant, lançou um violento manifesto contra a Tour Eiffel, preconizando a sua demolição. O pelotão dos críticos integrava ainda gente como Alexandre Dumas, Charles Gounod e Charles Garnier;

 

6.     Gustave Eiffel esteve directamente envolvido no escândalo da falência da sociedade construtora do canal do Panamá,  ao ponto do Governo francês ter decidir retirar-lhe a Legião de Honra;

 

7.     No final da vida, o audacioso Eiffel propôs-se construir um túnel ferroviário subaquático no canal de Mancha, ligando a França a Inglaterra. O túnel não seria subterrâneo, antes repousaria sobre o leito do canal. Os planos e cálculos detalhados deste projecto integram a exposição. Esta ideia arrojada não saiu do papel, por que ele não conseguiu convencer investidores e governos de que o material aguentaria a pressão e o desgaste provocados pelas águas.

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Onde se usa uma situação real para demonstrar a justeza do meu pó aos transbordos em Châtelet

Não sei se já vos disse, mas tenho algum pó à operação subterrânea de mudança de linha na estação Châtelet. Tanto pó que estou sempre disposto a fazer tudo ao meu alcance para evitar ter de a fazer.

A noite em Paris estava boa, era a última (espero sempre que não a derradeira), pelo que quando chegamos à entrada para o metro St-Michel, os nossos caminhos bifurcaram-se.

O Funano, a Titi e a meninas, que estavam com pressa pois não queriam dormir a correr e tinham de acordar de madrugada para irem apanhar o avião a Charles de Gaulle, optaram por ir no metro da linha 7 até Châtelet, onde mudariam para a linha 1, direcção Château de Vincennes, que os levaria até à Bastille.

Nós, como tinhamos tempo (o voo de regresso era só ao início da noite) e odiamos os transbordos em Châtelet, optámos por lento passeio romântico.

Ao atravessar a pont Saint Michel, detivemo-nos a ver os bateaux mouche a passar (sem nunca ceder à tentação de cuspir de cima), jurámos que da próxima vez iríamos ver a vista ao último andar de La Samaritaine, apreciámos o edifício da Conciergerie, admirando calmamente a agulha da Saint Chapelle e andámos até ao acesso ao cais da linha 1 do metro em Châtelet.

Passado um bom meio minuto apóstermos desembarcado na plataforma, qual não foi a nossa surpresa ao vermos chegar o Funano,  a Titi e as meninas, que, enquanto nós nos passeávamos preguiçosamente sob o céu de Paris,  esperavam pelo metro em St- Michel e afadigaram-se na ingrata tarefa do transbordo subterrâneo em Châtelet.

Já perceberam porque é que tenho pó aos transbordos em Châtelet?

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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