Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Denúncia da tenebrosa conspiração russa das carteiras e porta moedas alérgicos a dinheiro

 

Há carteiras e porta moedas que, muito infelizmente, são confeccionados com um material alérgico a dinheiro.

Esta situação encerra em si uma consequência gravosa – uma insuportável pressão inflacionista -,  requerendo, assim, análise urgente e aturada por parte dos Ministérios das Finanças, Economia, Defesa e Negócios Estrangeiros.

Os infelizes proprietários de carteiras e porta moedas alérgicas a dinheiro são impelidos, por uma inexplicável força interior, a torrá-lo rapidamente, precipitando-se numa voragem consumista que anima o consumo interno mas é perniciosa para a evolução da taxa de inflação.

Para além de andarem sempre tesos, os infelizes proprietários de carteiras e porta moedas alérgicos a dinheiro são socialmente tão descriminados como os moradores do bairro do Aleixo, os fumadores, os ciganos e as mulheres que teimam em não pintar de vermelho as unhas dos pés.

Estes infelizes são olhados de lado pela imensa comunidade de compradores de certificados de aforro, PPR e fundos de investimento - e acusados à boca pequena de serem “estroinas”, “esbanjadores”  e “gastadores incontinentes”.

Por todas estas razões e mais uma (os mais elementares princípios da solidariedade nacional obrigam-nos a um esforço de integração destes infelizes)  urge adoptar um plano de combate às carteiras e porta moedas alérgicos a notas e moedas.

Os ministérios das Finanças e da Economia devem dar as mãos para descobrir a origem criminosa destas carteiras, sendo que será criminoso  negligenciar a pista russa.

Acidentalmente, cruzei-me hoje, na praia do Zavial, com um ex-colega de Faculdade que em voz baixinha, como se estivesse a falar numa catedral, murmurou ter um amigo que é da Maçonaria e lhe confidenciou estar em curso uma manobra subversiva destinada a sabotar as economias dos países da Nato.

O Putin terá dado luz verde a uma vasta operação secreta que consiste em encharcar todos os países subscritores do Tratado do Atlântico Norte com atraentes e baratas carteiras e porta moedas alérgicos a dinheiro, etiquetadas Made in China apesar de serem fabricados clandestinamente numa fábrica de marroquinaria localizada na Ossétia do Norte.

Enquanto, Pinho e Teixeira dos Santos, não convencem Sócrates e o ministro Amado a colocarem a questão em Bruxelas, na próxima cimeira da Nato, há duas medidas de protecção que devem ser imediatamente adoptadas:

1.     Vítor Bento tem de pôr em marcha um gigantesco plano para que o mais rapidamente possível as máquinas de multibanco geridas pela SIBS passem a dispensar notas de cinco euros. Numa altura crítica como estas, é melhor andar com pouco dinheiro no bolso;

 

2.     À mínima suspeita de serem infelizes possuidores de carteiras e porta moedas alérgicas a dinheiro, os portugueses devem guardá-los numa caixa de sapatos, passando a usar um clip dos grandes para acondicionar as notas e guardando as moedas no bolsinho apropriados dos jeans.

 

Este alerta e sugestões constituem mais um modesto contributo meu para vivermos num mundo mais perfeito.

 

música: Uma noite no Monte Calvo, Mussorgski
publicado por Jorge Fiel às 20:12
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

As minhas contribuições para um Mundo perfeito Parte V pele impermeável

 

Não tenho a menor dúvida. Se Deus existisse (ou pelo menos se fosse uma pessoa atenta e com a mania da perfeição), a nossa pele secaria a uma velocidade supersónica, dispensando o uso de toalhas.

 

Penso mesmo que a nossa pele deveria ter características de impermeabilidade idênticas às dos novos tecidos inteligentes usados no fabrico das camisolas dos jogadores de futebol, que permitem deixar sair a transpiração mas impedem a entrada de água.

 

Esta minha reflexão e contribuição para um Mundo perfeito deriva do facto de detestar secar-me depois do banho, o que me leva a recorrer ao truque (eficaz, mas altamente consumidor de tempo) de me envolver num roupão turco, logo à saída do chuveiro, e andar a passear pela casa a fazer pequenos almoços, a arrumar coisas, ou a passar em revista o correio electrónico, até ficar completamente seco e poder vestir-me sem ter a maçada de me esfregar com a toalha.

 

Também é dramática para mim a experiência de lavar as mãos em casas de banho públicas, já que por norma são más, ou apenas sofríveis, todas as soluções de secagem das mãos apresentadas.

 

Anda tudo preocupado com a lavagem das mãos, quando o nó do problema está antes na sua secagem.

 

Acho pura e simplesmente abomináveis aqueles horrorosos dispositivos de aspiração, que produzem um barulho insuportável e demoram uma eternidade até desempenharem, de forma pouco satisfatória, a tarefa para que foram concebidos. Eu não os uso. Prefiro limpar as mãos às calças ou a um lenço. Se mandasse, proibia-os!

 

O sistema de toalhas de puxar parece-me muito pouco higiénico porque para conseguir o acesso a um pedaço de toalha limpa é preciso puxar pondo as mãos acabadas de lavar em cima do caldo de bactérias que é o pedaço imundo e infecto de toalha suja pelo utente anterior.

 

A dispensa de toalhas de papel é menos mau, apesar de muito facilmente vandalizável o que leva a que frequentemente não haja papel disponível.

 

O melhor dos sistemas de secagem de mãos ainda é o dos quadradinhos individuais de toalha branca, que lamentavelmente só está disponível em hotéis e em restaurantes em que a conta por cabeça anda acima dos 50 euros.   

 

Todos estes transtornos e maçadas não existiriam se viéssemos equipados de origem com uma pele impermeável – ou dotada de uma capacidade de evaporação instantânea.

 

Já agora, parece-me completamente despropositado suar molhado. É uma sensação horrível estar a trabalhar e sentir a camisa colada ao corpo. E é perfeitamente dispensável o cheiro a humanidade, que afecta os transportes públicos nas primeiras carreiras da manhã e que tem como principal componente o suor ressequido há vários dias.

 

Deus deveria ter-nos apetrechado com um mecanismo inodoro de expulsão a seco das toxinas que actualmente abandonam o nosso corpo sob a forma de suor nojento.

 

Imaginem, por um minuto só a beleza, que seria podermos rebolar na areia logo a seguir a um mergulho no mar sem ficarmos tipo croquete!?! Acreditem que piores sensações que um ser humano pode experimentar é a de ter areia nas virilhas.

 

Andar à chuva seria uma experiência bem mais agradável se a nossa pele fosse impermeável.

 

Só encontro duas explicações para o lamentável facto de não estarmos equipados com essa capacidade de evaporação supersónica.

 

1.     Deus não existe;

 

2.     Deus existe mas tem acções de uma grande fábrica de têxteis lar!

 

 

música: Patchouly, Grupo de Baile
publicado por Jorge Fiel às 13:46
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

As minhas contribuições para um Mundo perfeito Parte IV interruptor de memória

 

 Memória da passageira do vento, de Bourgeon

 

As recordações são uma arma de dois gumes -  ou de dois legumes, na avançada e desempoeirada (apesar de hilariante…), versão pachequiana. Refiro-me ao Pacheco treinador do Boavista e não ao homónimo e recém falecido «sacristão do surrealismo» (João Gaspar Simões dixit), ou «neo-abjeccionista» (na avalizada opinião do próprio).

 

Tenho para mim que num Mundo perfeito seríamos nós a comandar a memória e não a memória a mandar em nós que, como já devem ter reparado, é o que acontece.

 

À medida que vamos para velhos (a propósito, fui às lágrimas ao ler no Expresso a notícia de criação de um movimento cívico de «jovens com menos de 45 anos») damos por nós a recordar com precisão cinematográfica acontecimentos ocorridos há 20 ou 30 anos mas a não nos lembrarmos do nome de um objecto ou de uma pessoa conhecida.

 

Numa almoço familiar de domingo, a minha mãe (que regula a idade pela do Saramago e do Soares) é capaz de repetir duas vezes, usando sempre as mesmas palavras e sequência narrativa, o mesmo episódio da minha infância que me deixa embaraçado junto do meu filho de sete anos.

 

E no domingo seguinte pode voltar a repeti-lo timtim por tintim. Neste particular, a memória é como uma pilha enorme de pratos num equilíbrio instável. Se cometermos a imprudência de tirar um prato do meio, dá-se cabo de tudo.

 

Esta memória prodigiosa da minha mãe relativamente aos tempos gloriosos da Guerra Fria e da televisão a preto e branco, não se estende, lamentavelmente, até ao tempo presente.

 

Ela lembra-se perfeitamente da última vez que eu fiz xixi na cama ou do dia em que eu fui à capela do liceu rezar e pedir a Deus para não ter negativa no ponto de Matemática (depois de o ter feito e me ter espalhado ao comprido), mas não se recorda onde pôs os óculos, se trouxe ou não a bengala – e faz confusão com as datas, como não tem a certeza se hoje é sábado ou domingo, fica baralhada e não sabe se é amanhã ou depois de amanhã que tem a consulta marcada no dentista.

 

Quer-me parecer que a memória é uma espécie de cisterna, com uma capacidade limitada de armazenamento, e como a minha mãe já a esgotou, há já algum tempo, com tralha que já não interessa a ninguém, não tem agora espaço para guardar novas informações de que precisa.

 

Está mal. Nós devíamos vir equipados de origem com uma espécie de interruptor da memória, que nos permitisse apagar os ficheiros que não interessam para dar lugar a outros novos.

 

A nossa memória devia poder ser administrada da mesma maneira que gerimos o espaço nos armários e prateleiras, despachando roupa, livros e objectos que já não nos servem ou interessam, para criar espaço para o fato novo, os «paperback» de Martin Cruz Smith, ou o barro da Savimba.

 

Seríamos muito mais felizes se tivéssemos o interruptor da memória.

 

Por exemplo, se eu pudesse já tinha apagado o ficheiro da recordação daquele jantar da nossa patota, num restaurante de Matosinhos especializado em pratos de bacalhau, em que todos nós bebemos ainda mais do que o costume e armamos um banzé tal que a casa teve de fechar as portas.

 

Ficaria feliz por poder apagar da minha memória esse e outros ficheiros, que, para os exorcizar, mais tarde ou mais cedo partilharei convosco aqui na lavandaria.

 

Mais. Para o Mundo ser perfeito, nós devíamos nascer com uma entrada USB incorporada, que nos habilitaria a ter uma espécie de Purgatório de ficheiros de recordações.

 

Vejamos um exemplo. Queremos viver a próxima queca com a nossa mulher com a excitação da primeira vez?  Simples. Armazenamos numa «pen» os ficheiros relativos à recordação de todas as quecas passadas.

 

Já lhe passou pela cabeça a enorme pedrada que seria arquivar provisoriamente algumas pastas de ficheiros nesse extraordinário limbo que seria a «pen» da nossa memória e voltar a saborear e viver, pela primeira vez, experiências como o golo de cerveja gelada a acompanhar uma francesinha, o desfrutar da skyline de Nova Iorque (vista do ferry para Staten Island), devorar as aventuras de Astérix (escritas por Goscinny), ouvir a voz de Sandy Denny, ver o «Lost in Translation» e festejar um título de campeão nacional do FC Porto?

 

 

música: Lucy in the sky with diamonds, The Beatles
publicado por Jorge Fiel às 14:17
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

As minhas contribuições para um Mundo perfeito Parte III subidas e descidas

 

A existência de subidas – estou a referir-me, por exemplo, à subida para o Alto da Graça, em Lisboa, ou à da rua 31 de Janeiro, no Porto (para já não falar da Rampa da Escola Normal!)  - é uma das coisas que mais me faz desconfiar seriamente de que Deus não existe.

 

Se Deus existisse - parece-me - o Mundo seria mais perfeito e por isso não teria subidas. Apenas descidas.

 

Não quero com isto defender um Mundo plano, como pretende o título do «best seller» do nosso preclaro amigo e guru Tomas Friedman, que tenho a certeza absoluta seria um frequentador assíduo da lavandaria caso dominasse a língua de Camões o que, lamentavelmente não acontece, apesar de estar disponível no mercado um curso audiovisual da Berlitz para a aprendizagem do português em nove semanas e meia (presumo que na companhia da Soraia Chaves).

 

Lisboa perderia todo o encanto sensual sem as suas sete colinas, se fosse tão rasa, tão rasa que saísse ao pai, como Amesterdão.

 

O que eu preconizo é um Mundo com descidas mas sem subidas, um objectivo que acredito estar fora do alcance da mão e cérebro humanos.

 

O Homem foi capaz de inventar a roda, o telemóvel, a penicilina e o formidável conceito de férias pagas. Muito provavelmente descobrirá a cura contra o cancro e como evitar a queda do cabelo e parar o envelhecimento.

 

Mas acho que está muito para além da capacidade das nossas célulazinhas cinzentas solucionar a equação da inevitabilidade de que o que se desce agora se subirá depois - e vice versa.

 

Penso que esta inevitabilidade é o prolongamento topográfico do dostoeivskiano principio do castigo que pune o crime e, ainda, uma outra possibilidade de declinação prática do sábio provérbio anglo-saxónico «no pain no gain», que poderá ser liberalmente vertido para a nossa língua com o seguinte enunciado: a única coisa que cai do céu é a chuva, se queres dinheiro ou engatar uma gaja tens de te atirar para o chão (sinónimo de «te esforçares seriamente») para o conseguir.

 

Só uma mão divina poderia substituir todos os elevadores da Bica ou da Glória, ou funiculares de Guindais desta vida, na urgente e premente tarefa de exterminar as íngremes subidas que tornam mais difícil e penosa a nossa passagem por este Mundo.

música: Spinning wheel, Blood Sweat & Tears
publicado por Jorge Fiel às 13:03
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

As minhas contribuições para um Mundo perfeito Parte II salários e tempo

 

As políticas salariais e o paradigma vigente de progressão nas carreiras, unanimemente aceites, são, no meu entender (que não é modesto!), uma das mais gritantes evidências de que este Mundo está de pernas para o ar e o pessoal está de tal modo alienado que não repara nisso.

 

Antes de tudo, quero sublinhar que a unanimidade nem sempre é consensual - e que neste particular das políticas salariais eu caio claramente fora da rançosa unanimidade.

 

Não me parece bem que uma pessoa ganhe pouco no seu primeiro emprego e que depois, os seus rendimentos vão lenta e seguramente aumentando à medida que ganha peso, perde cabelo e progride na carreira, atingindo o zénite (ou seja o maior número de zeros no recibo do vencimento) quando está prestes a reformar-se e as decisões mais importantes que lhe resta tomar na vida é se devemser cremados ou ter um enterro verde – e quando vai perder a vergonha e desatar a engolir comprimidos de Viagra uns atrás dos outros.

 

Para mim, é claramente injusta uma sociedade que obriga os seus cidadãos a trabalharem como cães (esta imagem é um bocado estúpida, pois eu nunca vi cães a trabalharem, mas enfim, percebem o que eu quero dizer, se escrevesse «trabalhassem como ucranianos» podia soar xenófobo) quando estão no auge das suas capacidades físicas e mentais -  e adorariam ter tempo livre para viajar, namorar, divertir-se e quecar como se não houvesse amanhã.

 

É claramente injusta um sociedade que paga mal aos seus cidadãos quando eles mais precisam de dinheiro para comprar casa, carro, a máquina de café Nespresso, o LCD, serigrafias do José Guimarães, sofás do Ikea, roupas da Gant ou da Fashion Clinic e Macs coloridos.

 

Está mal. Quando somos novos e mais precisamos do dinheiro e do tempo, obrigam-nos a trabalhar e pagam-nos mal.

 

Quando começamos a cair da tripeça e a levar a sério a pergunta retórica «Olá pá, estás bom?!» (e respondemos: «Obrigado, a tensão arterial anda menos mal, da última vez que a medi estava 14.5/8.3. Mas o colesterol é que não há meio de baixar, tenho mesmo de cortar no queijo e no presunto. Olha, já sabes que o Adriano foi operado à próstata?!») é que estamos financeiramente desafogados e com uma «overdose» de tempo provocada pela moda estúpida de mandar para reforma antecipadamente todas as pessoas que ainda se lembram de na sua juventude terem visto televisão a preto e branco.

 

Num mundo perfeito, em vez de crescer, a quantidade de dinheiro e tempo disponíveis deveria minguar ao longo da vida.

 

 

 

 

música: All around my hat, Steeleye Span
publicado por Jorge Fiel às 13:02
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

As minhas contribuições para um Mundo perfeito Parte I emprego e desemprego

 

A minha vida ociosa tem sido mãe para alguns pensamentos, como muito oportunamente me avisou o preclaro Pedro Barbosa Pinto, distinto frequentador desta lavandaria.

 

Como não tenho segredos para as minhas amigos e amigos, início hoje a partilha e socialização de todos os pensamentos de carácter filosófico que vão germinando na minha pobre e desocupada cabeça durante este período em que apesar de continuar a ser depositado no banco, ao fim do mês, o meu gordo salário, estou dispensado do «dever de assiduidade» ao Expresso.

 

De certo, os ilustres membros desta lavandaria não se espantarão se a primeira reflexão, digamos o primeiro momento filosófico visando contribuir para um Mundo perfeito, estiver relacionado com a magna e candente questão do emprego e desemprego.

 

O Mundo está dividido em duas partes: os empregados e os desempregados.

 

O Mundo está ainda dividido em duas outras partes: as pessoas que gostam de trabalhar e os calaceiros com ódio ao trabalho.

 

Muito infelizmente estas partes não são coincidentes.

 

Há gente empregada que odeia trabalhar.

 

Há gente no desemprego que ama trabalhar.

 

O mundo perfeito será aquele em que estas partes sejam coincidentes.

 

Em que os que não gostam de trabalhar e estão a ocupar indevidamente um posto de trabalho sejam enviados para o desemprego, dando a vaga aos que estão desempregados e são viciados em trabalho.

 

A função do Estado é dar o seu melhor no ajustamento entre estas partes, em ordem a proporcionar a felicidade aos seus cidadãos.

 

música: What am I supposed to say?, Lisa Loeb
publicado por Jorge Fiel às 16:30
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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