Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

O Snoopy não tem lugar numas cuequinhas sexy

 

Acham mesmo que o Snoopy acrescentaria alguma coisa à bela imagem desta pin up?

 

“Eu? Bom, o que se poderá dizer da natureza emocional de alguém cujo prazer máximo é conjugar cuecas de algodão (daqueles packs de 3 da Womens’s Secret ou das do H&M com o simpático Snoopy, por exemplo), com soutiens fabulosos, super sexy?

Nada faz sentido nas minhas ‘produções’ de lingerie, o que leva a crer que sou uma pessoa caótica mentalmente mas – e o melhor vem agora – com um grau de excentricidade e genialidade notáveis. Dali não era excêntrico? E um génio também? Pois eu descobri, através da análise da minha roupa interior, que sou não só excêntrica como genial”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 103

Devo dizer que apesar de nunca ter espiolhado nas gavetas de lingerie da autora, não me foi difícil adivinhar que ela era possuidora de elevados graus de excentricidade e genialidade.

Sempre gostei muito das tiras do Charlie Brown, do Schulz, mas devo confessar que não considero uma coisa ultra-excitante deparar com as orelhas do Snoopy  - ou a imagem do próprio cão deitado a dormir em cima da sua casota - estampadas no último obstáculo que me separa de uma boa queca.

Calculo que a Hello Kitty deve comercializar uma linha completa de lingerie feminina, mas a figura daquela gata sem boca não é exactamente um tónico para a libido masculina.

O inverso também deve ser verdadeiro. Em Vicky Cristina Barcelona, na noite em que problemas digestivos graves a obrigaram a vomitar em vez de dar uma queca com o Javier Bardem, a boa da Scarlett começou por condicionar o seu alinhamento na festa ao visionamento prévio das cuecas do rapaz.

Presumo que ela não ficaria agradada se ele usasse slips com decoração tipo pele de tigre -  ou mesmo boxers ilustrados com figuras dos 101 Dálmatas ou pais natais.

A autora que me desculpe (levo isso à conta de uma das suas mais excêntricas excentricidades), mas o Snoopy fica bem numa t shirt mas não tenho a certeza que fique a matar numa cuequinha que se pretenda sexy.

música: Aerograma, Trovante
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

E que tal usar um soutien Triumph sem cuecas?

 

Jayne não caprichou muito no guarda roupa para este seu encontro com Davy (Avaria Sexual, Gina nº 192)

 

“Eu odeio conjuntos no que toca a lingerie, apesar de ter resmas deles comprados e oferecidos nas minhas gavetas. Pior, penso mesmo que tal me provoca reacções alérgicas. Daí sentir-me uma aberração no Planeta Lingerie quando comparada com as restantes mulheres.

Ora, analisando isto friamente, conclui-se rapidamente que quem usa conjuntos, sejam eles de seda, renda ou algodão, são pessoas emocionalmente estáveis, com objectivos de vida definidos e personalidades estruturadas”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 102

 

Eu já desconfiava que a autora era uma pessoa completamente na moda. Ao ler este trecho, em que ela nos revela não ser favorável ao uso de conjuntos de lingerie, obtivemos a confirmação de que ela é trendy até na maneira como usa o underwear.

Não sei se repararam, mas o mundo mudou muito nos últimos anos. Dantes, era tudo muito regulamentado. A carne tinha de ser acompanhada por tinto, o peixe grelhado por um branco seco, os doces pediam um licor e o Serra um Porto. Agora é tudo à balda. A regra é não haver regra. Ninguém lhe levará a mal se prolongar o tinto para a sobremesa - ou se pedir um Evel Branco para regar  umas tripas à moda do Porto.

Estes ventos revolucionários estenderam-se ao domínio da roupa. Na semana passada, em conversa com a Katty Xiomara (que desenha também uma colecção de lingerie!) ela explicou-me que desde que está na moda (há dez anos) verificou uma mudança estrutural: as pessoas perderam o medo de arriscar e são capazes de vestir em simultâneo peças Zara, Katty e Calvin Klein.

A própria Katty era a prova disso, vestida com umas calças de ganga Fornarina, sapatos Stella McCartney for Adidas, t shirt H&M,  malha Zara e casaco Katty de caximira preta (a mala, branca também foi desenhada por ela).

Devo salientar que esta desregulamentação também inclui a combinação entre um soutien da Triumph e a ausência de cuecas - ou as mamas ao léu rematadas por umas cuequinhas Victoria’s Secret.

música: Deixa lá, Trovante
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Também se come com os olhos

Apesar de usar um conjunto de lingerie, temos de convir que a Laetitia Casta se apresenta com um ar bastante apetitoso

 

“Não há semana que passe sem que receba mails ou sms’s das minhas amigas a contarem-me, em plena euforia, que se acabam de arruinar com conjuntos de lingerie lindos de morrer ou que perderam a cabeça e decidiram dévaliser o stock de fios dentais, asas deltas com as respectivas partes de cima numa loja qualquer”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 102

 

Longe de mim querer desvalorizar a importância do embrulho. Toda a gente sabe que também se come muito com os olhos e é por isso que a Triumph, a Victoria Secrets e a Claudia Vieira continuam a prosperar,  apesar de atravessarmos “a crise que só se vive uma vez na vida”.

Que atire a primeira pedra o homem que não fica excitado na presença de uma perna vestida com uma meia preta encimada por um cinto de ligas.

Rendas, nós, laços são algumas das marotices usadas pelos criadoras/es de lingerie para porem as cabeças dos homens a andar à roda –  e as mulheres a arejarem imprudentemente os seus cartões de crédito.

Colocado ao serviço do rabo adequado, um fio dental não só fica muito bem como ainda por cima é prático - basta afastar um bocado para o lado e entrar, o que é uma vantagem quando se está com pressa e/ou sofreguidão.

O sistema de meias que terminam na parte superior da coxa,  e são seguras por intermédio de elásticos ou cinto de ligas, também é muito funcional porque, ao contrário do que sucede com os collants tradicionais, as meias não precisam de ser despidas e o seu uso é compatível com o desenrolar de todas as fases das hostilidades.

Os soutiens sofisticados e tecnologicamente avançados conseguem, através de engenhosos sistemas de elevação, proporcionar decotes excitantes ao olhar guloso dos homens.

O problema é depois, quando, após termos conseguido, com os dedos nervosos, abrir o fecho e libertar as mamas, verificamos que o conjunto prometia mais - em elevação, firmeza e volume – do que realmente tinha para oferecer.

música: Fizeram os dias assim, Trovante
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Sexta-feira, 23 de Março de 2007

Sete coisas que acho sexy

 

Ora aí está a tão aguardada lista dos meus sete pecados mortais, de sete coisas que acho sexy numa mulher. Não tenho a mínima dúvida de que divulgar esta lista é um acto kamikaze. Se calhar pior que kamikaze porque ao contrário do que acontecia com os valentes (e doidos) pilotos japoneses dos caças Zero durante o ocaso da Guerra no Pacifico, eu vou ficar por cá a arcar no lombo com as consequências deste acto irreflectido.

 

Sei que vou ser crucificado (o que vale é que, num passado distante, há pelo menos um precedente honrado). Sinto-me como um cordeirinho a encaminhar-me para a matança. Mas mesmo assim não recuo. É estranho. Deve ser a atracção do abismo. A minha costela «voyeur» a desvendar-se. Ou então não é essa mas antes a costela exibicionista que triunfou e vai a prejudicar irreversivelmente o futuro da minha carreira, se é que isso (o futuro da minha carreira) existe e não é apenas uma miragem a que só eu tenho acesso.

 

Peço desculpa de não ter abordado o tema do Orgasmo Vertical, o magnifico conceito elaborado por Eduardo Prado Coelho. Fica para outra vez.

 

Parto domingo de manhã para Moscovo, de férias, e deixo-vos em herança esta lista para comentarem e debaterem.  Não façam cerimónia. Se for necessário, recorram ao insulto e ao espezinhamento. Portem-se mal. Prometo que à volta comentarei tudo - e os frequentadores habituais sabem que quando digo que é tudo, é tudo mesmo.

 

Este domingo não há, por isso, Sunday Post. No próximo dia 1de Abril também não. Será substituido nesse dia por uma edição única e especial do Moscow Times - ou do Pravda. Se a editar no domingo 1 de Abril optarei pelo Pravda, que como presumo que sabem quer dizer verdade em russo. Se for na segunda, penso que optarei pelo mais circunspecto Moscow Times.

 

Façam o favor de se divertir (e já agora serem felizes) durante a minha ausência.

 

 

1. Enormes seios! Pois, já estavam mesmo à espera disso. É tão tipico dos homens ficaram babados e doidos na presença de enormes seios. Pensem bem. Não foi por sair ao pai ou por ter um palminho de cara que a Pamela Andersen saiu onze vezes na capa da Playboy. Eu não fujo à regra. Atraem-me as mamas grandes (dão vontade de um tipo meter a cabeça ali no meio e adormecer, mas também despertam outras vontades e ideias que me inibo de detalhar).

 

Mas também gosto de mamas pequenas e de mamas médias. De mamas com a auréola à volta do bico do tamanho XL (tão grande como às vezes a Lua aparece, não sei bem porquê) e de mamas com auréolas minúsculas. E não me parece haver contradição nenhuma no que acabo de declarar. Gostar de carne não implica não detestar peixe. Salivar a pensar num rodovalho grelhado não é contraditório com a visita mensal ao Mineirão do Cais de Gaia, para me empanzinar com um rodízio de carne que atinge o seu zénite coom o desembarque do cupim.

 

Uma última coisa. Elas (as mamas) são todas diferentes. Mesmo as duas constiituintes do mesmo par têm a sua individualidade (não é por acaso que a boa da Scarlett Johanssen baptizou cada uma das suas com um nome diferente). É preciso conhecê-las para saber como tratá-las e evitar que uma fique com ciumes da outra.  Está redondamente enganado quem pensa que quem viu um par de mamas as viu a todas -  ou, como disse o Orson Welles , que quem viu todas viu apenas umas!

 

2. Lingerie erótica. É vulgar, mas é verdade. Esse pacote todo do ligueiro e meias pretas (ou de rede, ou de fantasia, ou...) deixam-nos de cabeça perdida. A mim e ao resto da confraria. Pode ser triste e pouco sofisticado. Mas é uma dura verdade.

 

É muito excitante a perspectiva de não ter que despir as meias da parceira antes de iniciar o truca truca. É muito agradável à vista (direi mesmo, um regalo para os olhos) o contraste entre o preto das meias (muitas das vezes com o canhão superior escurecido) e o branco da carne da coxa. Presumo que não estou a dar uma novidade, apesar de estar perfeitamente consciente que muita gente me vai acusar de estar a achincalhar a condição feminina. 

 

Mas a lingerie erótica não se esgota neste cliché. Ao longo da vida já me foram dados a ver belíssimos conjuntos, das melhores marcas (da clássica Triumph à mais atrevida Victoria's Secret), dos mais variados formatos (desde as cuecas de gola alta até às de fio dental)  e cores (preto sim, mas também roxos, laranjas, enfim uma paleta bem sortida);

 

3. Cabelo curto. Nada contra as mulheres de cabelo comprido. Paz e amor! Também gosto muito de vocês!  Mas acho n sexy o cabelo curto, muito curto até. Uma das vantagens do cabelo curto é facilitar o acesso ao pescoço, parte da anatomia feminina que temo estar a ser negligenciada. pode ser impressão minha, mas veêm-se cada vez menos chupões por aí - e acho que toda  gente está de acordo em achar erótica a visão de um chupão (ou até mesmo de uma pequena nóda negra num local estratégico..;   

 

4. Sapatos de salto alto. Tenho algum fetichismo por pés. Mas o efeito dos sapatos de salto fino e alto verificam-se a montante, já que melhoram imenso as linhas do tornozelo e das pernas (e podem conferir um suplemento de erotismo ao andar).

 

Também gosto da generalidade das botas (acessório que se tem soficticado imenso nos últimos tempos), excepção feita às botas brancas (grrrrrrrr). E acho mil vezes preferiveis as  botas sem tacão do que botas que assentam em cunhas (essas são, no meu entender, absolutamente horriveis). Mas aprecio outras coisas. Um pé bonito fica o máximo dentro de uma sandália com salto. E também me fala ao coração (para não dizer outra coisa) ver um pé calçado com umas havianas azuis e uns jeans curtos, à pirata;

 

5. Fio dental. Tenho vergonha de o confessar, pois acho ordinária a moda de mostrar o topo da cueca de fio dental. Ordinário, mas sexy. Apesar de não se um especial fã das cuecas de fio dental, tenho de reconhecer que tem valências muito uteis, como, por exemplo, a de não ser preciso despi-las (basta afastar) para ir directo ao assunto;

 

6. Falar durante. Acho muito fixe dizer o que nos apetece (mas mesmo tudo o que nos apetece e usando todas as palavras disponiveis no dicionário) durante o acto. E ao contrário do que possam pensar, isso não se trata de uma taradice dos tempos modernos. Na sua tese de doutoramento, a antropóloga Catarina Casanova concluiu que os chimpanzés vocalizam sempre quando copulam. Esta é para os que gostam de ir buscar exemplos à vida animal, como por exemplo ao comportamento dos pinguins. O exemplo dos chimpanzés é melhor porque estão mais próximos de nós que os infelizes dos pinguins.

 

7. Ligeiro estrabismo. A simetria nunca foi o meu cânone. Excitam-me muito uns olhos ligeiramente desalinhados  - bem até podem se um bocado desalinhados, mas nada da exageros como o Medeiros Ferreira que olha para as duas câmaras ao mesmo tempo. Também acho muito sexy o olhar das míopes;

 

Tenho dito

 

 

A foto que encima este «post» foi cedida pela Pecadora, uma colega que tem um blogue (http://asfantasiasdeumhomem.blogspot.com/ ) que vale bem uma visita  - ou até mesmo várias

 

publicado por Jorge Fiel às 10:48
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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