Sexta-feira, 6 de Março de 2009

A relação entre a Clara de Sousa vestida de latex e o swing entre casais de marcianos e terráqueos

"Gostava que houvesse um reality show de cada estação de TV, onde  as estrelas de fossem protagonistas de um show de pornochanchada. Imaginel só: o Fernando Mendes a fazer 69 à Tânia Ribas de Oliveira e num ménage à trois com esta e a Sílvia Alberto; ou a Clara de Sousa vestida de cabedal a dar chibatadas no Rodrigo Guedes de Carvalho, mas, melhor ainda, na redacção da TVI, onde o Vítor Bandarra, como realizador, dirigia um filme chamado o Jornal dos Graúdos, onde a Leonor Poeiras era desempoeirada pelos seus co-workers. Querem mais? Aguardem a sequela, seus tarados!”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 156

 

Andou por aí a correr uma anedota que tinha como base uma cena de swing entre dois casais: um terráqueo e o outro marciano.

O terráqueo macho só percebeu a impaciência com que a parceira marciana lhe esfregava as orelhas no decorrer das hostilidades quando no final trocava impressões com a mulher e ela, com um ar radiante e satisfeito, lhe disse:

- Sabias que a pila dos marcianos cresce sempre que lhes mexemos nas orelhas?

Sem desprimor para as fantasias entre celebridades televisivas, todas elas muito produtivas e estimulantes (1), elencadas pela autora, atrevo-me a sugerir um encontro sexual entre uma marciana e José Rodrigues dos Santos que nos possibilitaria apurar de fonte limpa se ele é ou não um ET.

Evitando cair na gratuita tentação de imaginar Manuela Moura Guedes a interpretar o remake, realizado por Woody Allen, da fita que celebrizou Linda Lovelace, sugiro ainda uma cena em que a Alberta Marques Fernandes - com um Big Tasty na mão e a twitar com a outra - confraterniza com o Rangel, que a quer convencer a fazer a saudação de abertura da Telecinco.

…………………

(1) Apreciei em particular cena em que a Clara de Sousa e o Rodrigo Guedes de Carvalho, ambos vestidos de látex, se entregavam a brutais práticas sado-masoquistas.

música: Hopelessly addicted, The Corrs
publicado por Jorge Fiel às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Já não se fazem homens como havia antigamente

A Sofia Loren gostava de homens-homens

O comentário à sexta fantasia levou-nos por ínvios caminhos até ao fenómeno metrossexual, o que obrigou a um desdobramento. É a vida, como diria o camarada Guterres.

Os metrossexuais inserem-se numa tendência mais profunda que percorre a sociedade e consiste nos homens terem começado a imitar os hábitos e comportamentos femininos.

Os ginásios da cadeia Holmes podem ser o local do país onde existe uma maior densidade de metrossexuais por metro quadrado. É vê-los muito bem encadernadinhos em fatos de Lycra a terem a sua aulinha de step – a frequentarem cabeleireiros gastarem em cremes hidratantes o  dinheiro que deviam gastar em comprar caixas de Montes Ermos (tinto e branco), uma pinga magnífica produzida pela Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta – que não é por acaso que é a vila mais manuelina de Portugal.

O homem com H grande (ou homem-homem) quer-se à minha imagem: pançudo, muitos pêlos no peito, careca e com a cara cheia de rugas.

O mimetismo do feminino a que se entregou uma fracção cada vez mais populosa da corporação masculina é uma mutação genética a partir de um fenómeno antigo: o travestismo (1).

Algo não está nos conformes quando um homem se estira numa deck chair com a cara coberta por uma máscara de beleza e com os olhos protegidos por duas rodelas de pepino - que estariam melhor na companhia de tomate, cubos de queijo feto, azeitonas, azeite e muitos orégãos por cima.

Este é o caldo de cultura que leva o homem com h pequeno (e atenção que pode não ser a única coisa de reduzidas dimensões no homem-abichanado!), descrito pela autora a copiar as mulheres, fazendo-se de difícil, quando toda a gente sabe que o primeiro dever de um cavalheiro é ser gentil para com o belo sexo, estando sempre pronto para abrir a porta do carro, acender o cigarro e disponibilizar um ombro para desabafar – ou qualquer outra parte da sua anatomia para outra actividade, contanto que não seja ilegal e se verifique a existência de mútuo consentimento.  

………………

(1) Recomendo, a propósito, a leitura de Morte em Havana, de Leonardo Padura, edições Asa, de onde não resisto em partilhar com todas as preclaras e preclaros um extracto, curiosamente da página 69:

 

“Os homens-homens, heterossexuais, com pêlos no peito e cheiro a cavalo, nunca se envolveriam conscientemente com um travesti. Iriam para a cama com uma mulher e não com aquela versão limitada de mulher, com a entrada mais apetitosa definitivamente enclausurada pela lotaria caprichosa da Natureza”.

música: Runway, The Corrs
publicado por Jorge Fiel às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito
Quarta-feira, 4 de Março de 2009

No meu tempo, não desperdiçávamos uma aberta

A Lavandaria em sintonia com o L'Osservatore Romano

“Gostava que alguns homens – uns já conhecidos outros recém-aparecidos – não se armassem em difíceis (apesar de gostar de brincar ao gato e ao rato) porque os tempos já estão difíceis que cheguem e a vida é um dia e entre o despir e o vestir já só resta metade de uma tarde que tem de ser bem aproveitada, leia-se a dar uso à melhor invenção da história da humanidade: o sexo”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 156

 

Ora aqui temos, descrita nesta sexta fantasia (recordo, a despropósito, que o 6º mandamento nos exorta a não cometermos adultério), um dos piores efeitos secundários da globalização e da igualdade dos sexos: os homens desataram a copiar as mulheres.

No meu tempo (1), o pessoal não desperdiçava qualquer aberta. Não nos fazíamos difíceis. Muito antes pelo contrário. Éramos ainda mais fáceis que a tabuada dos dois. Agora o Mundo parece que está de pernas para o ar. Uma porra, é o que é.

Mesmo correndo o risco de ser adjectivado de porco machista, não posso deixar de ter uma posição severamente critica relativamente ao look andrógino e à perda das características ancestrais de cada um dos personagens naquilo que a autora, numa bela imagem, caracteriza como o jogo do rato e do rato.

A verdade é que me chegam aos ouvidos, cada vez mais frequentemente, espantosos relatos de casos em que os gatos a fugirem desesperadamente de ratos (assim, no masculino, não vamos ajavardar mais do que o indispensável). Ora, convenhamos, esta não é a ordem natural das coisas.

Como se já não bastasse o crescimento galopante da percentagem de homens que se desinteressaram definitivamente das mulheres (2), há ainda a registar que uma outra fatia do universo masculino aceita com gosto e com um sorriso numa linha de lábios bem definida (a condizer com as sobrancelhas bem aparadas e os contornos dos olhos acentuados, à la Quique) que lhes chamem metrossexuais – aparentemente sem temerem que o prefixo evolua de metro para homo.

(continua)

……………………………..

(1)  Adoro começar assim as frases. Se alguém me pagasse era capaz de ter um blogue ou uma coluna em que estas três palavrinhas seriam obrigatoriamente o início. No meu tempo, o açúcar era mais doce,… No meu tempo, a água era mais aquosa… No meu tempo, o ar era mais arejado…

 

(2)  A este propósito, e com a Lavandaria a assumir uma estranha sintonia com L’ Osservatorio Romano, cito o Levítico: “Não te deites com um homem como se fosse uma mulher; é uma abominação: serão mortos irremediavelmente: que o sangue caia sobre eles”.  É de ficamos todos a pensar que se o bom Deus chamou o Moisés para lhe dizer uma barbaridade destas é porque nem gostaria de ouvir falar em casamentos gay  - tanto mais que a maldição proferida é bastante pior que a descrita no título do livro que tem vindo a ser glosado aqui na Lavandaria.

música: Only when you sleeo, The Corrs
publicado por Jorge Fiel às 18:08
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 3 de Março de 2009

Quem não a ajudaria, numa afliçãozinha?

Quem não ajudaria a Ana?

 

“Gostava de não ter perdido o meu caderninho de ‘urgências’, porque este Verão foi muito parado. Foi caso para dizer fuck me, not the summer!

Sete  anos de mau sexo, Ana Anes, página 156

 

Aos anos 70, o JN mantinha nas suas prestigiadas e garbosas colunas uma rubrica de solidariedade intitulada Todo o Homem é Meu Irmão, que recolhia dinheiro e apoios para pessoas e famílias carenciadas.

Esta rubrica encarnava o melhor do ancestral espírito de solidariedade de uma cidade como o Porto, cujos habitantes devem a sua alcunha ao gesto generoso de terem abastecido de carne as caravelas e naus que dariam novos mundos a conhecer ao Mundo – não se importando de se alimentar com as vísceras dos animais (as famosas tripas).

O espírito portuense de solidariedade, presente no episódio das tripas (no século XV) e da rubrica Todo o Homem é Meu Irmão logrou chegar intacto a este atribulado dealbar do século XXI e espalhou-se por Lisboa, que no exercício do seu vício centralista suga a massa cinzenta nortenha.

Neste contexto, a autora só pode queixar-se de si própria por ter passado um Verão de 2007 muito parado (todos esperamos que o de 2008 tenha sido melhorzinho e que o de 2009 não seja afectado por esta porra da crise).

Numa afliçãozinha, mesmo sem a ajuda do precioso caderninho de urgências, a autora não ficaria descalça, pois estou em crer que não teria a menor dificuldade em escolher, entre os numerosos membros masculinos da CPLPP (Comunidade dos Portuenses em Lisboa a Pensar no Porto), parceiros disponíveis para simpáticas confraternizações.

Bastaria pôr  o dedo no ar que estou certo que logo surgiria uma pequena multidão de portuenses solidários, prontos para ajudar a tornar o seu Verão um tudo nada mais agitado. 

música: What can I do?, The Corrs
publicado por Jorge Fiel às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito
Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Deus nos livre que a Ana tropece na lâmpada do Aladino, numa sala traseira dos Pastéis de Belém

A Triumph iria perder a Cláudia Vieira para a política

“Gostava de ver os outdoors eleitorais das campanhas políticas com os candidatos todos nus, para vermos quem é que goza com quem ”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 156

 

Ora aqui está uma das razões por que valeu a pena o Movimento das Forças Armadas ter derrubado o Estado Novo na alvorada libertadora do dia 25 de Abril de 1974!

A liberdade de expressão e a tolerância, que são as mais bonitas características de um regime democrático, permitem que eu discorde, violenta e frontalmente, da sugestão embutida nesta fantasia da autora e, apesar disso, continuarmos os dois na boa, amigos como dantes, ela uma princesa do Facebook e eu a dar os primeiros e balbuciantes passos no Twitter  - que, de acordo com um artigo publicado na última edição da Business Week, acaba de recusar uma proposta de aquisição feita pela Facebook.

Que medo! Nem quero imaginar as proporções que adquiririam os efeitos funestos de uma eventual e catastrófica concretização da fantasia da autora. Deus nos livre!

Tremo só de pensar na eventualidade da Ana tropeçar na lâmpada de Aladino, numa das salas traseiras dos Pastéis de Belém e, num momento de rara imprudência, expressar ao génio o desejo de ver os candidatos nus nos outdoors.

Seria devastador para o já depauperado e preocupante nível nacional da libido masculina (que, de acordo, com o INE está ainda mais baixo que o nível de água nas barragens!) que fossem espalhados pelo país cartazes com a Manuela Ferreira Leite à pai Adão – ou melhor, à mãe Eva.

Se já vestida a senhora assusta, é só imaginar a debandada e o terror que seriam apoderariam da população se ela aparecesse ao natural nos cartazes. Só tarados muito doentes iriam apreciar.

Mais. O país arriscava-se a ficar ingovernável se o PS não repetisse a maioria absoluta, porque não acredito que o Paulinho viabilizasse qualquer Governo Sócrates depois de ter ficado cheio de ciumeira por o Zé, com aquele corpanzil enxuto pelos joggings corridos nas sete partidas do Mundo, se ter transformado no ídolo da comunidade gay.

A concretização da quarta fantasia da autora teria o efeito de um tsunami (e não estou a falar da outra marca de computadores dos manos Sá Couto, os geniais inventores do Magalhães) – colocaria Nuno Gomes (ao tempo que ele já tem idade para se candidatar) na Presidência da República, a Cláudia Vieira em S. Bento, os gémeos Guedes no Caldas, Soraia Chaves a liderar o Bloco, o Angélico no PSD, a Rita Pereira no PC – e a Clara de Sousa, com aquele seu ar de koulak (camponesa russa rica e robusta), a substituir o Garcia Pereira no MRPP.

Ora penso que ninguém pode estar interessado num cenário destes – com a único excepção de Rui Costa e dos seis milhões, que ao transferirem o 21 para Belém (o Palácio, não o clube) se viam livres de um grande 31 e assim poupavam os 50 mil euros por mês que lhe prometeram por mais dois anos de contrato.

música: Ironic, Alanis Morisette
publicado por Jorge Fiel às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

As novelas de Corin Tellado, as sete fantasias de Ana Anes e de como as aparências podem iludir

 

“Adorava ver os meus chefes, directores e editores aparecerem todos nus em reuniões para lhes ver o ‘material’, para posterior classificação e subsequente ‘ataque do material’ (é a isto que se chama separação da vida pessoal da profissional)”

Sete anos de mau sexo, Ana Anes, página 155

 

A autora encerra esta sua obra seminal com uma crónica intitulada “Qual a sua mais fantástica fantasia’”, publicada originalmente na Maxmen (não sei porquê mas acho que, excluindo uma peça sobre desporto para a GQ, nunca me convidaram para escrever em revistas masculinas ou femininas).

Neste artigo, Ana inventaria sete das suas fantasias, umas mais depravadas do que outras (é a vida, como diria o camarada Guterres) , como as preclaras e preclaros vão ter oportunidade de saber ao longo desta próxima semana.

Com alguns comentários disparatados às setes fantasias da Ana Anes vou concluir esta acidentada Enciclopédia do Sexo, em fascículos e deficientemente ilustrada por razões de força maior.

Vou aproveitar os próximos sete dias para proceder a um profundo exame retrospectivo e decidir o que fazer a esta Lavandaria, que ficou um pouco avariada ao ver-se privada das fotografias que em má hora achei por bem domiciliar no flickr (a propósito, atiro vários pares de sapatos velhos à cabeça dos moralistas do decadente yahoo!).

Custa-me acabar com este blogue, depois de ele ter sobrevivido à minha saída do Expresso, e agora que no seu segundo fôlego no Sapo se prepara para atingir a marca redonda e bonita de 100 mil visitas.

Mas sinto que preciso do tempo que invisto aqui para actividades lucrativas. Não sei se já repararam, mas anda por ai um crise tramada.

Anda a apetecer-me escrever uma novela romântica e soft, estilo Corin Tellado. Uma das hipóteses que encaro é escrevê-la aqui em capítulos, talvez com a ajuda das preclaras e preclaros, que no final de cada um poderiam indicar a sua preferência sobre o desenvolvimento da acção.

Enquanto discorro sobre as sete fantasias da autora, vou pensar muito seriamente neste projecto.

Mais tarde voltaremos a trocar algumas ideias sobre este assunto.

A propósito da primeira fantasia, o que se me oferece dizer à autora é que nem sempre o tamanho do pirilau na posição de descanso é revelador da envergadura que ele pode atingir quando devidamente entusiasmado. As aparências iludem.

música: Jamais content, Alain Souchon
publicado por Jorge Fiel às 18:08
link do post | comentar | ver comentários (15) | favorito

Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
Ler mais

Pesquisar este blog

Entradas recentes

A relação entre a Clara d...

Já não se fazem homens co...

No meu tempo, não desperd...

Quem não a ajudaria, numa...

Deus nos livre que a Ana ...

mais comentados

últ. comentários

Há uma boa forma de distinguir um do outro; é ir à...
Tive conhecimento deste vinho," monte ermes", tint...
Num passeio à Ribeira lembrei-me de recordar algum...
prática do sexo anal estaria aumentando?Embora no ...
O autor deste artigo de peixe não sabe nada, por i...

Arquivos

Abril 2012

Março 2012

Outubro 2011

Agosto 2011

Abril 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Maio 2006

Ligações

Tags

todas as tags

blogs SAPO

Subscrever feeds