Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Três coisas que mudam na nossa vida quando estamos desempregados

Ora aqui está um telemóvel igual aquele em que passei a atender números privados e que não constam da minha lista telefónica

 

 

Bom, tecnicamente, eu não estou desempregado. Os meus 95 quilos ainda não pesam naquelas horríveis estatísticas que envergonham o Governo. Pela primeira vez, temos uma taxa de desemprego (8,2%) superior à média comunitária. E desde que Sócrates é primeiro ministro, evaporou-se o emprego para 167 mil profissionais qualificados, dirigentes, quadros superiores e trabalhadores intelectuais e científicos.

 

Não. Até à véspera do 33ª aniversário do 11 de Março (o golpe falhado de Spínola que teve o efeito secundário de acelerar a marcha da Revolução e a nacionalização da banca) o meu contrato de trabalho com o Expresso continua em vigor.

 

Mas como estou dispensado (por carta) do «dever da assiduidade», apesar de, de jure, estar empregado, de facto já cai na triste e ociosa condição de desempregado, com todas as consequências que ela acarreta.

 

Devo esclarecer que não me estou a queixar desta situação de receber o ordenado ao fim do mês e estar «dispensado do dever de assiduidade» (não sei se já repararam, mas adoro esta expressão!). Pelo contrário. Pela minha parte estaria disposto a eternizá-la até à conclusão dos meus dias. Mas estou convencido que o Balsemão, que justamente desfruta da fama de ser mitra, não estaria por esses ajustes.

 

Estes três mesinhos em que estou «dispensado do dever de assiduidade» são uma espécie de treino para o desemprego. Quando estiver a contar para as estatísticas do INE e do IEFP terei a mesma disponibilidade de tempo – mas muito menos dinheiro no bolso.

 

A ideia é boa. Primeiro, habituo-me a viver com excesso de tempo. Numa segunda fase terei de me habituar a viver com falta de dinheiro.

 

Ter muito tempo e pouca nota é uma equação tramada. O meu colega Vítor Norinha (Oje, Vida Económica e só ele saberá para quantos mais sítios escreverá) voluntaria-se sempre para trabalhar ao fim-de-semana usando como argumento o facto de que não gasta dinheiro enquanto está ocupado a trabalhar.

 

Neste momento, sinto-me como os astronautas que se treinam em ambientes de gravidade zero antes de serem enviados para o espaço sideral. Estou a preparar-me para o desemprego técnico, uma situação que deve ter bastantes pontos de contacto com a de ausência total de gravidade.

 

«Dispensado do dever da assiduidade», estou na antecâmara do desemprego e sinto já algumas coisas a mudar na minha vida. Destaco para já três: uma maçadora, uma simpática e uma embaraçante.

 

1. Passei a atender todos os telefonemas que desaguam no meu Nokia 6680. Até agora recusava-me a atender números privados ou que não constavam da minha lista telefónica. Agora topo a tudo, como os polícias. Atendo as chamadas todas, sem excepção. Não posso correr o risco de não atender uma proposta de emprego. Esta disponibilidade tem a funesta consequência de todos os dias ver o meu jantar interrompido por uma menina da TV Cabo que me quer vender o pacote de canais de cinema.

 

2. Todas as pessoas com quem vou almoçar ou jantar fazem questão de pagar a conta. Esta semana, tive de ir a Lisboa. Almocei com a minha amiga Paula Barreiros, numa esplanada da Marina de Oeiras, uma tosta de atum, e pratinhos de polvo com molho verde e tiras de chocos. Ela não me deixou pagar. Jantei com o meu amigo Afonso Camões, na sala com letreiro azul do Solar dos Presuntos, um arroz de lavagante. Ele não me deixou pagar. E ontem, no final do almoço de francesinha, no Bufete Fase, quase que me tive de chatear com o meu amigo Vítor Pinto Basto para ele aceitar que eu pagasse a conta (20 euros certos).

 

3. As noticias espalham-se com alguma celeridade pelo que todos os dias encontro, ou sou encontrado, por uma meia dúzia de amigos ou conhecidos que me fazem a pergunta sacramental. «Então, por que é que saíste do Expresso?». Como devem compreender, já estou um bocado farto desta FAQ. Foi por estas e por outras que publiquei aqui neste blogue (e também no Bússola) o «post» «Notícia de um divórcio» onde (acho eu) está tudo muito bem explicadinho, tim tim por tim tim. Mas a maior parte das pessoas não se fica quando as recambio para uma visita à lavandaria (que está bem precisada de visitas!). Não. Exigem explicações personalizadas e na hora. Vou ter de fazer alguns «prints» do «post» do divórcio -  e andar com eles no bolso para distribuir aos curiosos. Para poupar saliva – porque tempo, esse não me falta desde que estou «dispensado do dever de assiduidade».

 

 

música: The street fighting man, Rolling Stones
publicado por Jorge Fiel às 10:16
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Para se ser alguém na vida, é preciso ter uma política adequada de copo de fim de tarde

 

«Para mim, é um vodka tónico. Com Stoli ou Absolut. E muito gelo», encomendou Francisco Balsemão. Estávamos os dois no Porto Sheraton para um encontro de trabalho, entre o fim da tarde e o início da noite.

 

Eu era o responsável pela delegação do Porto do Expresso.

 

O Sheraton ainda não tinha atravessado para o outro lado da avenida da Boavista e era o actual Porto Palácio.

 

Balsemão ainda retirava prazer da bebida. No entretanto, tudo quanto é álcool passou a saber-lhe mal, um dano colateral e involuntário de uma intervenção cirúrgica a um ouvido (ou terá sido ao nariz?). Involuntário porque o médico que o operou adoraria saber o que fez que teve o condão de lhe provocar a repulsa pelas bebidas alcoólicas…

 

Em dez anos as coisas mudam muito. A única coisa que não mudou mesmo foi o facto de que Francisco Pinto Balsemão era e continua a ser o accionista maioritário do grupo Impresa.

 

Não tinham nem Stoli, nem Absolut. Só Smirnoff ou Eristoff, uma oferta demasiadamente estreita e baixa, pouco compatível com as cinco estrelas do hotel. Deve ter sido por essas e por outras que não demoraria muito o divórcio entre a cadeia Sheraton e grupo Sonae.

 

Balsemão fez um gesto de resignação, enquanto abanava a cabeça em sinal de reprovação. O empregado virou-se para mim e perguntou-me o que eu iria tomar.

 

Fiquei paralisado. De repente, dei por mim completamente impreparado para encomendar no formato «copo de fim da tarde». A saída mais fácil (imitar o pedido de Balsemão, com um «traga dois») parecia-me desadequada em face do episódio da inexistência de vodka Stoli ou Absolut.

 

Pareceram-me uma eternidade aqueles segundos que demorei até me recompor e encomendar uma água de Castelo fresca. Um pedido que, devo confessar-vos, não me deixou satisfeito quando mais tarde passei mentalmente em revista a situação.

 

Estamos sempre a aprender grandes lições. No dia em que empenhou o anel de rubi para levar a namorada ao concerto dos Vinegar Joe no Rivoli, o Nicolau da Viola (não confundir com o do laço!) aprendeu que não se ama alguém que não gosta da mesma canção.

 

No dia em que tive uma reunião com o Patrão no bar do Porto Sheraton, aprendi que para se ser alguém na vida é indispensável ter uma política adequada de pedido para o copo de fim de tarde.

 

O encontro correu muito bem. Um dos encantos de Balsemão é ele ser jornalista. Ao fim de dez minutos, damos por nós a conversar com um colega de profissão – não com o patrão. E muito provavelmente ele nem reparou na minha atrapalhação no momento o pedido. Terei beneficiado de nesse momento estarem a passar pelo átrio uma revoada de deusas altas. Devia ser dia de Portugal Fashion (1).

 

Mas aprendi que tinha de estar preparado para os novos formatos de encontro profissionais, que já não se limitavam à exiguidade da alternativa entre o almoço no restaurante ou encontro na empresa.

 

Estavam a ser estabelecidos novos cenários, como o pequeno almoço, o copo de fim de tarde e o almoço em sala da sede da empresa preparada para o efeito. Tenho feito alguma reflexão sobre este explodir de formatos e, mais tarde ou mais cedo, partilharei as minhas conclusões com os distintos frequentadores desta lavandaria.

 

Concentremo-nos no copo de fim de tarde e nas alternativas que no entretanto fui formatando para estar à altura dos acontecimentos.

 

Vodka tónico

O pedido de Balsemão que está na origem deste pequeno ensaio continua a ser irrepreensível. Tem tudo lá. Não é por acaso que ele teve uma educação esmerada, cresceu com o rei de Espanha, soube sempre combinar riqueza e frugalidade, fundou o PSD, foi primeiro ministro anda no grupo de Bildberg e é o mais prestigiado patrão de Media em Portugal (2).

 

A escolha das marcas é sem dúvida acertada. É um pedido com detalhe (muito gelo e indicação das marcas) mas não exagera ao ponto de caprichar na marca de água tónica ou no tipo de copo em que a bebida deve ser servida.

 

No entretanto, a oferta foi alargada com uma enorme quantidade de vodka com sabores, pelo que será correcto e elegante pedir um vodka tónico com Stoli de frutos silvestres. 

 

Gin tónico

Eu detesto gin tónico. Nunca percebi bem porquê, mas abomino o travo do gin. Não tenho nada contra a bebida, que era a de eleição do meu bom amigo Miguel Esteves Cardoso. Mas eu não gosto, e por isso descarto liminarmente esta hipótese, apesar de reconhecer que constituiu uma solução honesta e honrada para o problema do copo de fim da tarde. Parece que o gin Gordon continua a estar bem cotado.

 

Portotonic

É um pedido minoritário, que se deve fazer apenas em ambientes bem seleccionados – o Solar do Vinho do Porto, o beberete da regata dos barcos rabelos ou a cerimónia de entronização dos novos membros da Confraria do Vinho do Porto – ou quando se quer vincar e publicitar a nossa costela de militantismo nortenho.

 

Em ambientes estranhos, não se espante se o empregado franzir o nariz e perguntar Porto quê?. Nesse caso, assuma um ar pedagógico e explique calmamente, com voz pausada e até mesmo alguma altivez, que quer que lhe sirvam num copo alto, uma dose de Porto Branco seco misturada com duas doses e meia de água tónica, três pedras de gelo e uma casca de limão.

 

Água tónica

É a melhor opção não alcoólica para se acompanhar alguém que encomendou umas das três bebidas anteriores.

 

Se for essa a sua encomenda, tem de sofisticar referindo a marca preferida e frisando que quer com muito ou pouco limão – e se prefere rodelas ou casca.

 

Cerveja

É um pedido um pouco plebeu que tem ganho alguma nobilidade. Está a sair do gueto ao mesmo tempo que o hábito de ir ao futebol e ler a Bola.

 

Mas, por amor de Deus, está absolutamente fora de questão resumir o pedido a: «Traga-me uma cerveja». Tem de saber se há ou não cerveja de pressão. Se houver, deve inteirar-se sobre as marcas disponíveis, e fazer um pedido esquisito, como a que lhe sirvam a cerveja numa flûte de champanhe. 

 

Este pequeno lote de idiosincrasias compensará amplamente a banalidade da cerveja.

 

Vinho branco

Havendo vinho a copo, um branco seco fresco é o meu pedido preferido. Neste caso, podemos refugiar-nos nas castas.

 

Chardonnay está bem, é um clássico, a palavra soa tão bem que se eu agora tivesse uma filha encararia seriamente a hipótese de lhe chamar Chardonnay.

 

Sauvignon tem a fama de ser um vinho de senhora, pelo que terá de fazer alguma conversa a propósito se se decidir por esta casta.

 

Pinot grigio é claramente o pedido mais «in». Dispensa malabarismos.

 

Se for de marca, não vale a pena ir para o mais caro. O Evel é barato e excelente.

 

Faça sempre questão de saber a colheita. Nesta altura do ano é totalmente inadmissível servirem-nos um branco de 2005. Temos todo o direito de exigir 2006.    

 

Champanhe

Adoro champanhe. Não ao ponto de beber seis garrafas por dia, como faz o Maradona. Mas apesar dessa ser a minha bebida preferida, acho um pouco pretensioso o pedido de uma flûte de champanhe num encontro profissional de fim de tarde.

 

O champanhe é melhor companhia para um jantar romântico, para uma festa em casa de amigos – ou para encomendar ao «room service» às três da manhã, com uma dúzia de ostras, para retemperar as forças para a segunda parte da noite.

 

Rosé

Num fim de tarde de Verão, pedir um copo de rose é uma belíssima opção. Os meus preferidos são os da Defesa e da Peceguina, mas o Mateus também é muito bom.

 

Mas se encomendar Mateus tem de estar preparado para contar uma série de histórias abonatórias da justeza do seu pedido. Uma delas pode ser o facto de ter ficado nos cinco primeiros lugares num painel de provas cegas promovido pela Revista dos Vinhos em que participaram 30 marcas diferentes.

 

Coca Cola

Um pedido destes tem de ser acrescentado de alguns detalhes («Encha por o copo com gelo estilhaçado, não em cubos», «Ponha, por favor uma rodela de lima misturada no gelo», etc).

 

Coke Light com sabor a limão é, na minha opinião, o pedido mais acertado. A Pepsi, sem mais, está nos antípodas (ou seja é o mais desadequado).

 

Conte a propósito histórias suas passadas nos Estados Unidos da América, se vir que o seu interlocutor ficou surpreendido com este pedido.

  

Água lisa

Às vezes, a melhor opção é a simplicidade. Água lisa, fresca, é um belo pedido. Mas deve esforçar-se um pouco no capítulo das marcas e explicar que gosta de água com sabor e lamenta o facto do paladar português ter sido educado pela Luso no gosto pelas águas desprovidas de sabor. A Evian, por exemplo, tem um sabor intenso.

 

Água com gás

Durante alguns anos, a Castelo fresca com uma rodela de limão funcionou para os meus «copos de fim da tarde» da mesma maneira que o ouro para os mercados financeiros.

 

A Água do Castelo foi e continua a ser um esplêndido valor refúgio. Aceito a Frize (mas sem sabores) e cada vez mais peço a Água das Pedras.

 

Também gosto muito da Castelo com sabor a lima e a limão.  

 

Nota final

Foi de propósito, não por esquecimento, que exclui desta lista o Martini,  uísque e cognac, que acho completamente desadequados à hora do dia, bem como todos aqueles cocktails com chapeuzinhos, que só se devem encomendar quando estamos de férias na República Dominicana com as despesas todas pagas.

 

…………………………………

(1)   Este pormenor das «top model» terem desembarcado milagrosamente no átrio do Sheraton, proporcionando uma camuflagem à minha atrapalhação, foi completamente inventado. O resto é verdade.

 

(2)   Não fiquem a pensar que estes elogios me vão garantir um aumento. Já ficarei satisfeito se não me derem um pontapé nas costas J

 

 

publicado por Jorge Fiel às 09:16
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Terça-feira, 13 de Março de 2007

As melhores batatas fritas do Mundo são as da McDonalds

 

À medida que a idade avança, aumentam as dúvidas, reduzem-se as certezas. Mas há uma coisa sobre a qual não tenho dúvidas. As melhores batatas fritas são as do McDonalds, principalmente se mergulharmos levemente os palitos em mostarda de Dijon e os acompanharmos de goles generosos de cerveja de pressão bem gelada.

 

Esta declaração pública é minha reacção ao facto do cidadão britânico Charles of Windsor, aka príncipe Carlos e herdeiro da Coroa do Reino Unido, ter preconizado a proibição da cadeia McDonalds, o que é uma idiotice acabada.

 

Suspeito que o Windsor nunca na vida comeu um Big Mac ou as deliciosas batatas fritas (dizem que elas são feitas a partir de puré de batata, não sei se é verdade, mas prometo averiguar)  da cadeia norte-americana, o que só o desqualifica e transforma num anormal. Mais. Ao emitir opiniões sobre uma coisa que não conhece, o herdeiro faz-nos lembrar aquelas crianças que teimam em resmungar que não gostam de peixe, apesar de nunca o terem provado.

 

Carlos aparenta ser um grande palerma. E no caso dele devemos desconfiar das aparências. Ele é mesmo palerma. Outra coisa não pode ser um tipo que fala com as plantas, tem um assessor que lhe espalha a pasta de dentes na escova e trocou a fresca Diana pela rançosa Camila. Para já não falar do mais do que duvidoso gosto da imagem («Gostava de ser o teu tampax!», disse ele) que ele arranjou para comunicar à amante que ela lhe dava muita tusa.

 

O herdeiro é um inútil e no capitulo alimentar devia abster-se de tomar posições principalmente depois de ter caído no domínio público que faz questão de ter na mesa do pequeno almoço ovos em sete diferentes graus de cozedura mas ele poder escolher o que mais lhe agrada.

 

Marco Pierre White, dono dos restaurantes L'Escargot e Mirablee e o primeiro «chef» britânico a receber três estrelas Michelin, respondeu-lhe à altura. Qualificou a declaração do Príncipe de Gales como «wrong and foolish» e garantiu que a McDonald's «oferece melhor comida do que a maioria dos restaurantes».

 

É por essa e por outras que venho de uma semana de férias sem Londres ainda mas republicano do que quando viajei para lá.

 

1789 recorda-nos que cabeça coroada rima com cabeça cortada.  O filme de Stephen Frears (The Queen) demonstra à saciedade o imenso autismo da Monarquia britânica.

 

Aqui ao lado, o Juan Carlos tem três atenuantes:

 

1. É amigo do patrão Balsemão (estou mesmo numa de rima, os Da Weasel que não se ponham a toques...);

 

2. Portou-se de uma forma impecável na transição para do franquismo para a democracia e na rejeição do 23 F de Tejera Molina;

 

3. Fala um português aceitável.

 

Já o filho mais velho é alto, tem ar de bom rapazinho, arranjou para casar uma rapariga da profissão, e não se importou de fazer a retoma de uma moça em segunda mão, Todas estas coisas só o humanizam e conspiram a favor dele. Mas nunca é de fiar. Entre outras coisas porque se chama Filipe. E nós não temos grande recordação dos antepassados homónimos que foram reis de Espanha...

publicado por Jorge Fiel às 08:33
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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