Domingo, 9 de Agosto de 2009

O elogio do 69

Nas primeiras incursões a uma grande capital, é natural que o turista use a rede de metro como bengala que o ajuda a desembrulhar-se pela cidade.

O recurso à rede de autocarros, de mais difícil navegação, é algo a que só nos aventuramos quando nos sentimos à vontade nessa cidade – não digo como em nossa casa, mas pelo menos como se estivéssemos de visita a um amigo onde vamos com alguma frequência.

Da última vez que fomos a Londres, já andamos mais nos famosos  doubledeckers vermelhos do que de metro.

Andar de autocarro é uma forma superior de transporte, por duas principais ordens de razões.

Primo, o autocarro poupa-nos as enormes e labirínticas estiradas subterrâneas que fazemos desde que descemos as escadas da estação de metro até que finalmente conseguimos chegar ao cais de embarque.

Secondo, a bordo de um autocarro não só descansamos (principalmente se conseguimos arranjar um lugar sentado…) como ainda por cima vemos a cidade de uma perspectiva mais elevada que o nível da rua. E quando estamos de férias, o único grande inconveniente de andar de autocarro (os engarrafamentos) até pode tornar-se uma vantagem.

Antes do jantar de 6ª feira embarcamos, na Bastilha, no autocarro 69, que nos levou até à base da Torre Eiffel, no Champs de Mars, fazendo um interessante percurso, de aproximadamente meia hora, com passagens pelo Hotel de Ville, Louvre (impressionante como o motorista conseguiu passar pelas estreitas arcadas junto ao Carroussel que dão acesso ao perímetro onde Pei plantou as suas pirâmides) e Invalides.

Após dez minutos de paragem, aproveitados para olharmos embasbacados para a torre Eiffel iluminada, empreendemos a viagem de regresso. O 69 é uma experiência feliz. A repetir, com gosto.

publicado por Jorge Fiel às 00:08
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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