Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

A banheira pode ser boa para prólogo e posfácio mas é desadequada ao desenvolvimento da intriga

A Charlize queixa-se que os homens não querem ver o que ela tem por dentro mas sim ver-se dentro dela. Compreendem-se os dois pontos de visa. O dela, mas também o dos homens

Desaconselhar o sexo na banheira não significa descartar liminarmente a hipótese de partilhar uma bela chuveirada com a pessoa com que estamos emocional e/ou sexualmente envolvidos.

O banho de imersão conjunto é um programa que soa muito atraente e relaxante, só que colide com a escassa cubicagem da maioria das banheiras – que raramente têm espaço suficiente para acomodar confortavelmente dois corpos de média dimensão.

Ensaboar com pormenor e competência todos os recantos do saudável corpo da Charlize Theron, debaixo de um chuveiro tépido e vigoroso, é uma fantasia erótica masculina (e/ou lésbica; todos diferentes, todos iguais e cada qual leva no que é seu, são os tolerantes princípios básicos da Lavandaria) muito aceitável, interessante e até motivadora - só que de viabilidade extremamente reduzida.

Tem a sua graça imaginar que está a tomar duche com a Laetitia Casta (1), deixou cair o sabonete (Ach Brito), pede-lhe com cuidadinho o favor de o apanhar, e aproveita o facto ela estar na posição em que a Alemanha perdeu a guerra para ensaiar uma abordagem à ré, mas é mais provável que vá fazer um jackpot de quatro milhões numa slot machine do Casino Lisboa (e lhe paguem) do que este sonho se tornar realidade.

Resumindo e baralhando. O chuveiro e a banheira são locais aprazíveis e até indicados para escrever o prólogo ou o posfácio, mas claramente desadequados como cenário para o trepidante desenvolvimento da intriga.

………

(1) A mim coube-me uma espécie de terminação desta taluda, já que entrevistei a Laetitia num quarto de hotel no Algarve, onde chovia (bem, eram umas pingas, não era como na rua...), na companhia do pai dela e do guarda costas.

 

música: Little tornado, Aimee Mann
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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4 comentários:
De Gelamonite a 15 de Janeiro de 2009 às 18:37
Caro Jorge Fiel,

Com a Charlize nesses prantos não há banheira - coração e etc- que aguente.
A marcha à ré funciona melhor no chuveiro, sem dúvida. Na banheira e melhor evangelizar imitando os missionários....

Abraço
De Jorge Fiel a 18 de Janeiro de 2009 às 16:47
Preclaro Gelamonite

A fronha da Charlize (e o resto, meu Deus, o resto....!!) merece sempre muito mais que uma olhedela casual.

Estamos completamente sintonizados!!!

A bem da Nação!
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2009 às 03:13
Faça sol ou chuva, nunca renego o meu banho de imersão, sempre na companhia das amigas, embora agora reduzido à Inga e à Angelika - uma é especialistas em massagens aos pés e a cortar unhas, e aninha-se no banco da esquerda onde não pode ficar toda imersa, e a outra aplica como ninguém óleos nos ombros e costas, preparativos indispensáveis para apanhar com força os tendões que ligam o pescoço, e fica sempre na fixação central da banheira, mais funda e que já permite deixar só a cabeça fora de água, enquanto eu não troco o leito central nem por nada, que é para ter o encosto de cabeça e poder ter as pernas abertas, que assim relaxo mais.

Pois é. A vida não é nada fácil. Não senhor.



Bem Haja, até quando puder












(ligeiramente enjoada, a da foto... não?)
De Jorge Fiel a 18 de Janeiro de 2009 às 16:53
Preclaro Anónimo

A qualificação de enjoada que o preclaro Anónimo atribui à boa da Charlize deixa-me cheio de vontade de dar uma espreitadela no seu caixote do lixo.

Nunca nenhuma moça (ou moço) me cortaram as unhas, tarefa intima de que de que eu sempre me encarreguei.

No livro "Eu Carolina", a moçoila que o presidente do meu clube levou ao Papa João Paulo II revela que além de cozinhar arroz de frango com ovos estrelados (estranha forma de vida, digo eu) em beneficio do meu homónimo também lhe aparava as unhas.

Tenho para mim que esse tempo livre podia e deveria ser aproveitado de formas mais produtivas para a Humanidade.

Os meus cumprimentos à Inge a à Angelika.

A bem da Nação!

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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