Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Não quero ver nem ouvir a Carla Bruni a produzir um ruído torrencial parecido com o do chuveiro

A Carla Bruni é muito mais sexy quando não está sentada na sanita a espremer-se toda – ou a fazer chichi

A arte de bem partilhar o uso de uma casa de banho baseia-se em duas regras de simples compreensão.

A primeira - e mais importante - é que quando a sanita está a ser utilizada, uma só pessoa chega para esgotar a capacidade máxima recomendada para uma casa de banho.

Por muito boas que sejam as suas ideias e intenções relativamente à Carla Bruni, presumo que nenhum preclaro no seu perfeito juízo está interessado em vê-la sentada na sanita a espremer-se toda  - ou a produzir um ruído torrencial parecido com o do chuveiro.

Por muito boas que sejam as suas ideias e intenções relativamente ao George Clooney, presumo que nenhuma preclara no seu perfeito juízo está interessada em vê-lo sentado na sanita a largar-se com estrépito e a propagar um fedor idêntico ao emitido pela fábrica de Cacia da Portucel..

Chegados a este ponto, é legítima a seguinte interrogação: E se o George Clooney estiver a fazer chichi?

Bem, fazer chichi não é exactamente a mesma coisa que estar a beber um café Roma da Nespresso, mas é, sem dúvida, uma situação menos linear do que as expostas nos terceiros e quarto parágrafos desta breve dissertação.

Apesar de ter conhecimento da existência de uma prática pouco higiénica designada por golden shower, e não me querendo estabelecer limites à mente porca das mulheres (cada qual leva no que é seu, é um dos princípios sagrados que regem a minha vida), não me parece que ver um homem a mijar seja uma das cem coisas mais excitantes do Mundo.

Acresce que do ponto de vista masculino, a entrada de uma mulher na casa de banho (em especial se ela for bem apessoada) perturba o elevado grau de concentração requerido pelo acto de a elevada concentração requerida pelo acto de transferir sem perdas para o interior da sanita o conteúdo da bexiga.

Um homem fazer chichi parece ser uma coisa fácil, um acto que se pode desempenhar enquanto se mastiga uma pastilha elástica Adams (sabor a peppermint), se puxa pela cabeça a tentar descobrir em que livro do Machado de Assis está a frase “Estão mortos, podemos elogiá-los à vontade”, e se olha pelo espelho para o rabo de uma mulher a entrar para o banho.

Mas não é bem assim, Atendendo aos diferentes de níveis de pressão com que a bexiga bomba a urina, recai sobre os nossos frágeis ombros a pesada responsabilidade de operar o pirilau com perícia e competência para evitar danos colaterais no tampo da sanita – ou mesmo no chão da casa de banho.

 

música: Wooden ships, Crosby, Stills & Nash
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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4 comentários:
De Anónimo a 12 de Janeiro de 2009 às 21:31
Sim senhor!! Lá está ela, todinha, em posição "café da manhã", a manifestar entusiasmo pela nomeação de Ronaldo como melhor jogador planetário.

Nota-se bem que a Carla está pronta, mortinha mesmo, para exclamar:
"- Afinal, sempre se vê o FêQuêPê em terceiro, depois do S'Pooortem e do Glorioso".

Gente com classe é outra coisa!!




Bem Haja, até pelo Seu Ronaldo




(aquela do Matos em umbundo, tinha muito que se lhe dissesse, até em dialecto de cágado...)
De Jorge Fiel a 18 de Janeiro de 2009 às 17:10
Preclaro Anónimo

Detecto na sua prosa um fã do Dostoievski, autor de uma frase cheia de verdade de sangue:

"Para tornar a verdade mais verosímil, precisamos necessariamente de lhe adicionar a mentira".

A bem da Nação!

PS. A que propósito vem a bola? Ouve o Café da Manhã?
De Karl Macx a 13 de Janeiro de 2009 às 13:45
Preclaro Fiel,

Suponho que é nestas alturas que o alívio da bexiga fará mais sentido enquanto temos o posterior bem colocado no tampo da sanita...
De Jorge Fiel a 18 de Janeiro de 2009 às 17:12
Preclaro Karl Macx

E supõe muito bem, meu preclaro amigo.

E já agora não se esqueça de seguir o conselho do Casanova: "Despachem-se a cair em tentação, antes que ela desapareça..."

A bem da Nação!

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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