Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Um truque ao alcance de todos

 

Os acabamentos ou, se preferirem a pós-produção, são, do meu ponto de vista, os momentos mais ingratos de uma estadia na casa de banho.

Todos os homens (grandes, pequenos ou até mesmo médios) têm as suas idiosincrasias, e estou em crer que o mesmo sucede com as mulheres, que - como me confidenciou Fernando Póvoas num simpático almocinho no Buhle - são muito parecidas connosco, mas não são iguais, e ainda bem que assim é, senão a humanidade estava condenada à extinção a breve trecho e (ainda pior que isso) nós estávamos todos condenados à mais infame e unicitária rabetice.

O Américo Amorim, que goza a fama e o proveito de ser o homem mais rico de Portugal, tem a mania de que não gosta de abrir portas e fazer chamadas telefónicas e por isso anda sempre acompanhado por um cavalheiro muito simpático, de apelido Bacelo, que acumula as funções de motorista, secretário e guarda costas com as de telefonista exímio manipulador de puxadores de portas.

Apesar de cada vez mais pobrete e cada vez menos alegrete, eu sinto-me no pleno direito de ter as minhas manias e uma delas é que não gosto de me secar.

Saio do chuveiro a pingar, enrolo a toalha à roda da cintura (cuja está cada vez mais larga), enfio-me dentro do meu velho roupão amplamente colorido (como podem testemunhar, e não podia deixar de ser, o azul é a cor dominante) e deixo à natureza e aos atoalhados turcos a tarefa de secar a ampla superfície do meu corpinho, enquanto cirando pela casa a fazer e consumir o pequeno almoço, enquanto ouço a Carla Rocha (cuja está em lua de mel) e o José Coimbra no Café da Manhã da RFM.

 

música: Breath, Faith Hill
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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4 comentários:
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2009 às 19:34
Ai está??

Carla, Carla, tens de prestar mais atenção aqui ao Preclaro da Lavandaria.
Sugiro-te uma coisa. Todos os dias, passa por cá que vais ver a inspiração que levas... Como tudo o que é bom, também já se dizia das maçâs de Alcobaça, que com uma por dia, nem sabes o bem que te fazia...

A :

Ele seja o Amorim, ou cada uma das suas três filhas e os respectivos, seja o Belmiro e o seu casalinho, seja quem tenha muito, mas muito, muito dinheiro, não ouvi ainda falar de quem, em igualdade de circunstâncias, não tenha quem, por eles, lhes abra as portas.


B :

Caro Fiel e Preclaro Jorge, instale V.Exa um sensor de Via Verde para ter portas de abertura automática na retrete;
e, já agora, porque não:
- monte paredes duplas forradas a estantes de CD, ou Blue Ray, como preferir;
- tenha colunas com resmas de altifalantes espalhadas pela casa;
- toda a gama das máquinas Bimbi na cozinha e a colecção dos 1001 sabores de chás e efusões para conjugar com os humores desses seus intestinos & coronárias.


Mas,

sobretudo,

seja Feliz.



Bem Haja, ou Bem Haja




(Esse azul do seu roupão é um bocadinho amaricado. Olhe que tem mais cores disponíveis no mercado...)
De Jorge Fiel a 11 de Janeiro de 2009 às 17:33
Preclaro Anónimo

Discordo completamente do meu preclaro amigo!

O azul do meu roupão não é nada abichanado. É até muito másuclo e viril.

Mas o meu amigo fica na sua e eu na minha. O 25 de Abril fez-se para isso mesmo - para as pesssoas poderem ter opiniões diferentes e continuarem amigas.

A bem da Nação!

PS. A Carla que invoca é a Bruni?

PS1. Na Bússola falo hoje sobre a Via Verde. Como adivinhou?
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2009 às 23:32
Bruni, Bruni...

Uns têm, sabe-se lá porquê, e outros vêem e ouvem.

Uns tocam, outros ima-ginam.

Diria que o tipo é um felizardo. Baixote, sem faúlha de génio, talvez o Bom Vento lhe venha da ascendência polaca. Ou terá sido compensação? Do género "como vais gramar a estupada de seres presidente concedo-te um desejo. Qual queres? A Bruni!! respondeu convicto...

E é isso mesmo: a alternativa democratica fez-se para isso; para que uns achem que o FCP é másculo e outros considerem o dito cujo outras coisas menos vernáculas.

Bem Haja, mesmo com um roupão daqueles...
De Jorge Fiel a 12 de Janeiro de 2009 às 09:06
Preclaro Anónimo

O Sarkozy é de origem húngara - não polaca. Parece que não, mas faz alguma diferença.

A Carla Rocha, que, ao que acabo de ouvir volta amanhã de lua de mel (e bronzeada!), não tem a altura da Bruni, presumo não canta (a não ser no banho) nem faz o mesmo vistaço, mas pareceu-me ser uma pessoa divertida e bem disposta.

Continuo sem perceber porque tomou de ponta o meu roupão.

A bem da Nação!

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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