Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Cracóvia deve ser consumida no Verão quando os dias são mais longos e as saias muito mais curtas

É impossível não ficar apaixonado por uma cidade como Cracóvia, que tem como símbolo um dragão que cospe fogo (1) e é percorrida por eléctricos azuis e brancos.

Cracóvia é uma cidade belíssima, mas que ainda deve ser mais bela no Verão quando os dias são mais longos e as saias mais curtas. Poupada à destruição que vitimou Varsóvia , na II Guerra Mundial, é rica e abundante em património.

Na semana que estive em Cracóvia vi muitas coisas, algumas delas foram objecto de longas e maçadoras dissertações aqui na Lavandaria. Outras não.

Desta segunda lista fazem parte muitas coisas altamente recomendáveis, das quais acho relevante citar as três seguintes:

a)     A subida ao Monte Kosciusko

Para comemorar a batalha de Raclawica, em 1794, em que derrotaram o invasor russo, os patriotas polacos ergueram este monte artificial, em 1820 (estava o liberalismo a rebentar em Portugal), baptizando-o com o nome do general que comandou as suas tropas nesta memorável vitória . A deslumbrante panorâmica de que se desfruta do alto dos seus 300 metros compensa amplamente o esforço da subida;

 

b)    Collegium Maius

Cracóvia albergou a primeira e mais prestigiada universidade, que teve aqui as suas primeiras instalações, e por onde passaram alunos tão famosos como Copérnico e Karol Wojtila. Pouco dias antes de eu lá ir, Cavaco Silva recebeu aqui um doutoramento honoris causa. Visitar as instalações o Maius é um agradável mergulho no passado, aqui e ali entremeado de curiosos bocados de presente, como é o caso da vitrina onde está exposta a estatueta do Óscar ganho em 2000 pelo realizador Andrej Wajda e que ele doou à sua antiga universidade;

 

c)     Some Place Else

O bar do Sheraton (ulica Powisle,7) fica junto ao rio Wisla e é um dos poisos preferidos dos expatriados em Cracóvia e basta lá entrar para perceber porquê: espalhados pelas paredes estão muitos plasmas sintonizados em diferentes canais de desporto, enquanto pelo meio da sala circulam empregadas descontraídas a deixar ficar pelas mesas pratos de nachos, canecas de cerveja se respostas bem humoradas num inglês correcto.

(continua)

………………………..

(1) O dragão é da autoria de Bronislaw Chromy, escultor de Cracóvia. Um das coisas obrigatórias a fazer em Cracóvia é visitar a sua fundação e jardim vizinho, na rua Cystersow.

 

música: Deixa-te ficar em minha casa, Filarmónica Gil
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publicado por Jorge Fiel às 18:08
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6 comentários:
De Anónimo a 5 de Dezembro de 2008 às 19:19
Ah! as azeiteiras...mas o eléctrico é lindo.
De Jorge Fiel a 6 de Dezembro de 2008 às 09:39
Preclaro Anónimo

As moças são muito a puxar às oleaginosas, tem toda a razão. E como agravante, apesar de jovens (quase que ainda têm bocados de placenta agarrados na cara) acho que se detecta um principio de celulite na coxa cabriolet da que está a usar a micro saia.

O eléctrico é muito bem achado. Em Zurique também são azuis. Não sei de que é o que a STCP está à espera... :-)

A bem da Nação!
De Anónimo a 6 de Dezembro de 2008 às 00:42
Amigo, já estamos quase no Natal. Não tens pena de nós? Ainda não chega? Ou estás a preparar-te para editar um livro de crónicas cracóvias? Tem pena, meu! Intervala e conta umas merdas dos américas, dos starbucks e dos bigmécs...Abração
De Jorge Fiel a 6 de Dezembro de 2008 às 09:41
Preclaro Anónimo

Já estamos na ponta final desta maratona.Segunda feira vai nascer outro dia. É só preciso ter um pouco mais de calma. Nada está perdido!

A bem da Nação!

De Anónimo a 7 de Dezembro de 2008 às 00:31
Muito bem apanhado.
O pormenor técnico da espera.
A aguardarem vez.

Tanto ucraniano que por cá anda e nem nos toca nada disto...
De Jorge Fiel a 10 de Dezembro de 2008 às 19:08
Preclaro Anónimo

Quem espera sempre alcança!

A bem da Nação!

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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