Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

O bigode vai voltar a estar na moda

 Moi, na altura em que usava bigode

 

Não tenho dúvidas. Já captei nas ruas os sinais suficientes para poder afirmar, com convicção, que não falta muito para o bigode voltar a estar na moda.

A moda é uma espécie de ióió que se desenvolve em movimentos perpétuos de vai e vem.

O antigo presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado,  escandalizou o contingente nacional de virgens púdicas (de ambos os sexos mas com clara predominância para o masculino) ao proclamar a insofismável verdade de que o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira.

Na moda passasse exactamente a mesma coisa que no futebol.

As horríveis sabrinas, que ontem eram completa e absolutamente possidónias, estão a aí a calçar 68% dos pezinhos femininos.

As desprezíveis calças à boca de sino, que anteontem estavam arrumadas no baú das recordações dos anos 70, votaram ontem a estar na moda e a ajudar os cantoneiros de limpeza na nobre tarefa de limpar as ruas.

O parolo bigode, que hoje está completamente “out”, vai amanhã ser a coisa mais “in” do Mundo, sendo que ninguém se deverá espantar se o camarada José Sócrates fizer a campanha eleitoral para as legislativas com um bigode fininho à Clark Gable a ornamentar-lhe o lábio superior - que treme sempre que ele se irrita.

Estou em crer que os bigodes fininhos, celebrizados pelo impagável Cantinflas, são a guarda avançada do regresso do bigode, abrindo o caminho para os bigodes farfalhudos, à Artur Jorge.

De mão dada com o bigode, estará também o regresso das patilhas à Ramalho Eanes.

A este propósito devo dizer que não só nunca fui um homem de patilhas como nunca votei no general Eanes, que sempre associei ao fim da utopia de fundar em Portugal uma sociedade mais justa.

Nunca usei patilhas, mas atravessei metade da minha vida com um bigode virgem.

Para evitar mal entendidos, informo que este qualificativo deriva do facto de nunca ter rapado os pelos -  apenas aparado, quando eles ultrapassavam a linha do lábio ao ponto de começarem a acumular bocados da gema dos ovos estrelados - desde que eles se constituíram sob a forma de buço, no dealbar da minha adolescência.

Ou seja, dizer que o meu bigode era virgem não significa que ele nunca tenha convivido com pelos púbicos femininos.

O meu bigode foi condenado à morte quando as minhas colegas do escritório do Expresso no Porto me convenceram que naquela altura do campeonato (os anos 90) já nem os futebolistas dos Regionais usavam esse adereço.

Alegavam elas (a Isabel, a Ana Maria e a Lídia) que o bigode estava completamente fora de moda e apenas era usado por alguns cabo da Guarda Nacional Republicana.

Apesar de à época a profissão de cabo da GNR ainda não ter visto a sua imagem aviltada pelos crimes horrendos cometidos pelo presidente da Casa do Benfica em Santa Comba Dão, este argumento foi decisivo para me convencer alargar o âmbito da intervenção da Gillete.

 

PS. O Mourinho está vingado. É desta que o Chelsea vai ao fundo. É bem feito! O Abramovich nem sabe nas que se meteu. Finalmente vai ter um bom motivo para a cara de azia que trás sempre ente afivelada

PS2. Eu sei perfeitamente que estou a abusar do tema futebol, mas se ligarem a televisão ou espreitarem para os jornais e revistas, confirmarão que não sou o único.

 

música: Olhei para trás, António Variações
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publicado por Jorge Fiel às 08:46
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36 comentários:
De Laranjada Ovarense a 12 de Junho de 2008 às 10:19
Passa-se ...
Ai a falta que o copy desk faz, senhor editor!
De Jorge Fiel a 12 de Junho de 2008 às 11:18
Preclaro Laranjada Ovarense

Está cheio de razão. Obrigado pela correcção. Estou passado, So não corrijo agora porque pareria mal, não acha?

A bem da Nação!
De Tibetana a 12 de Junho de 2008 às 11:55
ahahahahah!
Bigodudo JF,
bom dia!
bom, estavas, estavas na moda... vai bem sem bigodes, as meninas sabiam do que falavam.
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 14:44
Preclara Tibetana

Apesar de em ter em elevada consideração, estou seriamente dconvencido de que nunca estive realmente na moda.

A bem da Nação!
De Bicudinha a 12 de Junho de 2008 às 11:58
Sem querer ser ranhosa, mas (se calhar) já sendo... eu diria que 'trás' será mais 'traz'... não?!
Já o outro dizia que a pressa é inimiga da perfeição!! lol

P.S. - Tb considero a moda das sabrinas abominável, desprezível... a das calças à boca de sino analisavel caso a caso e quanto ao bigode...prefiro barba, de três dias... daquela que roça, faz rir e arrepia...

It's good to have you back... with or without moustache! ;P
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 14:46
Preclara Bicuidinha

Disponha. A preclara amiga nunca na vida será ranhosa.

É verdade. Dou muitos erros ortográficos. Mas para lhe ser sincero (esta frase é o máximo não acha?)isso não me preocupa.

A bem da Nação!
De clarinha a 12 de Junho de 2008 às 18:02
Caro Jorge Fiel
Você era um lindo rapaz!!! Dito isto, há que cair na real:
Está proibido de andar por aí a armar-se de moustache grisalha. Não vai querer parecer o sargentão, pois não?
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 14:47
Preclara Clarinha

Crizes canhoto. Parecer com o sargentão, nunca!

A bem da Nação!
De Tibetana a 12 de Junho de 2008 às 21:35
Preclaro JF,
comento aqui, o seu post, que gostei, do seu outro blog; não que meus comentarios sejam elucidativos de qualquer coisa, mas respondi "in loco" e apagou-se, estava inspirada, não sei se sairá igual no momento.
Estava a falar sobre o tempo, que deve ser bem utilizado, pois já no 3 parágrafo arranha um conceito sobre o tempo.
Uns dizem o tempo urge, outros não existe mais tempo, outros o tempo muda etc
Mas a tecnologia que se implanta nos lugares de trabalho fez com que este além de multiplicar as ações, aumentou a rede social, e claro, surgiu mais tempo para ser preenchido.

O jornalista sugeriu termos com a letra P , como:
Prioridades, prevenção, produtividade, proteção, incluidos lá estão, o trabalhador, as questões de saúde, os desgastes, o que as industrias necessitam e o que o trabalhador ou quem trabalha necessita estabelecer.
os que gerenciam também.
As Universidades ligaram-se muito à produtividade teórica...ao conhecimento teorico, e no dia a dia, quem faz é a prática.
Quando não, na atualidade os trabalhos misturam-se e ficamos dependentes de outros que, ao não ter noção do nosso, se não são ageis atrapalham a vida de qualquer um.

As exigencias são de produção: alimentos, bens, etc.
sendo necessario estabelecer prioridades, até em uma mesa de trabalho.
Isso é o geral, o equilibrar e sair a contento, é um fato que só a experiência ensina.
Nada escrevi, que não está lá.
boa noite.
De Tibetana a 13 de Junho de 2008 às 16:36
O preclaro Jf anda por estes dias a mil..
o post das crianças ( belo quadro, não sei o autor),
é divertido, acho bom ter cuidados em não confundir fiscalmente/fisicamente, quase igual :)
Então escreves sobre a pedagogia "sua majestade, o bebé!"
Afinal a mão de obra sempre foi necessário, quando da coleta e agrucultura ou guerra, para mais há crise alimentar ($), e combustível.
Bem disse /escreveu o Ariés, sobre a criança que aos 7 já eram considerados adultos. Ou meu pai que a mim dizia "fui criado como Deus criou batatas"!:))))
Existem resquícios colonialistas de que devemos prover as crianças para não ficarmos mal, perante a sociedade em que vivemos, mas a afetividade também conta JF.

Os relatos da Rev industrial são chocantes, mas se ainda existe o trabalho infantil.. afinal uma familia com 15 crianças põe estas a trabalhar para aumentar a renda de casa!!!
Como encarar o trabalho realmente infantil?
No meu entender cada circunstância é individual, o mais importante é realmente saber ir à escola para evitar um trabalho escravo, saber direitos trabalhísticos, evitando assim a exploração.
Hoje as crianças querem MAC rsrsrsrs, meninos e meninas !!!!!!!!!!
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 14:51
Prelara Tibetana

Estou em crer que a minha preclara amiga se tivesse vibvido em Inglaterra algures nos finais do século XIX teria sido co-autora de "As Origens da Familia e da Propriedade Privada" do bom do Engels.

A Bem da Nação!
De Sulista e Elitista a 13 de Junho de 2008 às 23:32
Faço parte da minoria.
A maioria das pessoas, quando vai ao sanitário , leva um livro.
Eu levo comigo o portátil . Porquê?
Porque é o local adequado, para ler este blogue (?), cujo autor apenas tem ideias de m_rd_ .
Coadjuvado por umas sonsas, que denotam muita solidão e muita frustração ... e por aqui se realizam. Fiel (à boçalidade), o seu adversário MST , tem uma doença crónica, mas continua a ser um exemplo de integridade, o que não é o seu caso.
Proteja-se, porque essa demência , vai revelar-se na sua vida profissional; penso até que já pagou por isso.
A bem da saude mental!
De Clarinha a 16 de Junho de 2008 às 12:50
Mas que grande invejoso!
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 15:07
Preclara Clarinha

Esta coberta de razão. O Sulista e Elistista baba-se.

A bem da Nação!
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 14:56
Preclaro Sulista e Elstista

"E aproximaram-se os dias da morte de Davi e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo:

"Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem!"

Ouça um bom conselho, meu preclaro amigo, leia a Biblia. Leia, por favor. Leia muito. Nunca se canse de ler.

A bem da Nação
De Tibetana a 14 de Junho de 2008 às 16:11
Prezado sulista.. realmente , acredito que até comento demasiado... obrigado por seu aviso.
Poderei ler, pois não?
Mas, já li comentarios piores, do que o que escreveu.
Pior nada sei de assuntos do norte ou do sul!
Ao ler sou generalista.
Mas quanto ao adjetivo, está errado ao dispor dele, quanto à minha pessoa, frustrada em que? em ser jornalista ou similar? bah!
e mais, a situação de blogue dá direito a qualquer um comentar incluso o Sr.
mesmo assim, passe bem.

De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 14:58
Preclara Tibetana

Diz o Livro Sagrado: bem aventurados os pobres de espírito, deles será o Reino dos Céus.

A bem da Nação!
De Peça, com i a 16 de Junho de 2008 às 13:16
Mais valia ao ressabiado sulista e litista levar para a white chapel uma corguette de boa medida.
Empurrando essa merda bem para dentro escusava de a esparramar neste blogue.
Muito custa semear estrelas e plantar luas...
De Sulista e Elitista a 17 de Junho de 2008 às 23:18
És mesmo um (a) Cabeçudo, in )digno membro da F aculdade C orruptiva P ortuense .

Reconheço-te uma qualidade: és perspicaz e reactivo - estou mesmo vestido de vermelho e isso "cega-te" ...

Ah, não demores; a senhora tua mãe, espera pela lancheira que lhe levarás. Continua ocupada, lá no pinhal, a beira da atalaia...

Entrementes, não continues a falar sózinho (a), entertem-te com o cabeçudo-mor, fiel à estupidez!

Há por aqui um medicamento (dizem os andrades cabeçudos) que gratuitamente é fornecido na Quinta da Cardiga, pelo seu Jerico Senior.
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 15:01
Preclaro Peça, com i

Estou em crer que o preclaro Sulista e Elitista prefere barras de sabão azul a courgettes ou até mesmo pepinos, que são mais duros), quando se trata da auto-introduçao, cntra natura, de objectos estranhos no local judiciosamente escolhido...

A bem da Nação!
De Rijissimo a 16 de Junho de 2008 às 19:12
Fiel:
Já tinhas cara de andrade-cabrão. Embora difícil, acumulavas. Agora és andrade-cabrão-a cagar. Pelo menos estás com cara de...Gostava de te fuuuder essa cara-de-filho-da-puta com bigode. Mas não perdes pela demora, ainda hei-de dar-te cabo das trombas.
De Jorge Fiel a 24 de Junho de 2008 às 15:03
Preclaro Rijíssimo

"Amarás o teu proximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior o que este"

Leia a Biblia, meu preclaro amigo. Leia, por favor. Não se canse de ler. Leia muito.

A Bem da Nação!
De Miguel a 17 de Junho de 2008 às 23:13
http://infimo.blogs.sapo.pt/

Este blog é sobre pormenores. Sobre a vida que passa e que não vemos. Sobre aquelas coisas sem importância, mas que aquece o coração de quem as vê.

Vem ver.
Visita, comenta e divulga.

Obrigado.

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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