Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Oh, desculpe, não sabia trazia receita...

Uma mulher entra na farmácia e diz:

 - Por favor, tem aí veneno?

O farmacêutico franze as sobrancelhas e pergunta:

- Para quê?

A mulher responde:

- Para matar o meu marido!

O farmacêutico abana a cabeça:

- Não posso vender veneno para esse fim…

A mulher abre a bolsa e exibe uma foto do marido a foder a mulher do farmacêutico, que se apressa a dizer:

- Oh, desculpe, não sabia que trazia receita…

 

(anedota da colecção particular de Joaquim Oliveira)

música: Sem fantasia, Chico Buarque
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publicado por Jorge Fiel às 09:46
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Conversas e aromas de elevador

 

Uma gaja muito perfumada entra num elevador onde está uma velhota e diz:

-  Chanel, 50 euros, comprado na melhor perfumaria de Lisboa

Entra outra gaja no elevador, também muito perfumada, e diz:

- Safari, 60 euros, comprado na melhor perfumaria de Paris

Ao sair do elevador, a velhota solta um grandessíssimo peido e diz:

- Feijão fradinho a 80 cêntimos o quilo, esta semana, no Pingo Doce.

 

(anedota da colecção particular de Joaquim Oliveira)

música: Under the bridge, Red Hot Chili Peppers
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publicado por Jorge Fiel às 19:42
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Ex-marido apanhado na curva

 

Ex-marido provoca ex-mulher:

- Então como se sente o teu novo marido a usar uma vagina que foi minha durante cinco anos?

Ela responde:

- Feliz da vida! Durante quatro anos teve de partilhá-la contigo, mas agora é toda dele.

 

(anedota da colecção particular de Joaquim Oliveira)

música: Angie, Rolling Stones
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publicado por Jorge Fiel às 19:36
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Não foi o Ped Xing que organizou o Livro Vermelho

 

Habituar-se a ter a perna esquerda recolhida, abstendo-se de a usar quando é preciso travar de repente (a força deste pé está treinada para levar até ao fundo o pedal da embraiagem e não para as nuances carinhosas que o travão pede), é apenas uma das preocupações que devemos ter presentes quando estamos nos Estados Unidos a conduzir um carro de mudanças automáticas.

Aqui ficam mais três singelas recomendações a quem se vir nessa situação:

 

a)     Os semáforos estão situados depois do cruzamento e não em cima dele como cá. Este sistema tem a enorme vantagem de permitir uma limpa observação da mudança das luzes – na Europa, usualmente o carro da frente é avisado de que o sinal passou a verde pela buzinadela irritada do carro de trás;

 

b)    A tabuleta a dizer Ped Xing que aparece com alguma frequência, não significa uma alusão saudosa ao dirigente do Partido Comunista Chinês que compulsou no Livro Vermelho os mais luminosos pensamentos do presidente Mao (esse chamava-se Lin Piao e morreu quando o avião em que seguia se despenhou na Mongólia em circunstâncias misteriosas, nunca esclarecidas) mas sim o aviso de proximidade de uma passadeira para peões. Ped abrevia Pedestrian e Xing refere-se a Crossing;

 

c)     Se quer virar à direita não se sinta inibido pelo facto do sinal estar vermelho. Pode fazer a manobra dentro da legalidade, após assegurar-se que não vai provocar um acidente. Se se mantiver à espera do verde para virar pode estar certo que vai ouvir a buzina dos carros detrás.

 

Nas minhas recentes deambulações pelas auto-estradas e avenidas de Los Angeles fiquei também com a ideia que os condutores americanos não ligam muito ao pisca, não achando por isso indispensável disponibilizar aos veículos a informação de que se preparam para mudar de direcção. Fiquei com esta impressão que espero confirmar ou infirmar em posterior viagem aos States.

música: Mellow yellow, Donovan
publicado por Jorge Fiel às 11:12
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Banhocas em Coney Island e hot dog no Nathan's

 

O 4 de Julho é uma data importante por várias razões:

 

1)    É o dia seguinte ao do casamento, em Palos Verdes, LA, da minha filha Mariana com o Tom;

 

2)    É o dia em que os norte-americanos celebram com rijo fogo de artificio mais um aniversário passado sobre a sua declaração de independência da Grã Bretanha, no já longínquo ano de 1776;

 

3)    É o dia em que no Nathan’s, em Coney Island, se disputa mais uma edição do mais famoso concurso mundial de fast eating, que este ano voltou a ser limpo por Joey Jaws Chestnut, detentor do recorde mundial da modalidade, com 68 hot dogs engolidos em dez minutos e o atleta que em 2007 interrompeu o longo reinado de sete anos em que Takeru Tsunami Kobayashi foi o incontestado campeão mundial. 

 

O triunfo de Jaws rendeu-lhe um prémio pecuniário de dez mil dólares, foi testemunhado no local por uma multidão de 40 mil entusiastas e acompanhado em directo através do pequeno ecrã (desde 2004 que a ESPN assegura os direitos exclusivos de transmissão televisiva) por 1,6 milhões de adeptos.

 

Apesar de não ser fanático por cachorros quentes – passam-se meses sem comer nenhum – confesso que sou um apreciador do hot dog do Nathan's, que consumo com muito cebola em cima e acompanhado pelas suas famosas fresh cut french fries, mostarda e chucrute.

 

Este ano de 2010 comi dois - e devo ter demorado uns bons dez minutos a engolir cada um (prefiro fazer as coisas com calma). Um em Las Vegas, no Nathan’s do New York New York, e outro na sede, em Coney Island (onde a cadeia nasceu em 1916) após uma manhã de praia e algumas banhocas em Coney Island, onde tive a grata surpresa de verificar que a temperatura das águas do Atlântico Norte estava consideravelmente mais elevada que nas praias de Venice e Malibu, no Pacífico Sul.

música: From the beginning, Emerson, Lake & Palmer
publicado por Jorge Fiel às 14:50
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Sábado, 11 de Setembro de 2010

O génio da lâmpada é danado para brincadeira

 

Sem forças e sequioso, o preto erra pelo deserto já sem acalentar grandes esperanças de salvamento, quando tropeça numa lâmpada semi-enterrada na areia. Esfrega-a e sai de lá um génio, que se disponibiliza para lhe satisfazer três desejos.

O náufrago do deserto pede logo água – muito água. Pensa um bocado e manifesta a vontade de mudar a cor da pele e passar a ser branco. Finalmente, confessa que gostaria de ver mulheres nuas com bastante frequência.

O génio da lâmpada providenciou imediatamente a consumação dos três desejos - e transformou-o num bidé.

(anedota do repertório de Joaquim Oliveira, adaptada pelo autor)

música: Riki tiki tavi, Donovan
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publicado por Jorge Fiel às 10:15
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Calor húmido só é bom quando se trata de quecas

Passar a terceira semana de Agosto em Las Vegas significa suportar temperaturas consistentemente superiores a 100º F (cerca de 38º C), um calor muito abafado e ainda mais seco que as piadas que Joaquim Oliveira generosamente distribuiu por conhecidos e amigos, via SMS.

A humidade é um valor muito importante em algumas situações bem específicas (como a queca), mas, do meu ponto de vista, é perfeitamente dispensável quando se trata da temperatura ambiente. Calor abrasador por calor abrasador prefiro o seco ao húmido – ao menos um tipo não anda a arrastar-se pelas ruas a suar como um porco (uma dia ainda hei-de tirar a limpo se os suínos suam…), com a camisa colada às costas e manchas a transbordarem do sovaco.

Do ponto de vista térmico, durante a minha estadia em Las Vegas habituei-me a saborear dois momentos felizes, a saber:

  1. A baforada de calor quente que apanhava quando emergia a tiritar do ar condicionado;
  2. Sentir o frio siberiano que vigora em todo os interiores da cidade do pecado (onde, juro-vos, nunca pequei), após uma caminhada pelas ruas da Strip com uma duração superior a cinco minutos.

Apesar de, por um motivo de força maior (ainda estão por descobrir as cápsulas para viajar no tempo), nunca ter estado em Las Vegas, Fernando Pessoa escreveu que nós nunca estaremos onde queremos, terrível verdade cantada por António variações no ocaso do século XX.

Ao fim e ao cabo, e pensando bem, este estado de insatisfação é outro aspecto da mensagem dos Rolling Stones em “(I can’t get no..) Satisfaction”. Mas o melhor é nunca desistir de tentar.

 

música: Satisfaction, Rolling Stones
publicado por Jorge Fiel às 20:32
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Cadeira com vista para a ponte de Brooklyn

Há cidades, como Los Angeles, em que uma pessoa se cansa de andar de carro, ao ponto de ter arranjado uma dor passageira no músculo sartorial da perna esquerda, devido às horas em que guiei com ela preguiçosamente recolhida (a perna esquerda dos europeus está habituada a trabalhar na embraiagem).

Há cidades, como Nova Iorque, em que uma pessoa se cansa de tanto andar a pé – na rua e nos corredores da estação de metro. Nestes casos, é fundamental estar equipado com uma lista de locais refúgio para descansar. Acho que os Starbucks foram inventados exactamente para dar resposta a esta necessidade nos dias frios.

Central Park excluído, o meu sítio preferido para esticar as pernas em Manhattan são as cadeiras tipo deck chair do último andar do Pier 17, em South Street Seaport, de onde se desfruta de uma vista privilegiada da ponte de Brooklyn – que pode não ser a mais bonita do mundo (a da Arrábida e Maria Pia têm lugar no top ten) mas é, com quase toda a certeza, a mais famosa.

Sinto-me muito mais importante do que o que realmente sou quando estou refastelado numa dessas cadeiras, descalço, com uma pint de Samuel Adams ao lado no chão, a ler um interessante artigo sobre os ácaros no caderno Science do New York, e dando de ve em quando umas espreitadelas á ponte.

O único inconveniente das cadeiras da varanda do Pier 17 é estarem atarrachadas ao chão, o que além de dificultar o acto de as roubar também impede o acto de as mudar para a sombra, quando estão expostas a um sol inclemente (ou vice-versa, quando está a começar a ficar frio).

música: New York New York, Frank Sinatra
publicado por Jorge Fiel às 18:14
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Compreender a casa futebolística do Frankenstein

A minha esplanada preferida a sul do Mondego (a norte há a do Shis, na praia do Ourigo, que faz o meu coração balançar) é a do Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, em S. Pedro do Estoril. Ser um tudo nada ventosa e apenas acessível a quem circula de carro no sentido Cascais-Lisboa (quem for na outra direcção tem de ir dar a volta a S. João do Estoril) são os únicos inconvenientes desta magnífica esplanada onde passei a manhã, a ler os jornais desportivos (preparação para a gravação, à tarde, da minha primeira participação no programa Sacanas Sem Lei do Canal Q) e a escrever, à mão, a crónica de amanhã para o Diário de Notícias – não tinha o computador comigo e estava a apetecer-me deixar-me estar por lá mais um bocado. Bebi um café e uma água das Pedras que me custaram 2,5 euros. Dou esse dinheiro por bem gasto, bem como os 80 cêntimos aplicados a comprar A Bola, onde aprendi, lendo a coluna de Luís Freitas Lobo, que o problema da nossa selecção é ser “o produto de um encruzilhada temporal” e que o drama pessoal do Carlos Queiroz é ser “incapaz de compreender a casa futebolística do Frankenstein”.

música: How, Lisa Loeb
publicado por Jorge Fiel às 20:27
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

As saudades que eu vou ter das livrarias habitáveis

A Barnes & Noble fechou as contas do quadrimestre Abril-Julho com um prejuízo de 62,5 milhões de dólares, cerca de cinco vezes maior que o registado em idêntico período de 2009, o que é uma péssima notícia (a juntar à falência da operação europeia da Borders) não só para os seus accionistas, mas também para as pessoas como eu que adoram as livrarias ao estilo americano, ou seja habitáveis.

A Fnac também é permissiva, mas já há algum tempo deixou de ser uma livraria/discoteca, para se aproximar perigosamente do formato Vobis/Worten/Media Market/Rádio Popular, com os smartphones, iPods, máquinas fotográficas e computadores (ou seja,m a electrónica em geral) a ganharem terreno a livros, CDs e DVDs.

Na Fnac um tipo pode passar o tempo que quiser sentado no chão a ler BD, mas as prateleiras de banda desenhada minguam todos os meses e começam a estar infestada de manga, o que me deixa incomodado por pensar tão mal desta invasão amarela, como os neocon americanos da ideia de ser construído um centro islâmico nos arredores do Ground Zero.

No centro comercial Grove, em LA, enquanto fazia horas para a abertura do LACMA (o Los Angeles County Musuem tem o estranho horário de só existir a partir do meio dia), passei uma boa hora refastelado na Barnes & Noble a folhear a National Geographic Travel e outras revistas de viagem.

E durante a minha estadia em Nova Iorque, montei frequentemente quartel general no Dean and Deluca da Borders de Columbus Circle (na foto), na 59th Street, preparando, com um café Americano venti à frente, os nossos passeios com o apoio gratuito de guias de viagem pedidos emprestados às estantes.

As livrarias ainda não acabaram, mas eu já sinto que vou ter muitas, mas (mesmos muitas!) saudades delas.

música: Paperback writer, Beatles
publicado por Jorge Fiel às 20:37
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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