Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Operação à vesícula e uma noite branca no Hospital de Santo António

Ainda bem que não foi esta equipa que tratou da minha vesícula

 

 

A noite seguinte à operação, passada em branco, foi o segundo momento crítico da minha curta hospitalização para extracção da vesícula.

 

Passei a santa tarde a dormir. Eu bem me esforcei por virar páginas do «thriller» Whiteout, de Ken Follet, mas logo começava a cabecear, o livro caía-me no peito e eu adormecia. Uma maçada.

 

Paguei estas sestas inoportunas com uma noite em branco. E uma das piores coisas que pode acontecer a um doente hospitalizado, impossibilitado de se levantar da cama e com a recomendação de se mexer o menos possível, é passar a noite sem dormir.

 

A sensação de impotência é enorme. Não me parecia civilizado abrir a luz para ler. E cedo constatei ser a demonstração prática da expressão «estar sem posição».

 

A cama era curta demais para o meu 1m82. O meu corpo, com o tronco imóvel e dorido, deslizava nos lençóis. Para reagir a um incomodativo calor, pedi para me tirarem o cobertor e punha as pernas fora dos lençóis – e não tardava nada a sentir frio…

 

Nenhuma inclinação da cama me deixava confortável, mas inibi-me de passar a noite agarrado à campainha a pedir à enfermeira para baixar ou elevar a cabeceira da cama. Uma chatice.

 

Prevendo uma noite mal passada, fiz-me acompanhar pelo meu iPod. Mas a minha previdência é limitada. Não me lembrei de carregar a bateria e após uma hora e meia a debitar música variada (a minha versão do contar carneirinhos consistiu em concentrar-me nas letras e traduzi-las enquanto ouvia as músicas, o que no particular das canções da Aimee Mann não contribuía para elevar o moral) o aparelho calou-se. Passavam poucos minutos das quatro da manhã quando o iPod faleceu.

 

A alvorada do hospital foi libertadora, com o seu cortejo de ruídos e animação, abrir as persianas para deixar entrar a luz do dia, medir as tensões, verificar a temperatura, distribuir as pastilhas, mudar os frascos do soro, servir os pequenos almoços e a mudança de turno.

 

Todo este frenesim foi para mim uma enorme alegria e sepultou uma noite em branco apenas suavizada pelo bonito amarelo da bata da enfermeira do turno da noite (foi frequentemente à Enfermaria 3 porque o vizinho da cama ao lado queixava-se repetidamente de dores) e por uma pequena transgressão que passo a justificar.

 

A transgressão aos bons costumes consistiu em, a coberto da noite, ter-me consentido aliviar a acumulação de gases na região abdominal através da emissão (não silenciosa mas inodora) de quatro traques.

 

Em minha defesa, alego que o meteorismo foi uma espécie de remédio preventivo e auto-administrado das dores provocadas por excesso de gases.

 

Não sei se sabem (se não sabem ficam a saber) nas operações feitas com recurso a laparoscopia, é injectado ar para dentro de nós. E o ar que entra tem de sair – por cima (arroto) ou por baixo (traque).

 

Os quatro buracos abertos na minha barriga foram fechados com agrafes – e quando falo em agrafes estou a falar mesmo de agrafes em tudo idênticos aos que usamos no dia a dia para juntar folhas de papel A4 (há quem prefira o clip, que por sinal é uma bela peça de design) como tive oportunidade de verificar com estes olhinhos que a terra hão-de comer quando a enfermeira Maria mos tirou, onze dias depois, no Centro de Saúde de Lordelo.

 

Ter agrafes na barriga permitiu-me viver o drama pós parto das grávidas que quiseram ou tiveram de recorrer a cesariana.

 

Quando se tem a barriga agrafada de fresco, rir é uma experiência que rapidamente evolui para o choro. É de ir às lágrimas, não de contentamento, mas sim de dor.

 

Eu sei do que falo porque no final da tarde o meu vizinho do lado foi visitado por um tipo alto, sinistro, todo vestido de preto, com uns daqueles óculos com hastes larguíssimas e aerodinâmicas que estão na moda mas eu acho de um mau gosto atroz.

 

O sinistro homem de preto apresentou-se ao doente da cama 2 como o médico da dor. O meu colega e vizinho agradeceu a visita e perguntou-lhe o que é que ele lhe tinha para lhe dar.

 

(pelo sim pelo não faço legenda: da dor e dador soam exactamente da mesma maneira. A língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira)

 

Foram dolorosas para mim todas as recordações do episódio do sinistro médico da dor, que, no meu caso concreto, falhou, porque provocou dor, em vez de a aliviar.

 

Deram-me ordem de soltura um pouco antes do meio dia, depois de me oferecerem uma chávena de chá quente e de se certificarem que eu me aguentava nas canetas quando fui à casa de banho escovar os dentes.

 

Com excepção dos dois momentos críticos (o xixi para o pistolão e a noite em branco) trata-se de uma história bonita e com um fim feliz.

 

Porém, antes de colocar o ponto final no relato desta minha experiência, permito-me abusar um pouco mais da vossa paciência e fazer um reparo.

 

Sou um fã incorrigível de série televisivas, incluindo as protagonizadas por médicos.

 

Já não me lembro muito bem do Dr. Kildare, mas actualmente sigo o ER, House e Anatomia de Grey (a principio quase me apaixonava pela Meredith mas agora já estou um bocado farto dela, não só da sua cara esquisita mas também da sua irritante personalidade).

 

Estas séries televisivas retratam o dia a dia hospitalar visto a partir dos médicos.

 

Ora a rotina de um hospital vista a partir de uma cama é muito diferente. Logo a começar, porque lidamos muito com auxiliares e enfermeiros – e raramente vemos os médicos.

 

FIM

 

 

PS. Seria muito ingrato da minha parte concluir este relato sem agradecer publicamente a quatro amigos médicos:

O Rui Ponce Leão, que diagnosticou o problema.

O Eurico Castro Alves que generosamente tratou de toda a logística e abriu as portas que havia para abrir

O Zé David que pacientemente extraiu uma vesícula complicada

O Zé Martins que não pode ser o anestesista como queria ser porque, no entretanto, nos deixou (um grande abraço para ti, onde quer que tu estejas, Zé!)

 

 

 

 

música: Nghts in white satin, Moody Blues
publicado por Jorge Fiel às 11:25
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32 comentários:
De dalhenamona a 28 de Dezembro de 2007 às 13:48
O esquisito é o sucesso estrondoso destas séries, independentemente dos fígados de fora, das pernas partidas, das cabeças abertas, enfim nada disso incomoda o fiel tele-espectador.

O que conta são as caras lindas delas..e deles para elas.

Um dia destes, metem uma Ministra das Finanças no Governo Louraça, com um corpo escultural...e a malta nem se importa de ver telejornais atrás de telejornais em que ela nos aumenta....os impostos.

De Jorge Fiel a 29 de Dezembro de 2007 às 19:36
Preclaro Dalhenamona

Um louraça escultural no Ministério da Saúde seria sempre melhor do que o Correia de Campos. Penso eu de que...

A Bem da Nação!
De Karl Macx a 28 de Dezembro de 2007 às 14:24
Folgo em saber que o pior passou.

Pelo sim, pelo não, enviava um pedido de indemnização ao Ministério da Saúde. Já não basta tirarem-nos o dinheiro em tudo e mais alguma coisa, tiram-nos os orgãos (doentes ou não) e nem sequer somos ressarcidos por isso, como ainda temos de largar o vulgar pilim...

Abraço
De Jorge Fiel a 29 de Dezembro de 2007 às 19:38
Preclaro Karl Macz

Essa sua costela marxista está bem à vista nesse seu feitio reivindicativo.

Olhe que eu não só agradeço, como até estaria disposto a pagar (uma quantia moderada) por me terem aliviado da minha vesícula infecta.

Presumo que isto quer dizer que estoiu completamente convertido ao capitalismo! È triste mas é verdade.

A Bem da Nação!
De antonio a 28 de Dezembro de 2007 às 16:30
O meu amigo há-de me explicar como é que o ar enfiado na caixa abdominal sai em forma de arrotos ou traques... este texto confirma como os homens são uns mariquinhas...

Bom Ano (e boa recuperação)
De Jorge Fiel a 29 de Dezembro de 2007 às 19:39
Preclaro Antonio

Não tenho explicações. Não sou médico. Sou jornalista. Um empírico. E um bocado mariquinhas. Um homem, portanto :-)

A Bem da Nação!
De Com tranquilidade a 28 de Dezembro de 2007 às 17:08
Este texto poderia servir para iniciar o guião de uma nova série televisiva. Temos é que pedir à produção para arranjar um actor com menos de 1,82m... essa altura, por estes lados, ainda é um bocado incómoda. Mas, enfim, os miúdos agora são mais grandinhos e pode ser que o standard das camas passe a ser outro para bem dos calmeirões.

Quanto aos traques... talvez valesse o esforço guardá-los para as festas do próximo dia 31.

Continuação,

BOM ANO!!! ("com total recuperação"!)
De Jorge Fiel a 29 de Dezembro de 2007 às 19:41
Preclaro Com Tranquilidade

Obrigado pela gentileza dos seus votos.

De resto, presumo que ainda tenho traques suficientes em «stock» para largar festivamente alguns quando estiverem a bater as doze badaladas da meia noite no próximo dia 31!

A Bem da Nação!
De CRN a 28 de Dezembro de 2007 às 19:31
Entao isso era colesterol ou hematites??
Informo o camarada Fiel que passou a fazer parte de um grupo de devedores, dos devedores de dias à cova, sim, porque o meu bisavô, homem de Baiao, faleceu por este mesmo problema, claro eram outros tempos mas a realidade parece dizer o contrário. Recordo que quando comuniquei aos meus amigos a extirpaçao da minha vesicula, estes começaram a tratar-me com a aquela actitude de lástima ou piedade, uma vez que viver sem um orgao, que nem essa consideraçao devia ter, classifica-nos como "doentes para o resto da vida", diminuidos fisicos.
Assim, passe a saber que os kg ganhos durante a sua relaçao com o expresso, seguramente desparecerao, assim como desapareceu o resultado destes, dessa forma nao lhe ficarao lembranças fisicas nem moléstias dessa sua etapa, algo positivo, suponho, no meio de toda esta questao, é a tal estória do ying/yang, existe sempre algum aspecto positivo.
Ainda que despojado de parte do seu ser, o que pode resultar mais positivo que aquilo que possa pensar, que o próximo ano lhe corra de feiçao e que navegando à capa seja suficiente para alcançar o fim do azimute.

P.D.- Pessoalmente já fui alvo de 7 intervençoes de carácter diferente e com alto risco, sem estas nao estaría aqui a escrevinhar. Assim, se lhe serve de alguma coisa, estou bastante mais em divida com o terreiro que o nosso camarada (ainda que surfar a cresta da existência continue a ser um desafio impossivel de recusar).

De Com tranquilidade a 29 de Dezembro de 2007 às 14:49
O homem está são e salvo!!!

Foi só uma intervenção cirúrgica que agora é quase a brincar. Veja-se: 48 horas, 4 furinhos ("cozidos" com agrafes)... nada de cicatrizes... as dores e mal-estar já foram...

O grande problema foi o homem medir 1,82m, ocupar a cama toda (e ainda sobrar) e não caber lá nenhuma voluntária.

SAÚDE!!!!
De Jorge Fiel a 29 de Dezembro de 2007 às 19:48
Preclaro Com Tranquilidade

Tem razão. Não cabia na cama nenhuma voluntária.

Mas mesmo que coubesse a enfermeira lourinha da bata amarela, pode ter a certeza que naquela noite a trataria como uma irmã - ou melhor, como uma filha.

A Bem da Nação!

De Jorge Fiel a 29 de Dezembro de 2007 às 19:46
Preclaro CRN

Cumprimento o meu caro colega desvesículado.

Sugere que eu vou emagrecer na sequência da extração desse apêndice esclesorado e inútil? Ora a confirmar-se a previsão do meu preclaro amigo isso é uma bela notícia.

Tenho na gaveta uma data de camisas que me apertam no colarinho mas ainda não desisti de voltar a usá-las.

O meu forte nunca foi o colesterol, mas penso que o tenho controlado.

Tinha três pedras na vesíicula.

Sete intervenções. O meu amigo é um veterano do Bloco (não do de Esquerda mas do Operatório)!

A Bem da Nação!
De CRN a 29 de Dezembro de 2007 às 20:17
Que tinha pedras alcancei, a questao era saber se essas, as calcificaçoes, eram de colesterol ou pigmentos.
Por outra parte, o bloco de esquerda nao tem idade para ter veteranos.
De Jorge Fiel a 30 de Dezembro de 2007 às 09:40
Preclaro CRN

Estou a ver que o meu preclaro amigo, além de veterano, também é um especialista.

Vou-me documentar sobre a natureza das pedras.

O Louçã, o Rosas e o Portas já são, no meu entender, veteranos.

A Bem da Nação!
De J.M. Coutinho Ribeiro a 29 de Dezembro de 2007 às 04:49
Caríssimo:
Se não te conhecesse como conheço, acharia extraordinária a forma como és capaz de brincar com a doença. Nunca conseguirei isso - nem em relação a mim, nem aos outros, aos que gosto. Lembro-me bem - há já muitos anos - quando fui ao mesmo Santo António, estavas tu internado por causa de um treco que te deu e eu não estava capaz de ir. Foi, curiosamente, pela mão do preclaro Eurico Castro Alves que lá cheguei, já não me recordo se com a Filomena se sozinho, mas tenho a certeza de que foi a Filomena que me convenceu a ir ver-te, não que eu não quisesse, mas porque me sentia incapaz. Lembro-me bem que quem parecia doente era eu e não tu, doente porque só a ideia de estar no hospital de visita me punha assim. De então para cá, mudei em muitas coisas, por vontade própria ou à pancada, mas nessas coisa não mudei.
Ao ler-te, fiquei com a certeza de que mesmo quando estacionas o carro de cu, não estás velho. Ou, então, estás a envelhecer muito bem.
Melhora depressa, porque temos que ir jantar :-)
De Jorge Fiel a 30 de Dezembro de 2007 às 09:38
Preclaro Coutinho

Bem, para te dizer a verdade já estou prontinho para enfrentar a nossa jantarada.

Não faltam assuntos em cima da mesa para tratar....

Não podemos deixar passar a primeira quinzena de Janeiro sem nos encontrarmos.

De resto, a única coisa boa que eu devo ter
é um enorme e real capacidade de brincar com as minhas próprias desgraças.

um abraço amigo!

A Bem da Nação!
De mariac a 6 de Janeiro de 2008 às 23:16
Eu estou parva! Desculpe-me a intromissão no seu blog, mas estou prestes a ser operada à vesícula e ando aqui em pesquisa. Encontrei-o! Diga-me, então: foi operado no dia 28 e no dia 30 já estava de visita ao Oceanário??
(Sabe que estou em pânico!!?? e animou-me bastante lê-lo!)
De Jorge Fiel a 7 de Janeiro de 2008 às 20:21
Preclara MariaC

Não. Fui operado dia 10, e no dia 11 já estava em casa, com algumas dores quando me ria, mas feliz e contente.

Boa sorte na sua operação

A Bem da Nação!
De kiki a 13 de Fevereiro de 2008 às 11:41
pois eu sou mais uma aflita ,vou ser operada em breve fiquei satisfeita em saber que correu tudo bem o mesmo espero para mim e todos aqueles que estão na mesma situação. espero não ter que me rir muito pois esse é o meu "defeito" levo tudo para o lado positivo.
De mariac a 2 de Março de 2008 às 22:30
Vou ser operada no dia 2 de Abril...nem uma "pedrinha", só pólipos, que podem degenerar!
Fujo, não fujo, finjo que não é nada comigo?? Assusta-me a anestesia...tive 2 filhos "a seco".
Só um dia destes vi que o meu comentário tinha ido ter ao blogue.... Pensei que se tinha perdido "pelo caminho". E li a sua resposta. Obrigada!
Depois dou notícias, espero! (Ainda que não interessem a ninguém, a não ser a mim própria....)
De mariac a 2 de Março de 2008 às 22:31
Kiki, boa sorte!! Via correr tudo bem!
De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2009 às 15:43
Tambem já fui operada a vesicula nao custa nada fui operada num dia e saí no dia seguinte tenho a dizer que nunca tive dores, fui operada no Hospital da Perlada tambem com 4 cicatrizes na barriga mas as minhas ainda foram um bocadinho grandes pois tenho algumas que levaram 8 pontos. mas correu tudo bem graças a Deus. Eu tambem já fiz 5 cirurgias todas elas a sitios diferentes e complicadas mas enfim logo que corra tudo bem nao é mau. Bjs e rapidas melhoras para todos
De anonimo a 20 de Outubro de 2009 às 22:38
Fui operada à vesícula no dia 12 de Outubro no Hospital dos Covões em Coimbra, também vim para casa no dia seguinte. Esta foi a minha 6ª operação. Não acho que a recuperação seja assim tão fácil como me haviam dito. Para além de uma enorme diarreia no 3º, 4º e 5º dia que me fez ficar sem forças para me levantar, ao que a médica me informou ser normal, pois trata-se de uma habituação dos intestinos à falta da vesícula. Ainda estou com uns problemas na cicatrização de 2 das 4 costuras. Também perdi 4 quilos na primeira semana, o que até é um aspecto positivo. Tive sorte com a equipe que me operou, pois foram todos muito atenciosos. Espero recuperar em breve. Beijinhos para todos.
De JO a 29 de Outubro de 2009 às 23:20
Boa noite, hoje foi a primeira vez, que acedi á NET para saber se existem mais pessoas na minha situação, a verdade é que tenho 2 pólipos na vesicula e este ano repeti a ecografia anual e um deles está com diâmetro grande, apesar de não ter sintomas RELEVANTES, aconselharam-me a retirar os pólipos, sei que é por uma boa causa, mas é a minha segunda cirurgia, a primeira o parto do meu Filho, vai ser já na próxima segunda, estou apreensiva, como é normal, mas depois de ter lido todos estes comentários, não é assim tão preocupante, agradeço a todos, que deixaram aqui o testemunho da cirurgia á vesicula e do pós-operatório, consegui ter mais confiança, prometo que assim que sair do hospital e recuperar, darei também o meu testemunho, FELICIDADES PARA TODOS, COM MUITA SAÚDE.

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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