Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

O café do Europeijska não travou a galopada do sono

 

Presumindo que não vale a pena pôr mais na carta para salientar a subida importância dos cafés (estabelecimento e bebida) no bem estar e conforto do viajante, passo a relatar circunstanciadamente as três experiências de café que vivi durante o fim de semana alargado que passei em Cracóvia.

Logo na 6ª feira, instalei-me no Europeijska, após um opíparo almoço de sopa de peixe e carpaccio, acompanhado por um copo de Malbec, no Szara da Rynek Glówny,  e de um breve passeio pela Stare Miasto (centro histórico), dado com o duplo objectivo de desentorpecer e de evitar o entorpecimento do espírito.

A ideia era pegar nos mapas e guias, que transportava no meu messenger bag (se calhar é melhor começar a referir-me a ele por saco de carteiro, numa tradução livre para português), e planificar a minha estada  -  nunca mais escreverei estadia, pois da última vez que usei esta palavra levei um valente puxão de orelhas de uma professora minha amiga.  

O sono e o ambiente (uma penumbra simultaneamente pesada e acolhedora) do Europeijska conspiraram para me frustrar os meus planos, atirando-me para os domínios de Morfeu.

Chegado aqui, devo recordar que pernoitara na porta 21 do aeroporto de Frankfurt, ou seja tinha no lombo uma noite dormida à pressa.

O café (8 zlotys, um pouco menos de dois euros) não travou a galopada do sono. Como não conseguia estruturar o programa para a short break polaca, preferi levantar âncora e ir dar água sem caneco vagabundeando pela Stare Miasto, para não correr o risco de arranhar  com os meus roncos (sim, eu ressono) a elegante e elaboradamente sofisticada atmosfera do Europeijska.

Fica guardada para a próxima a experiência de saborear com calma o ambiente clássico e muito Europa Central deste café decorado com objectos de época (como gramofones, sabe-se lá se alemães), instalado rés-do-chão do Palac Krysztorofy, no lado ocidental da Rynek Glówny, uma das mais belas praças do mundo – é tão bonita que às vezes até arrepia.

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publicado por Jorge Fiel às 19:34
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1 comentário:
De toalhadelinho a 7 de Novembro de 2011 às 13:16
A bem da língua portuguesa, importa-se o "blogger" de me esclarecer porquê ESTADA e não ESTADIA?
Obrigada.

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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