Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Devaneio sobre o tempo a importância dos cafés

 

Os cafés são peças essenciais no processo de conhecimento de uma cidade. Por muito bem que se tenha planificado o dia, é sempre preciso fazer correcções de rota e nada melhor do que a mesa de um café para, calma e confortavelmente, abrir o guia, espalhar o mapa, repensar trajectos, escrever novas cábulas, escolher o transporte público mais adequado para nos levar a um ponto de partida.

Sendo que os intervalos para café também permite descansar as pernas (que nestes casos sofrem sempre muito) e despertar os sentidos, ao beber o café propriamente dito – que ajuda a espantar o sono, pois ninguém, no seu perfeito juízo viaja até S. Petersburgo para desperdiçar 1/3 do dia na cama a dormir.

O café também é um refúgio a considerar em caso de mau tempo, querendo eu significar por mau tempo condições meteorológicas que prejudicam seriamente o passeio, como chuva inclemente (por contraste com a morrinha ou chuva molha tolos) ou temperaturas abaixo dos cinco graus negativos ou superiores a 35º C.

O tempo aqui em S. Petersburgo tem-se comportado bem. O sol sorriu durante todo o fim de semana, que esteve aceitavelmente frio (entre os 5º C e os zero). Segunda e terça apresentaram-se cinzentas mas sem chuva, e com uma ligeira subida de temperatura, que me possibilitou passear com o encerado Barbour desabotoado. Quarta de manhã choveu e até nevou (curioso nevar em Outubro), se bem que ligeiramente, mas à tarde a coisa compôs-se. Hoje está cinzento, céu fechado, mas está morno e não ameaça chuva.

Apesar de S. Petersburgo ser um porto com acesso ao Báltico, através do Golfo da Finlândia, a Starbucks ainda (?) não desembarcou aqui mas há uma cadeia local de cafés, identificável através do logo da foto que abre este post, com características em tudo semelhantes.

O café expresso não é barato (109 rublos, ou seja, quase dois euros e meio, mais do que cobra o Majestic) mas o ambiente é clean, há net wifi e deixam o cliente sossegado o tempo que quiser e a fazer o que quiser – seja a escrever crónicas, posts e postais ilustrados (como é o meu caso) seja a dar linguados tão intensos que a miúda até pode engravidar – como é o caso dos namorados que ocupam a mesa ao lado da minha – e que eu não tive lata para os fotografar.

publicado por Jorge Fiel às 13:41
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1 comentário:
De Tibetana a 16 de Novembro de 2011 às 16:22
deliiiicia .... ler novamente suas cronicas! obrigado.

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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