Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Não foi o Ped Xing que organizou o Livro Vermelho

 

Habituar-se a ter a perna esquerda recolhida, abstendo-se de a usar quando é preciso travar de repente (a força deste pé está treinada para levar até ao fundo o pedal da embraiagem e não para as nuances carinhosas que o travão pede), é apenas uma das preocupações que devemos ter presentes quando estamos nos Estados Unidos a conduzir um carro de mudanças automáticas.

Aqui ficam mais três singelas recomendações a quem se vir nessa situação:

 

a)     Os semáforos estão situados depois do cruzamento e não em cima dele como cá. Este sistema tem a enorme vantagem de permitir uma limpa observação da mudança das luzes – na Europa, usualmente o carro da frente é avisado de que o sinal passou a verde pela buzinadela irritada do carro de trás;

 

b)    A tabuleta a dizer Ped Xing que aparece com alguma frequência, não significa uma alusão saudosa ao dirigente do Partido Comunista Chinês que compulsou no Livro Vermelho os mais luminosos pensamentos do presidente Mao (esse chamava-se Lin Piao e morreu quando o avião em que seguia se despenhou na Mongólia em circunstâncias misteriosas, nunca esclarecidas) mas sim o aviso de proximidade de uma passadeira para peões. Ped abrevia Pedestrian e Xing refere-se a Crossing;

 

c)     Se quer virar à direita não se sinta inibido pelo facto do sinal estar vermelho. Pode fazer a manobra dentro da legalidade, após assegurar-se que não vai provocar um acidente. Se se mantiver à espera do verde para virar pode estar certo que vai ouvir a buzina dos carros detrás.

 

Nas minhas recentes deambulações pelas auto-estradas e avenidas de Los Angeles fiquei também com a ideia que os condutores americanos não ligam muito ao pisca, não achando por isso indispensável disponibilizar aos veículos a informação de que se preparam para mudar de direcção. Fiquei com esta impressão que espero confirmar ou infirmar em posterior viagem aos States.

música: Mellow yellow, Donovan
publicado por Jorge Fiel às 11:12
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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