Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Quem vai ao mar avia-se em terra

Aspecto das sandes antes de marcharem para a lancheira

Apesar de não estar incluído no preço, experimentamos o pequeno almoço no hotel e ficamos fregueses.

Por 6,75 libras por cabeça garantíamos não só um abundante e variado breakfast inglês, mas também víveres para aguentar durante o resto do dia, pois os tempos não estão para brincadeiras e temos de viver de acordo com as estritas e draconianas regras que regulam uma economia de guerra. Quem vai ao mar, avia-se em terra.

O formato tipo que adoptei foi consumir ao pequeno almoço, no local,  enquanto folheava o Independent (disponível gratuitamente nas suas duas versões tablóide e broadsheet), croissants (um ou dois), bastantes copos de sumo de laranja e iogurtes  (um ou dois), sepultados com várias canecas de café tipo americano (duas ou três) e um café expresso, a título de cereja em cima do bolo.

Mas antes de me entregar ao prazer de deglutir sem pressas este pequeno almoço copioso,  entregava-me ao trabalho de confeccionar sandes (normalmente quatro, duas de fiambre do tipo dinamarquês e duas de rosbife), envolvidas em guardanapos e guardadas no saco, para ir consumindo ao longo do dia, juntamente com as maçãs  - daquelas muito verdes e um pouco ácidas, que agora não me lembro do  nome (são aquelas que os Beatles usaram para logo da sua etiqueta Apple) -  rapinadas do cesto de fruta do bufete (dias houve em que também marcharam bananas, devo confessar) .

Estou mesmo convencido de que a ideia subjacente aos pequenos almoços bufete nos hotéis para pelintras (ou seja de três estrelas para baixo) é mesmo essa – a de abastecer a freguesia para o resto do dia.

East End, pequeno almoço de sábado, 5 Dezembro 2009

música: Red red red, Fiona Apple
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publicado por Jorge Fiel às 18:08
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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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