Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Como fazendo contas na Muji de Covent Garden concluí que se calhar ando a trabalhar demais

O lauto almoço no Aberdeen Steaks de Coventry Street estava mesmo a pedir um longo passeio para ser digerido. Fizemos-lhe a vontade.

Atravessamos a Leicester, onde o Swiss Center está a sofrer tremendas obras, que talvez incluam a mudança de ramo, o que seria uma pena, pois agrada-me muito o formato de um quarteirão onde um país estrangeiro concentra o que de melhor tem para oferecer, como os escritórios da sua companhia aérea, as lojas de chocolate e canivetes, os restaurantes de raclette e fondue de queijo, etc, etc.

Antes de desembarcarmos em Covent Garden, fizemos escala na Stanfords (12-14 Long Acre, uma livraria que sobrevive desde 1852 e tem a fama de ser a mais bem apetrechada do Mundo em mapas, livros de viagens e guias turísticos) e na Muji, onde reforcei o meu stock de canetas.

(É impressionante a velocidade com que se esgota a tinta das Muji. Fiz as contas por alto e conclui que ando a gastar uma Muji de cinco em cinco dias e que um caderninho Clairefontaine de 96 páginas só me dura 21 dias. Devo andar a trabalhar demais)

Depois de vagabundearmos por Covent Garden (no piso de baixo estava uma tipa a cantar áreas de ópera populares, em vez dos habituais grupos de cordas), fomos à loja do recentemente remodelado London Transport Museum, onde não resisti e adquiri postais ilustrados (reproduções de cartazes vintage do Tube) para mandar à Mariana e ao João (um deles é a foto deste post),  um magneto de frigorífico com a placa toponímica de Covent Garden e uma caneca que tinha gravado um bocado do mapa de Londres, indicando com destaque o local onde a velha central eléctrica estava a ser reconvertida em Tate Modern e ia ser construída, sobre o Tamisa, a Millennium Bridge.

 

  Londres, tarde de 4 Dezembro 2009

música: Trust me, Janis Joplin
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publicado por Jorge Fiel às 18:08
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2 comentários:
De Tibetana a 8 de Janeiro de 2010 às 19:16
Aprecio o gasto dos Clairefontaine&Muji.
De Jorge Fiel a 12 de Janeiro de 2010 às 18:06
Preclara Tibetana

Aprecia porque nãoé a minha preclara amiga a pagá-los. Comprar estas minhas ferramentas de trabalho fica mais caro do que alimentar um burro a pão de ló.

A bem da Nação!

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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