Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

De como comprei por 25 libras, em Liverpool St. Station, uma ostra que faz de Abre-te Sésamo

 

A humanidade divide-se em dois grandes grupos. De um lado, o bom, estão as pessoas como eu que adoram ostras, principalmente se à dúzia e em boa companhia , ou seja, com uma garrafa de Moet & Chandon Brut Imperial Rosé e a mulher que nos faz trepar paredes, um conjunto que deve preferencialmente ser degustado a meio da noite, para retemperar forças para a segunda parte, num quarto de um cinco estelas parisiense, ou numa suite do último andar do Hotel Marmara, de Taksim, em Istambul, com uma vista deslumbrante sobre o Bósforo.

Do outro, o mau, estão as pessoas que detestam ostras e que devido a esta intransigência gastronómico-gustativa são sérias candidatas a morrerem sem experimentar um dos grandes prazeres que se pode levar desta vida.

Mais do que a religião, ser keynesiano ou liberal, sexo, cor de pele, ideologia, ser keynesiano ou liberal, ou opinião sobre o casamento gay, é a posição sobre as ostras que define o nossos verdadeiro carácter e revela a atitude com que encaramos à vida.

Posto isto, mal desembarcamos na Liverpool Street Station, a primeira coisa que fizemos foi munirmo-nos de uma ostra, que é como se chama o passe mágico que nos habilita não ter de comprar bilhete sempre que queremos entrar num dos 20 mil dobledeckers vermelhos característicos de Londres  - ou engrossas a multidão de três milhões de utilizadores diários do Tube.

O passe individual Oyster, válido para as zonas 1 e 2 (o que chega e sobra para as nossas necessidades) durante sete dias, importa em 28 libras, ou seja pouco mais de 30 euros, a que pode descontar três libras se for previdente como eu e tiver guardado o cartão usado da última vez que veio a Londres. 

Liverpool Street Station, Londres,4 Dezembro 2009

música: Por este rio acima, Fausto
publicado por Jorge Fiel às 18:08
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5 comentários:
De Laranjada Ovarense a 28 de Dezembro de 2009 às 19:09
Hummm ...
Quer-me parecer que o último andar do Marmara Taksim é composto por:
Uma sala de conferências
Um bar
Um restaurante

(Todos com vista deslumbrante ...)
Agora suites ... não dei por nada!
Provavelmente no penúltimo ...
Importa-se de esclarecer, preclaro?
De Jorge Fiel a 28 de Dezembro de 2009 às 19:15
Preclaro Laranjada Ovarense

Não posso esclarece-lo e deve ter razão.

Das duas vezes que lá estive fiquei em quartos normais(por acaso com vsita sobre o Bósforo), em pisos intermédios, e nunca recorri ao room service.

A bem da Nação!
De Barba azul a 29 de Dezembro de 2009 às 14:28
Tirando uma vez que fui com os meus pais à tourada em Pontevedra (essa terra de grande tradição tauromáquica!) e tenho ideia de ter comido uma ostra em Baiona, comi ostras pela primeira vez, a sério, há uns 16, 17 anos, em Cherbourg. Devem ter sido entre uma a duas dúzias, fresquíssimas, saborosíssimas!

Fui surpreendido pelo resultado...e passei uma noite quase dolorosa...

As condições não eram exactamente as que o Jorge Fiel identifica como as mais adequadas: dormi num quartinho minúsculo do último andar duma tão estreita e modesta quanto simpática pensão familiar do porto de Cherburgo, sózinho...
De Jorge Fiel a 31 de Dezembro de 2009 às 10:58
Preclaro Barba Azul

Nunca fui a Cherburgo. E o quarto podia ser minúsculo. MAs o meu preclaro amigo não estava sozinho - tinha a mão e a imaginação.

Podia ter passado a noita com a mulher que quisesse -da Gina Lollobrigida (grande mamas) até à Scarlett Johanson, passando pela Meg Ryan.

A bem da Nação!
De Sun Iou Miou a 4 de Janeiro de 2010 às 18:56
Conclusão: havendo ostras e ostras, ninguém pode dizer que não goste de ostras. Quando ao acompanhamento das ostras comestíveis eu pelo Moet & Chandon etc passo, mas prefiro sinceramente que seja homem a trepar (por mim) pelas paredes.

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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