Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

A história da minha vida condensada num episódio

Aspecto nocturno do meu LG que pesa tanto como o antigo HP e tem ainda menos autonomia

A culpa é minha. Eu tinha a obrigação de ter percebido logo que não era assim, com aquela facilidade toda que, pagando 44 euros por dois pneus usados, que eu iria resolver o drama induzido pelo homicídio cometido na pessoa do pneu dianteiro do lado direito por um malévolo buraco, implantado no pavimento da rua do Passeio Alegre – e que tem sido aqui referido como o Buraco do Fiel, após eu ter acolhido a amável sugestão feita nesse sentido pela preclara Miou Miou.

Eu  teimo em continuar a ser optimista e a não olhar para os dois lados antes de atravessar uma rua de sentido único, mas não me posso esquecer que a história da minha vida se pode condensar no episódio da compra do LG cujas teclas estou a martelar neste momento.

Antes do LG, tinha um HP que se portou à altura durante três anos, após o que começou a evidenciar preocupantes sinais de senilidade. De vez em quando, sem razão aparente, apagava-se por vontade própria, mandando para o galheiro o trabalho que eu estava a redigir e ainda não tinha sido gravado.

Como o HP se revelava cada vez mais temperamental (recusava-se arrancar logo de seguida aos trecos, solicitando um período de descanso após cada colapso) e  eu estava farto de andar a fazer save sempre que concluía uma frase, resolvi investir num novo portátil, antes que de eu próprio ter uma síncope, por contágio com o computador.

Neste doloroso transe, pedi ajuda a um amigo que tem uma empresa de material informático e que já me tinha vendido o HP, no entretanto precocemente acometido pelo Alzheimer dos computadores.

O M simpaticamente disponibilizou um dos seus funcionários para me aconselhar e ajudar neste melindroso momento, a quem eu expliquei que queria o seguinte:

1.     Como o HP estava doente, queria que vissem se era possível pô-lo bom de maneira a oferecê-lo ao meu filho Pedro;

 

2.     Que transferissem para o meu novo portátil os três anos de vida, em textos e fotografias, que estavam armazenados no disco do HP;

3.     O HP pesava quase três quilos e tinha três horas de autonomia. Eu gostava que o meu novo portátil tivesse mais autonomia e fosse mais leve.

Parti para o meu reequipamento informático com este caderno de encargos, que não me parece fosse ultra-ambicioso. O resultado final foi o seguinte:

1.     Não conseguiram recuperar nada do disco rígido do HP, que faleceu nas mãos dos funcionários da empresa do meu amigo, levando o que fiz durante três anos (sim, eu sou um incauto e não fazia backups);

 

2.     A HP carregou no preço para recondicionar o computador e equipá-lo com um disco novo;

 

3.     Comprei este LG que, apesar de muito simpático e de só desligar quando eu o mando, pesa os mesmos três quilos que o HP e tem menos autonomia (duas horas apenas).

Ora, um tipo a quem é capaz de acontecer isto, não se pode convencer que resolve o problema do falecimento de um pneu gastando apenas 44 euros (desempenagem da jante incluida) e numa só ida à oficina. Pensar isso era obviamente um doce engano que não tardaria a amargar.

(continua)

música: Tell me why, The Beatles
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publicado por Jorge Fiel às 18:08
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21 comentários:
De CRG a 3 de Novembro de 2009 às 18:40
Duas palavras "Macbook Air".
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:07
Preclaro CRG

Nunca usei Mac. São lindissimos, mas mais caros que os PC. Acha que um emigrante digital viciado em Windows se adapta facilmente?

A bem da Nação!
De Tibetana a 3 de Novembro de 2009 às 20:03
jf, tens de gastar mais, que tal uma memória, destas que fica no bolso, mas não é pendrive! :(
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:08
Preclara Tibetana

Depois da casa roubada, trancas à porta. Agora vou passando tudo para um disco externo.

A bem da Nação!
De Abobrinha a 3 de Novembro de 2009 às 22:14
Bem... com um amigo desses na informática ainda bem que você não tem inimigos!

Carros e computadores não são investimentos. Mas parece-me que você já chegou aí. Carros e computadores são para usar e deitar fora quando se lhes acabar o tempo de vida. A vida é cruel, mas é assim mesmo!
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:10
Chérie Abobrinha

Partilho a 200% do seu pragmatismo relativamente a carros e computadores. Não estabeleço laços de afectividade com eles. Só tento prolongar a sua vida por razões económicas. Mais nada.

A bem da Nação!
De Sun Iou Miou a 3 de Novembro de 2009 às 22:15
Agora é que estou em brasa mesmo, JF! Isto já parece uma telenovela, com digressões. Que vem a seguir? Vai-nos contar o de quando comprou umas cuecas baratíssimas e depois não tinham por onde enfiar as pernas? Já aviso: se isto não tem um final catastrófico à altura, vou-o castigar.

(E agora, com licença, vou fazer cópia de segurança, backup, que dizem vocês.)
De eppursimuove a 4 de Novembro de 2009 às 00:45
lol
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:12
Preclaro eppursimuove

É bom estar bem disposto :-)

A bem da Nação!
De Tibetana a 4 de Novembro de 2009 às 13:32
Continue.. asas à imaginação do JF, , até a vesícula já conhecemos ao vivo ....gravatas, camisas e Boxers!!
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:14
Preclara Tibetana

Apesar de tudo isso, posso garantir-lhe que nunca experimentei Red Bull.

A bem da Nação!
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:12
Preclara Miou Miou

Tenho pro hábito adquirir a roupa interior (boxers e T Shirts CK e meias Ralph Lauren) às grosas no outlet 21 Century, em frente ao Ground Zero, em Nova Iorque.

A bem da Nação!
De Barba azul a 4 de Novembro de 2009 às 10:26
Caro JF , devo ser ligeiramente mais novo, o que faz de mim mais cínico (o mundo a isso nos obriga!): convença-se que a disponibilização aos consumidores comuns (somos nós, pobres desgraçados), nos produtos a que podemos aceder, das maravilhas do avanço tecnológico (como a autonomia ou durabilidade dum computador) são desde há uns anos intencionalmente limitados. Ou seja, a tecnologia não brilha para todos.
Os amanhãs que cantavam da minha juventude, o futuro risonho para a humanidade, que em conjunto gozaria prazeres intelectuais no imenso tempo livre que os avanços tecnológicos, a mecanização e automação nos disponibilizariam, eram afinal incompatíveis com a economia e sobretudo o egoísmo dos homens!

Agora, um assunto mais imediato: estou preocupado com a sua visão: o tipo de letra grande que vejo no écran do seu computador, aquela lupa ao lado, significam alguma coisa?
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:17
Preclaro Barba Azul

A triste e dura realidade é que recorro cada vez mais aos óculos de leitura e uso o corpo 14 (Times Roman) para escrever os meus textos. Vista cansada.

A lupa uso-a apenas à noite para decifrar a minha caligrafia (faço uma letra pequenissima, desadequada ao estado da minha visão) e na consulta a dicionários.

A bem da Nação!
De João Sousa a 5 de Novembro de 2009 às 01:06
Enquanto profissional da informática há muitos anos, não quero julgar publicamente o trabalho de um colega de profissão (comportamento que acho pouco ético). Vou-me limitar a fazer alguns comentários genéricos - e espero que pouco aborrecidos.

1) Não é típico o sintoma do seu computador - ir abaixo e aparentemente precisar de arrefecer - estar relacionado com o disco mas sim com o processador e/ou alimentação. Claro que o disco avariar, nessa situação, pode ser um efeito colateral, por exemplo de um aumento da temperatura. Afinal, eu sempre digo que cada vez mais a informática está longe de ser uma ciência exacta.

2) não sei qual o orçamento que a HP apresentou. Não sei também se o trabalho deles seria apenas trocar o disco. Mas posso dizer que um disco para portátil pode ser adquirido por menos de 50 euros. Some-se a isso o custo do "trabalho manual". À HP, por norma, apenas vale a pena pedir orçamentos quando se trata de algo que envolva placas e ecrãs de portáteis.

3) pela minha experiência, os portáteis LG dão-se muito mal com o Vista. Espero que tenha tido sorte com esse. De notar que atribuo grande parte da culpa ao próprio Vista, produto que acho uma fraude - quem o criou devia ter ido a tribunal por crimes contra a humanidade.

4) há uma maneira razoável de usar a Internet como sistema de backup: crie uma conta no Google, ou Sapo, ou Hotmail, ou um outro qualquer local com imenso espaço gratuito, e envie os ficheiros para lá.

5) ao contrário do CRG, eu não iria para o Macbook Air, que considero um equipamento mais acertado para quem viaja muito. Como computador para uso diário e constante, acho que tem algumas limitações. Mas sou um grande defensor dos equipamentos da Apple e qualquer um dos outros é uma boa máquina para ter em casa (ou no trabalho). Aliás, quando eu tiver de comprar um novo computador, será seguramente um Mac.

Há a percepção popular de que os computadores da maçãzinha são caros. Não são. A questão é simples: a Apple não vende produtos nas gamas de entrada - vulgo pechinchas que saem caro. É também por isso que eu raramente vejo um utilizador Apple substituir o seu computador por envelhecimento precoce ao fim de apenas 3 anos.

E um outro detalhe: o envelhecimento precoce dos computadores Windows deve-se em grande parte ao próprio Windows, que tem tendência para "engordar" ao longo do tempo, e aos (necessários em Windows) antivirus que também engordam como brutos.
De Sun Iou Miou a 5 de Novembro de 2009 às 13:29
Este esclarecimento/conselho, João Sousa, aqui uma fiel do Fiel (o Jorge, não o Buraco), agradece.
De Renato Oliveira a 5 de Novembro de 2009 às 23:49
Caro João Sousa!

Quando refere que "a informática está longe de ser uma ciência exacta", está a referir-se ao hardware ou ao software?

É que os informáticos, ligam informática ao software e sendo este um ramo da matemática (certo?), com linguagem binária, só pode ser uma ciência exacta!

Agora que as fontes de alimentação ou o processador queimar, estamos a falar de material (hardware) que não tem que ser ciência exacta!

Desculpe a minha dúvida, mas que parece pertinente!

Abraço,

Renato
De Jorge Fiel a 8 de Novembro de 2009 às 09:23
Preclaro João Sousa

Obrigado pelas suas informações. Confirmou-me algumas suspeitas que eu já alimentava.

Estou comprador de um portátil que não pese mais de quilo e meio (cabos e bateria incluidos), com mais de três horas de autonomia e com um teclado de tamanho amigável. Uso o portátil para receber e enviar mais, como máquina de escrever e armazém de textos, fotos e música. Tem alguma boa sugestão?

Um tipo já na casa dos 50 habituado a PC que nunca usou Mac adapta-se com facilidade à Apple?

A bem da Nação!
De CRG a 9 de Novembro de 2009 às 11:17
Caro Jorge e João

Após todos os relatos de viagens do nosso anfitrião, presumi que o macbook air fosse a melhor opção.
No entanto, concordo que tem diversas limitações e, de facto, os macs não são caros, apenas custa algum dinheiro.
E, por falar em macs aproveito para enviar esta crónica do MEC: http://4.bp.blogspot.com/_MALG_k29gwo/SvbXHcXu5OI/AAAAAAAAE1o/XlNfGskdQ4k/s1600-h/mscmaniacomec.jpg



De João Sousa a 14 de Novembro de 2009 às 23:29
Ora então vamos por partes.

Comecemos pela última questão: alguém com 50 anos consegue-se adaptar a um Mac? Eu penso que a questão da idade tem sido mal abordada. Se parece certo que o avolumar dos anos retira flexibilidade na aprendizagem, também me parece que compensa isso com maior capacidade de racionalização. Ora racionalizar o comportamento (por norma) lógico dos computadores, em que uma acção do utilizador implica reacção da máquina, pode tornar-se uma mais-valia para o seu uso eficiente.

Eu penso que a idade traz, isso sim, prioridades diferentes. Uma das grandes vantagens da adolescência é esta: quando um adolescente remexe no computador e o Windows deixa de funcionar em consequência disso, ele encolhe os ombros e pensa: é só uma tarde que vou perder a repor tudo. Quando somos nós, pensamos: que chatice, vou perder mais uma tarde a repor tudo. E isso inibe, a partir de um certo ponto, a experimentação como forma de aprendizagem. O tempo torna-se mais valioso e preferimos ler um bom livro a remexer nos botões de uma máquina.

No abstracto, não vejo razão para que alguém não se adapte a um Mac. O facto de sempre ter tido uma grande popularidade entre os profissionais mais ligados às actividades criativas parece corroborar a sua apregoada facilidade de uso.

[É precisamente essa facilidade de uso que faz alguns "cromos mais elitistas" dos computadores franzirem o nariz com desprezo.]

No particular, já me aconteceu dizer a clientes estar convencido de que não ficariam satisfeitos. Há pessoas que eu prevejo não ficarem à-vontade fora da sua actual zona de conforto. Se eles fossem absolutamente virgens em computadores, a questão já não se colocaria. Não é problema do produto nem do utilizador. Simplesmente, cada caso é um caso e torna-se-me evidente, ao conhecer bem a pessoa, para que lado penderia a balança.

(continua)
De João Sousa a 14 de Novembro de 2009 às 23:33
Quando está em cima da mesa uma possível mudança de plataforma, também pondero outros factores.

Por exemplo, há aplicações que não são editadas em simultâneo para Windows e Mac. Isto não significa, note-se, que não haja outras aplicações com funcionalidades semelhantes - apenas que, se usamos uma determinada aplicação, esta pode não ser multi-plataforma.

Não me parece ser o seu caso: imagino que usa um programa (talvez o Internet Explorer ou o Firefox) para navegar na Internet; um outro (Word, parte do Microsoft Office) para escrever os textos; o Media Player ou o iTunes para guardar música; a Galeria de Fotografias do Windows para as fotos. Para o email, talvez use um serviço webmail como o Hotmail, Gmail ou Sapo; caso contrário, então tem um programa cliente (Outlook, Outlook Express ou Thunderbird). Seja como for, para tudo isto há os mesmos ou equivalentes no mundo Mac. O Office, a única destas aplicações que é comercial, também existe em versão Mac e teria de ser adquirida - a Microsoft não permite passar licenças de produtos entre plataformas.

Jogos: além de não poder colocar jogos de Windows, penso que a oferta não é tão vasta. Mas eu costumo dizer que, se alguém quer jogar à séria, dá menos chatices comprar uma consola.

Pirataria: como há menos utilizadores Mac, é mais difícil obter programas por esta via. Mas estou certo de estarmos aqui entre gente honesta, portanto tal questão nem se coloca.

Dispositivos (impressoras, scanners, etc.): hoje já são bastante bem suportados, até porque foram desaparecendo do mercado algumas marcas pequenas e de qualidade questionável. De qualquer modo, eu aconselho sempre um utilizador Apple a confirmar se o produto que pensa adquirir tem suporte para Mac.

Para terminar, uma situação que eu gosto sempre de enfatizar e pode influenciar algumas pessoas: o apoio. Como os Mac estão menos implantados do que o Windows, há menos facilidade em encontrar alguém para ajudar. Se houver um problema em Windows, terá certamente um miúdo na família ou no prédio que soluciona a coisa ou arranja o programa necessário. Ou então, há uma qualquer lojinha de centro comercial que agarra o problema. Com os Mac, a coisa não é tão universal - embora eu esteja a ver os técnicos de suporte informático a abrirem-se cada vez mais.

Claro que isto não significa que vá ficar com o bebé nas mãos. É óbvio que terá o habitual suporte pós-venda. Não sei qual é o panorama aí, mas em Lisboa há algumas lojas semi-oficiais que seguem parâmetros bastante próximos dos oficiais na assistência ao cliente. Tenho também a ideia de a Fnac trabalhar bem a marca Apple. Sou até da opinião que se deve à Fnac muita da visibilidade actual da Apple - isso e, consta-me, as telenovelas da TVI.

Se isto vale de algo, posso adiantar: da meia dúzia de clientes que usam Mac, e a maioria pertence àquilo que se pode chamar "leigos" da informática, não me recordo de alguma vez os ter assistido devido a problemas. E pelas notícias que vou tendo deles, duvido que estejam a pensar regressar ao universo Windows.

--

Portanto, e como isto já se tornou uma pequena dissertação, quais as conclusões?

Não vejo razões, em abstracto, para que tivesse problemas. No entanto, e como não posso fazer o serviço habitual de inforanalista (é o ramo da psicanálise que "inventei"), sugiro que siga o mesmo percurso que eu faço com os meus clientes: vá a uma Fnac, Vobis ou loja que venda Apple. Sugiro a Fnac. Vá numa altura com menos movimento, diga que está habituado apenas ao Windows e peça ao funcionário que lhe mostre as diferenças principais entre os sistemas - tenho a ideia de eles serem bastante amigáveis e conhecerem o produto.

--

Claro que nada disto se coloca quando, como vejo com cada vez mais frequência, se instala o Windows num Mac. Nessa altura fica-se com um normal portátil Windows. Para dar um exemplo, é muito grande a quantidade de estudantes de arquitectura que vejo fazerem isso, pois precisam de usar o Audocad (uma aplicação que só existe em Windows) e querem a qualidade de construção dos portáteis da Apple.

Como este texto já vai longo, numa próxima ocasião abordarei as outras questões aqui levantadas.

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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