Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Ide todos para a grande meretriz que vos deu à luz!

 

  

Por amor de Deus!, não levem a mal o título. A última coisa do Mundo que eu queria neste momento era ofender as preclaras e preclaros que paciente e estoicamente aguentaram os meus desvarios ao longo deste  meu último ano no Expresso.

 

Mais! Não só não só devem sentir ofendidos, como, e ainda por cima, devem se sentir pessoalmente abraçados, cada um de vós, por mim - o genial inventor da Roupa para Lavar.

 

O carinhoso insulto foi traduzido no título para português «soft» para não inviabilizar definitivamente a hipótese de uma chamada de atenção para este «post» merecer uma estadia, ainda que curta, na página inicial do «site» do Expresso, o que por si só amplifica a sua visibilidade e multiplica o número de visitantes.

 

E eu não posso esconder o orgulho que tenho (e partilho com todos os passageiros frequentes da lavandaria, a quem se deve a pequena proeza que vos relato a seguir) no facto deste blogue ter sido o mais visitado e comentado, de todos alojados no «site» do Expresso, ao longo deste ano que se cumpre exactamente a 24, na véspera do 25 de Novembro.

 

Uma pessoa está sempre a aprender. E às vezes aprendemos onde menos se espera. Eu aprendi no Correio da Manhã o truque que me levou a traduzir o título para português «soft».

 

Num artigo em que se queixava de ter sido enganada (presumo que por um empresas de telemóveis) uma jornalista usava profusamente e com grande à vontade o verbo «enrabar».

 

Mais nos informava a minha colega que para não arranjar problemas tinha solicitado previamente um parecer à direcção do jornal, que não viu problema no uso do verbo enrabar, no sentido em que ele é usado no Brasil (consultar pf, pequeno léxico em anexo), ao longo do texto, contanto que ele não constasse do título.

 

É por isto mesmo que o título deste «post»  não é um carinhoso «ide todo para a grande p*** que vos pariu», mas antes a sua versão com as unhas aparadas rentes.

 

Vem tudo isto a propósito do estado de absoluto entusiasmo em que fiquei, quando li no Financial Times a minha colunista preferida (a Lucy Kellaway é o meu ídolo número um internacional, sendo que o nacional é o Ferreira Fernandes) defender o hábito de praguejar no trabalho, dando-se inclusive ao luxo de inventariar as vantagens do uso e abuso do vernáculo.

 

«Praguejar faz mais do que aliviar o stress. Faz bem à mente e ao espírito. Além disso é gratuito, fácil de usar e não provoca esclerose nem suores frios», escreve a Lucy.

 

Estas palavras são um bálsamo para os ouvidos de uma pessoa como eu que está habituada a praguejar e que, no entender de lisboetas mais sensíveis, abusa de uma linguagem que qualificam como sendo própria de um carroceiro (profissão que em parece estar em vias de extinção).

 

Não faço a mínima ideia se o corrector moralizador em que são passados os «posts» aceita o uso por extenso de alguns palavrões. Acho muito provável que aquilo que eu estou a escrever com todas as letras chegue aos vossos olhos com algumas das letras substituídas por asteriscos.

 

Pois a Lucy Kellaway tem uma opinião sobre este procedimento, que considera hipócrita: «Escrever f*** ou m*** dá-me a sensação de estar a embrulhar uma poia de cão num toalhete perfumado. A poia está lá: sinto-lhe a massa e a textura. Mas o pior não é o seu carácter ofensivo – é o gesto fútil de tentar ocultá-la».

 

Se, neste momento, o meu portátil HP fosse abaixo (o que começa a alarmantemente a ser frequente…) e desaparecesse este texto, a minha reacão seria um sintético «Fodasssssse!!!» e não um elaborado «Que grande contratempo. Vou ter de começar tudo de novo e com isso ainda vou chegar atrasado ao almoço da Churchil’s na Feitoria Inglesa».

 

Em apoio da tese que sintetiza no título da sua crónica («É saudável praguejar no trabalho»), a Lucy cita um trabalho de Yehuda Baruch, em que este reputado professor da Universidade de East Anglia defende que praguejar no trabalho pode reforçar as relações no trabalho, ao desanuviar a tensão e tornar mais informal o ambiente de trabalho.

 

Agora, quando praguejar vou sentir-me com as costas quentes pelas doutas opiniões de Lucy e do professor Baruch, e não terei de me explicar aos pedantes que se mostrarem ofendidos que eu apenas estou a usar palavras constantes do dicionário.

 

A propósito de dicionário, resolvi enriquecer este «post» incluindo em anexo um pequeno léxico, que espero nos seja útil no dia a dia.

 

O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia de Ciências de Lisboa, é a base deste léxico.

 

Surpreendido pela ausência no Dicionário da Academia dos substantivos masculino «minete» (apesar de constar o substantivo masculino «broche») e feminino «punheta» (apesar de constar a masturbação) recorri ao Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora, onde encontrei as mesmas lacunas.

 

Já estava a ficar alarmado, quando encontrei o sossego nas páginas do Dicionário Houaiss, que reconhece a existência da «punheta» (substantivo feminino definido como masturbação masculina e admitindo o uso dos verbos bater ou tocar)  e do «minete» (substantivo masculino derivado do vocábulo francês do século XVI «minet» que é dado como sinónimo de cunilíngus; o grande Houiass também define mineteiro como aquele que pratica o minete).

 

 

PEQUENO LÉXICO DE VERNÁCULO

 

 

Broche

 

Substantivo masculino (do francês broche)

 

1.     Peça de adorno pessoal, provido de um alfinete e um fecho que se usa pregado em peças de vestuário para prendê-las ou apenas como ornamento. = Alfinete, Pregadeira. A capa estava presa por um broche de diamantes

 

2.     Mola ou colchete que serve para apertar peças do vestuário feminino.

 

3.     Colchete que se prega nos livros ou pastas para os fechar = Brocha. «Havia oferecido ao convento um missal novo, obra ultimamente impressa, encadernado a couro, pregueado com broches de prata, assim como de prata eram suas cantoneiras (F.Campos, Casa do Pó, p. 22)

 

4.     Gross. Prática sexual que consiste na sucção do pénis.

 

 

 

Cabrão, ona

 

Substantivo (De cabro, de cabra+ suf. ão)

 

1.     Calão popular. Pessoa de má índole, mal formada, que age de forma reprovável ou considerada como tal. «Sabes como é, ninguém em tira da cabeça que estes cabrões da tropa se fizeram todos com os russos» (A Lobo Antunes, Fado Alexandrino, p.312).

 

2.     Interjeição Calão. Exclamação que exprime um insulto, uma ofensa. «Escarro tem ainda o vergalho na mão, passado ao pulso pelo fiador, já lhe passou a fúria de bater assim, mas dá um berro, Cabrão, e cospe na cara do homem derrubado na cadeira como um casaco que foi despido e está vazio» (Saramago, Levantado do Chão, p. 174).

 

 

 

Carago

 

Interjeição (do castelhano Carajo) popular. Exclamação que exprime impaciência, indignação, espanto ou é usada como forma de incitamento. Aquele indivíduo faz mesmo perder a paciência, carago!

 

 

Carago

 

Substantivo masculino (do latim caraculum, pequeno pau). Zoológico. Nome vulgar de um peixe seláquio da família dos lamnídeos, de grandes proporções, que aparece nas costas marítimas portuguesas e é també conhecido por peixe frade.

 

 

Caralho

 

Substantivo masculino (do latim caraculum, pequeno pau)

 

1.     Grosseiro. Órgão genital masculino = pénis.

 

2.     Gros. Homem malandro, patife

 

3.     Gros. O que traz ou provoca aborrecimento, transtorno..

 

4.     Interjeição grosseira. Exclamação que exprime irritação, impaciência, indignação, espanto…

 

Pra caralho  locução adversativa brasileira grosseira 

 

1.     Muito; muito intensamente.

 

2.     Em grande quantidade.

 

Vai (vá, vão) pró caralho! Grosseiro, frase exclamativa que exprime forte irritação, desprezo

 

 

Cona

 

Substantivo feminino (do latim cunnus). Grosseiro. Órgão genital feminino; vagina.

 

 

Cornudo, a

 

Adjectivo (do latim cornutus)

 

1.     Que tem chifres ou cornos; que tem cornos grandes, imponentes. «Por aqueles sítios, além das lendas sobre a existência dos embuçados, das feiticeiras e do homenzinho cornudo a que se dera o nome de Diabo, José-Maria conquistara o corpo e a natureza de Maria –Água» (J. de Melo, Gente Feliz, p. 449)

 

2.     Popular. Que foi enganado, traído pelo cônjuge ou pela pessoa com quem mantém uma relação íntima, a qual se envolveu amorosamente  com outra pessoa ou cometeu adultério = Corno.

 

3.     Que é difícil de resolver; que tem duas pontas, dois bicos = bicudo.

 

 

Enrabar

 

Verbo ( e en+rabo+suf. ar)

 

1.     Perseguir de perto um animal.

 

2.     Seguir de perto e com demasiada insistência = Perseguir.

 

3.     Tauromáquico.  Segurar uma animal, pelo rabo.

 

4.     Prender o animal pelo cabresto, à cauda de outro, para seguirem na mesma direcção.

 

5.     Prender um veículo à parte traseira de outro.

 

6.     Amarrar com atilho especial à parte mais grossa da cauda do boi para ser arrastado.

 

7.     Pôr o rabo de cana a um foguete.

 

8.     Gros. Praticar sexo anal.

 

9.     Bras. Enganar, ludibriar.

 

 

 

Filho da puta

 

substantivo (do latim filius)

 

1.     Gros. Pessoa desprezível, ordinária.

 

2.     Gros. Insulto utilizado para maldizer alguma coisa ou alguém.

 

 

 

Foder

 

Verbo (do latim futuere)

 

1.     Gros. Ter relações sexuais = copular, fornicar (popular)

 

2.     Deixar ou ficar muito prejudicado, destruído, em mau estado ou em condições desfavoráveis,

 

Foda-se! Gros. Expressão que indica espanto ou desagrado.

 

Que se foda! Gros. Expressão que indica desinteresse, desprezo.

 

 

 

Paneleiro

 

Substantivo (de panela + suf. eiro)

 

1.     Region. (Beiras) Pessoa que fabrica panelas de barro.

 

2.      Gross. Homossexual masculino; homem efiminado.

 

3.      Gross. Expressão insultuosa.

 

 

 

Picha

 

Substantivo feminino (de pica)

 

1.     Zool. Designação vulgar atribuída a um camarão pequeno

 

2.     Cal. Pénis.

 

3.     Region. Galheta

 

 

 

Puta

 

Substantivo feminino (de puto)

 

1.     Gross. Mulher que se dedica à prostituição, a ter relações sexuais mediante remuneração = Meretriz, Prostituta.

 

2.     Mulher sem moralidade, mulher devassa ou com comportamento reprovável.

 

3.     Mulher que se detesta ou se maldiz pelo seu carácter, pelas suas atitudes, pelas suas maneira…

 

4.      Expressão insultuosa. Filho da puta, Ir para a puta que o/a/te…pariu. Gross. Expressão utilizada quando sequer mandar embora alguém em termos insultuosos. Mandar alguém para a puta que o/a/te …pariu, Gross. Afastar alguém que se detesta ou com quem se está extremamente aborrecido.

 

 

 

Rabeta

 

Adjectivo feminino  (De rabo + suf. eta)

 

1.     Zool.  Ave passeriforme da família dos turdideos, também conhecida por rabirruiva e rabo-queimado.

 

2.     Zool.  Ave passeriforme da família dos motacilídeos, de cauda comprida, também conhecida por alvéola e rabodarvela.

 

3.     Gir. Charuto de má qualidade

 

4.     Region. Rapariga astuta, espevitada, perspicaz.

 

 

 

música: Oui, non, encore?, dos Louise Attaque
publicado por Jorge Fiel às 00:05
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21 comentários:
De ccor a 24 de Dezembro de 2007 às 09:18
Caríssimo,


Ora cá estamos de volta e logo com uma bomba a abrir. Bom post.

Permita-me que lhe dê um sinónimo de mineteiro, diz-se também TROMBEIRO.

Bem hajam então todos os trombeiros deste país.


Adorei o "making off". Já agora caro amigo JF diga-me, seguindo a definição de enrabar dada aqui,o meu caro sentiu-se enrabado pelo expresso, ou nem por isso?


Cumprimentos e um grande, grande abraço.
De Jorge Fiel a 25 de Dezembro de 2007 às 11:27
Preclaro CcoR

A do trombeiro está muito bem lembrada, sim senhor.

Mas depois de reflectir um pouco sobre esta matéria, quer-me parecer que a designação «trombeiro» se adequa ao deasjeitado praticante do minete.

Há mulheres que se queixam de que os seus amantes as lambem como se cães, sem pericia, nem requinte. Serão esses os trombeiros.

O que acha desta teoria?

Outro grande abraço para si!

A Bem da Nação!

PS. Não senti um bafo quente no pescoço nem ardência no anus, portanto... :-)
De ccor a 25 de Dezembro de 2007 às 16:54
Boa tarde caro JF,


Bem pensada a sua tese qaunto ao trombeiro,concordo plenamente,deve ser por isso que trombeiro é utilizado como insulto. Tem aqui um bom assunto para um post, " a arte do bom minete". Que acha?


Fiquei mais descansado ao dar conta da sua garantia de recentemente não ter sentido qualquer bafo quente no pescoço ou ardor anal, duas boas indicações para a ausência de enrabanço. Estava já a afastar qualquer suspeita de o meu amigo ter sido alvo de tal prática quando me recordei que o meu caro amigo também confessou ter sido recentemente alvo de uma anestesia geral, peloqu enunca fiando meu caro...nunca fiando.....


abraços

A Roupa está de volta!!!!! Agora não deixe isto ficar demasiado regional.....
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:17
Preclaro CcoR

A arte do bom minete é, sem dúvida, um excelente tema para um «post».

Um bom minete não se consegue só com a lingua. É preciso fazer uso dos lábios, chupar e até mesmo meter o dente - se bem que levemente.

É mais um tema em carteira. Muito obrigado pela sugestão.

Está fora de questão, no meu entender (que como sabe não é modesto) a Lavandaria tornar-se regional. Para isso existe a Bússola.

A Bem da Nação!
De ccor a 24 de Dezembro de 2007 às 09:30
PS- o "making off" não é erro.

Neste caso, embora incorrecto, penso mesmo que é mais adequado usar o "making off",no sentido de foi esta a gota a mais, do que o"making of" significando a concepção de...

uma vez que como nos é dito, este post no "espesso", também não é erro, foi uma foda falhada....ehehheheh
De Jorge Fiel a 25 de Dezembro de 2007 às 11:28
Preclaro CcoR

Quem ficou «off» fui eu. Eh, eh. eh!

Quanto ao «post» digamos antes que ficou-se pelas bordas...

A Bem da Nação!
De JockerLusitano a 24 de Dezembro de 2007 às 10:55
Grande Post!
Grande Blogue!

Boa Sorte
De Jorge Fiel a 25 de Dezembro de 2007 às 11:29
Preclaro Jockerlusitano

Muito Obrigado. Vou-me esforçar por ter a sorte que me deseja!

Um abraço também para si

A Bem da Nação
De Vitor Pinto a 24 de Dezembro de 2007 às 11:05
Caro Jorge Fiel,
É um prazer enorme estar aqui neste novo Blogue.

Gostava de salientar que o termo "Picha"... é usado na cidade do centralismo, pois como sabe, nós aqui no Porto/Norte, dizemos Pissa ou Piça...
Mas contudo, o significado é o mesmo. Peço desculpa pela observação, mas como usou a palavar "Carago" (tipicamente nossa), acho que também deveria usar Pissa ou Piça, os invés de Picha (termo usado no sul).
Um grande abraço, e já agora desejo-lhe catolicamente, um Santo e feliz Natal, e racionalmente, um feliz dia de Sol Invictus.
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:28
Peclaro Vítor Pinto

Não tenho nada contra o Carago mas não o uso, porque me soa a caralho domado, ou, se preferir, com as unhas aparadas.

A Bem da Nação
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:31
Preclaro Vítor Pinto

Estou a responder-lhe ao seu comentário em prestações não com o objectivo de engrossar artificialmente a quantidade de comentários (se bem que essa fosse uma boa causa!) mas porque por quatro vezes escrevi uma resposta longa e ela não ficou registada.

A propósito informo-o que uma das minhas expressões favoritas quando vejo as coisas a correrem mal é soltar um arrastado «ai que caralho...»

Foi o que fiz quando a minha resposta desapareceu pela quarta vez.

A Bem da Nação
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:38
Preclaro Vítor Pinto


A propósito da questão «picha» versus «piça» (ou «pissa») estou plenamente de acordo consigo.

Não me recordo de alguma vez ter ouvido alguém dizer «picha» a Norte da Serra dos Candeeiros.

O problema é que os doutos dicionários não escondem o seu centralismo, ao ponto de não contemplaram a nossa variante regional de designação popular do aparelho sexual masculino.

Citando o meu amigo Abílio Ferreira, os académicos são uns verdadeiros piças de folheta!

Muito obrigado pelas suas gentis palavras de incentivo!
De G a 24 de Dezembro de 2007 às 13:46
...e bibó Porto Carago!
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:39
Preclaro Guga

Viva o Porto e quem o apoiar!

A Bem da Nação!
De eugenio queiros a 24 de Dezembro de 2007 às 14:31
Grande chefe, de facto o seu Roupa Para Lavar dava 10-0 a qualquer um dos outros blogs, que, diga-se, também não valiam uma piça!

feliz Natal
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:42
Preclaro Eugénio

Dez a zero talvez seja um exagero.

Já estaria de acordo se tivesses dito nove a um :-)

De resto só há uma coisa que não estou a perceber.

Que me lembre sempre nos tratamos por tu.

Estranho por isso o tratamento por Vossa Excelência. É gozo ou quê?

A bem da Nação!

PS. Fico feliz por escreveres piça com ç e não com dois ss.
De iFrancisca a 25 de Dezembro de 2007 às 18:08
Estava habituada a acompanhá-lo nos blogues do espresso. Mudou-se para aqui? Ainda bem que assim é mais fácil de comentar! Beijocas
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:45
Preclara iFrancisca

Ainda bem que aqui é mais fácil de comentar.

Não faça, por favor, cerimónia. Comente quando lhe der na gana, por favor.

O blogue mudou-se para aqui porque saí do Expresso.

Se estiver interessada em pormenores sobre este assunto podr ler um «post» que está aqui atrás intitulado Notícia de um Divórcio.

A Bem da Nação
De Abobrinha a 25 de Dezembro de 2007 às 19:29
Guru

Sinceramente não vejo porque é que este post levou cartão vermelho: comparado com outros que escreveu, estava perfeitamente inócuo! Ou seja, vou ter que abadalhocar isto, senão não vamos a lado nenhum!

1. "uma jornalista usava profusamente e com grande à vontade o verbo «enrabar»"

Mau! Esse "usava com grande à vontade pode ser interpretado como fazendo juz aos hábitos da senhora! Nem por isso, mas tinha que começar por qualquer lado!

2. "devem se sentir pessoalmente abraçados, cada um de vós, por mim - o genial inventor da Roupa para Lavar"

Alto aí: abraços de homens casados dispenso! Não se esqueça também que grande parte dos seus leitores são homens.

3. Substituir "peixe-frade" por "carago" pode ser uma boa maneira de gozar com algum pessoal mais incauto. Nem por isso, mas eu ainda não estou em forma: já não lavo roupa há um tempo (se bem que o meu maior pesadelo neste momento é a pilha de roupa que tenho para passar a ferro)

4. Aprecio muitíssimo o neologismo "dassssssssssssse". Embora eu não use muito o vernáculo (também porque só trabalho com homens, mas porque não faz parte do meu estilo normalmente), o sibilar de dassssssssssse é excelente. Os homens com que eu trabalho é que não se coibem de usar vernáculo. Eu sou tecnologicamente mais avançada (entre outras coisas): tenho um blogue. O único efeito secundário é ganhar tendinites de vez em quando

5. Os sinónimos de rabeta são uma porra. Se bem que há mérito em "charuto de má qualidade".

6. Eu sabia que paneleiro podia ser usado como sinónimo de alguém que faz panelas. E daí, who cares: o blogue é meu, quem manda sou eu! (http://aboborapequenina.blogspot.com/2007/10/eu-e-os-paneleiros.html)

7. Na definição de enrabar "Seguir de perto e com demasiada insistência = Perseguir" eu prefiro "mijar nos pneus". Pode elaborar para grandes badalhoquices partindo do famoso chuveirinho dourado (só para que não restem dúvidas. eu respeito a distância de segurança quando em viagem, viajo com velocidade moderada e tento descolar quando me mijam nos pneus).

Olhe, e não sei que mais lhe diga, mas hei-de lembrar-me de mais qualquer coisa!

P.S. Tire a verificação de caracteres, please!
De Jorge Fiel a 26 de Dezembro de 2007 às 13:59
Chérie Abobrinha

Fartaram-se, foi o que foi. Estavam com tantas ganas que mandaram para o Índex um «post» copiado dos melhores dicionários da língua portuguesa.

Em tudo na vida há causas próximas e causas remotas. Pretextos e razões profundas. Todos sabemos que a I Guerra Mundial não começou só por causa do assassinato do arquiduque Francisco Fernando em Sarajevo…

1. No enrabar, com noutras esferas da nossa actividade, há o verbo e o acto. Não se pode confundir uma coisa com a outra. Penso eu de que…

2. Os abraços a que me referi são completamente assexuados. Abraçar um homem não me atira para a categoria dos rabetas. Acho eu…

3. Também considerei surpreendente essa do peixe frade ser um carago!

4. Blogar e dizer palavrões não são actividades incompatíveis. Veja o meu caso.

5. Eu tenho um amigo que faz panelas (o Aníbal Campos, da Silampos, que por sinal é dos seus lados e também é benfiquista) e não é paneleiro.


A Bem da Nação

PS. Vou informar-se sobre isso da verificação de caracteres. Mas não me parece que seja coisa muito incomodativa…


De Abobrinha a 26 de Dezembro de 2007 às 14:14
Guru

Tenho-o como co-responsável (ai se eu me enganava naquele "o"!!!) pelo repetido uso do vocábulo "caralho" no meu estabelecimento, sem unhas aparadas. Naturalmente que 99.9% da responsabilidade pelo uso dessa pequena palavra é minha!

Discordo do facto de "carago" ser caralho de unhas aparadas: é uma expressão deliciosa, mas eu também sou pouco caralhoeira por norma (embora assim de repente possa parecer o oposto!).

Olhe, as dose maciça de elogios e bajulação que lhe prometi estão adiados. Possivelmente até depois das minhas mini-férias.. ODEIO O NATAL

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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