Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Sete coisas que não fiz mas gostaria de ter feito

Cinco dias em Paris é melhor do que quatro dias em Paris - mas é pior que seis dias em Paris. Vem esta evidência lapaliciana a propósito das coisas que não fiz durante esta viagem e gostaria de ter feito.

Para memória futura, compulso numa lista as minhas faltas de comparência:

1.     Lamentavelmente não embarquei na roda gigante que está instalada entre as Tulherias e rue de Rivoli. É imperdoável, tanto mais que ainda me lembro como se fosse hoje o belo divertimento que foi ter andado, aqui há uma data de anos, com o Cassiano Ferraz (companheiro de outra aventura bem mais radical- a excursão pedestre ao topo da Notre Dâme, mesmo até ao apartamento do Corcunda), na roda gigante que esteve instalado na Place Concorde;

 

2.     Não fui ver a exposição do Kandinsky que está no Pompidou, o que é irremediável, pois trata-se de uma mostra temporária, mas não é grave. Grave, dramático mesmo, seria se eu tivesse falhado aqui há uns anos a formidável exposição de Magritte que esteve na Galeria Jeu de Paume;

 

3.     Falhei a experiência praias de Paris em Agosto (ver foto). Elas estavam ali tão perto, bastava descer até às margens do Sena e espreguiçar-me (gratuitamente) numa daquelas deck chairs, espreitando com um olho os bateaux mouche - e usando o outro para seguir um jogo de petanque;

 

4.     Fazia parte dos meus planos dar uma passeata pelo Parc Monceau, o que ficou no tinteiro, apesar de ter andado por lá perto quando fui à Fnac de Ternes;

 

5.     Gosto muito das cadeiras verde tropa dos Jardins du Luxembourg e por mais de uma vez já estive para comprar uma (ou até mesmo duas!) das mais confortáveis (as que têm braços e que dão para estar quase deitado). Podia ter sido desta vez. Fica para a próxima;

 

6.     Há umas contas a ajustar entre mim e o Museu Carnavalet no Marais, onde se conta a história da cidade e que é considerado uma das maravilhas de Paris. Estou farto de passar à porta mas nunca me dispus a entrar, por esta ou outra razão. Espero ter oportunidade para o fazer ainda em vida;

 

7.     Já andei por diversas vezes Sena acima, Sena abaixo, em diferentes tipos de embarcação, mas falta a aventura fluvial de fazer o canal de Saint Martin até ao bassin de La Villette.

    

Devo ainda dizer que fiquei com remorsos de não ter insistido em apear-nos do Montmartrebus, na paragem junto à Place du Tertre, que a Marta gostaria de ter visitado.

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publicado por Jorge Fiel às 18:08
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2 comentários:
De Renato Oliveira a 2 de Setembro de 2009 às 19:47
Ilustre Jorge!

É por essas e por outras que sempre que visitámos Paris, ficámos "ansiosos" por lá voltar, com o propósito de admirar o que ficou por ver!

O Amigo Jorge, ainda, não falou (ou se falou corrija-me p.f.) do Forum Les Halles , da visita ao Hotel de Ville , do Centro George Pompidou, do Moulin Rouge (a ordem dos factores é arbitrária), etc.

É na realidade uma cidade maravilhosa. Mas eu que até sou tripeiro, adoraria viver em Paris!

A bem da Região!

Renato Oliveira
De Jorge Fiel a 7 de Setembro de 2009 às 11:38
Preclaro Renato

Falei do Pompidou a propósito de ter estado refastelado na esplanada do Café Beaubourg logo no dia da chegada, a ver um homem estátua a fingir que estava a enfrentar um vendaval.

Das Halles não falei (os pézinhos de porco do Pied de Cochon não me atraem - experimentei mais de uma vez mas não acho graça, nem a eles nem aos seus primos alentejanos, de coentrada), pois passei por lá apenas de raspão - e não gosto da estação de metro do Chatelêt.

Ao Moulin Rouge nunca fui e desta vez nem sequer lá passei à porta - o que é lamentável porque uma voltinha pelo Pigalle cai sempre bem. Já estive no Crazy Horse mas, veja bem, estava tão cansado que até adormeci.

Viva Paris!

A bem da Região!

A bem da Nação|

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Eu ao espelho


Nasci em Maio de 1956 na Maternidade Júlio Dinis. Fiz a primária no Campo 24 de Agosto e o essencial do liceu (concluído entre o Nobre e Gaia) no Alexandre Herculano. Entre os 15 e os 21 anos fui militante da LCI. Li quase tudo que o Marx, o Lenine, o Trotsky e a Rosa Luxemburgo escreveram.
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